Setembro 23, 2010

Tentativa de Golpe na Opinião Pública - A tentativa desesperada pró 2º turno

Dois exemplos na mídia hoje, tristes para dizer o mínimo, porque refletem bem o desespero da grande mídia frente à bancarrota da candidatura José Serra (PSDB-DEM-PPS), e a tentativa desesperada de levarem a decisão da disputa presidencial para o 2º turno.

Os dois casos, meus caros, um no Estadão e o outro na Folha de S.Paulo, revelam a que ponto os princípios elementares da ética no jornalismo foram substituídos pelo jogo econômico e pelos interesses políticos. Comecemos pela Folha de hoje, que dirige descaradamente seu noticiário diário pró-candidatura José Serra.

A última do Folhão é tentar prejudicar Dilma Rousseff a partir de uma matéria sobre contrato firmado entre o governo gaúcho e a empresa Meta Instituto de Pesquisa de Opinião nos anos 90. Na época, Dilma presidia a Fundação de Economia e Estatística, órgão do governo estadual.

A Folha, inclusive, conta que o contrato firmado pela Fundação com a META, passou por auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) e ganhou parecer favorável do tribunal. Ou seja, não houve nada contra. Agora, o pior mesmo, é fazer do fato de o dono da META, Flávio Eduardo Silveira, ser filiado ao PT, uma prova de favorecimento ilícito. Uma coisa sem pé nem cabeça. Simplesmente lamentável...

No esclarecimento publicado hoje no Painel do Leitor (leia), José Eduardo Cardozo, coordenador jurídico da campanha de Dilma, traz informações sonegadas pelo jornalão e aponta que "O TCE-RS aprovou todas as contas referentes às gestões de Dilma Rousseff à frente da secretaria e da Fundação (1993, 1994, 1999, 2000, 2001 e 2002)".

"Além disso - completa Cardozo - a afirmação, no quadro, de que 'Dilma pressionou e, em 1998, a multa foi cancelada' é absurda e caluniosa. Sentindo-se prejudicada por uma decisão preliminar do TCE-RS, limitou-se a ex-ministra a apresentar um recurso em que solicitou a revisão, dentro do normal exercício do direito de defesa garantido a todos. Seu recurso, diante das razões e provas apresentadas, foi acolhido e julgado procedente, firmando-se a posição final daquela Corte em seu favor."

Por Dirceu

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