"PT disputará as eleições de 2010 mais fortalecido, "muito maior, mais calejado e mais senhor da situação" do que nos pleitos anteriores, disse Lula.
Questionado sobre os eventuais desgastes nas "crises" políticas disfarçou "erros sempre ocorreram nos partidos que estiveram no poder em qualquer parte do mundo. Não existe na história política e partidária do mundo, um partido que estando no poder não tenha cometido erros. Precisamos ter clareza de que os erros cometidos devem servir de ensinamento para que isso não ocorra outra vez", disse poupando a mídia política brasileira de uma acusação direta por amplificar os desgastes de seu governo.
Do News Front
Novembro 23, 2009
Novembro 11, 2009
CHAVES DESMENTE ESTAR SE PREPARANDO PARA GUERRA CONTRA COLÔMBIA
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nega que esteja convocando o país para uma guerra contra a Colômbia, num momento de crescente tensão entre os dois países por causa do recente acordo militar entre Bogotá e Washington.
"Agora estão me acusando, mas por todos os lados, de que estou chamando à guerra (...) O que chamei foi ao meu povo e aos meus soldados para que nos preparemos para defender este país da ameaça que significam sete bases militares (dos EUA) aqui mesmo na Colômbia", disse Chávez na terça-feira, num ato público na qual acusou a Colômbia de cinismo
"Todas essas acusações de 'guerreirista' que agora estão me fazendo nas últimas 48 horas, que Chávez chama à guerra, que Chávez está tocando os tambores da guerra, não (são verdade)", acrescentou.
"Agora estão me acusando, mas por todos os lados, de que estou chamando à guerra (...) O que chamei foi ao meu povo e aos meus soldados para que nos preparemos para defender este país da ameaça que significam sete bases militares (dos EUA) aqui mesmo na Colômbia", disse Chávez na terça-feira, num ato público na qual acusou a Colômbia de cinismo
"Todas essas acusações de 'guerreirista' que agora estão me fazendo nas últimas 48 horas, que Chávez chama à guerra, que Chávez está tocando os tambores da guerra, não (são verdade)", acrescentou.
Novembro 06, 2009
LULA PROVA QUE BRASIL QUER AJUDAR A CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR
Quanto a crise mundial Lula mostrou sua preocupação que se repita: "As instituições multilaterais surgidas após a Segunda Guerra Mundial envelheceram. Começam a ser renovadas, mas com excessiva lentidão. Elas fracassaram por não haver previsto e prevenido a grave crise que se abateu sobre a humanidade".
Criticou certa cumplicidade do FMI e o Banco Mundial "O rigor com que o FMI e o Banco Mundial exerceram sobre países pobres e em desenvolvimento no passado deferiu bastante da complacência que tiveram em relação à tragédia anunciada que veio a afetar os países ricos".
Quanto a ONU disse "O mundo multilateral e multipolar com qual sonhamos exigirá uma profunda reforma de suas instituições políticas, especialmente das Nações Unidas".
Quanto a fazer igual o governo tucano que desmontou o programa dos combustíveis renováveis na década 1990, Lula disse "Não sucumbiremos à maldição do petróleo. os grandes recursos provenientes da exploração dessas novas riquezas serão destinados aos brasileiros de amanhã."
"Somos uma região de paz, sem armas de destruição em massa, e, sobretudo, nucleares. Temos, pois, autoridade política e moral para propugnar um desarmamento global", continuou Lula.
Criticou certa cumplicidade do FMI e o Banco Mundial "O rigor com que o FMI e o Banco Mundial exerceram sobre países pobres e em desenvolvimento no passado deferiu bastante da complacência que tiveram em relação à tragédia anunciada que veio a afetar os países ricos".
Quanto a ONU disse "O mundo multilateral e multipolar com qual sonhamos exigirá uma profunda reforma de suas instituições políticas, especialmente das Nações Unidas".
Quanto a fazer igual o governo tucano que desmontou o programa dos combustíveis renováveis na década 1990, Lula disse "Não sucumbiremos à maldição do petróleo. os grandes recursos provenientes da exploração dessas novas riquezas serão destinados aos brasileiros de amanhã."
"Somos uma região de paz, sem armas de destruição em massa, e, sobretudo, nucleares. Temos, pois, autoridade política e moral para propugnar um desarmamento global", continuou Lula.
Outubro 27, 2009
Dias Toffoli em primeira decisão na Corte concede HC à condenada por roubo de cosméticos
Em sua primeira decisão como ministro do Supremo Tribunal Federal, o ministro José Antonio Dias Toffoli deferiu liminar em Habeas Corpus (HC 101256) onde determina a suspensão da pena imposta à L.S.M.N., de Lajeado (RS), condenada a dois anos de reclusão em regime semiaberto pelo furto de cremes hidratantes de uma farmácia.
O HC foi impetrado pela Defensoria Pública da União buscando o reconhecimento da prescrição do crime ou da aplicação do artigo 155, parágrafo 2º, do Código Penal, que trata do furto cometido por pessoa primária envolvendo objeto de pequeno valor (furto privilegiado).
A condenação a dois anos de reclusão em regime semiaberto pela prática de furto qualificado (artigo 155, parágrafo 4º, do Código Penal)foi convertida em pena restritiva de direitos, por meio da prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de um salário mínimo em favor do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Lajeado. Entretanto, o STJ, ao analisar recurso do Ministério Público gaúcho, manteve a pena de prisão.
Em sua decisão, o ministro Dias Toffoli afirma que, de fato, a antiga jurisprudência do STF era contrária à possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no parágrafo 2º do artigo 155 do Código Penal às hipóteses de furto qualificado, por considerar tais institutos incompatíveis entre si. "Todavia, recentemente, na sessão de 13/10/2009, a Primeira Turma desta Suprema Corte, por maioria, na linha do entendimento que já vinha sendo adotado pela Segunda Turma, deferiu habeas corpus para admitir a compatibilidade entre a hipótese do furto qualificado e o privilégio de que trata o § 2º do art. 155 do CP", afirmou o novo ministro do STF referindo-se ao HC 97051, relatado pela ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.
O furto ocorreu no dia 9 de março de 2002, na Farmácia Agafarma. Em companhia de uma colega, L.S. furtou seis embalagens de creme, avaliadas em R$ 177,00. "Entendo que o entendimento adotado no precedente antes referido aplica-se perfeitamente à hipótese dos autos. Com essas considerações, defiro o pedido de liminar, para suspender a execução da pena imposta à paciente, devendo ela, caso já se encontre presa, ser imediatamente solta, sem prejuízo da condenação imposta. Expeça-se o salvo-conduto", concluiu o ministro Dias Toffoli.
C/A
O HC foi impetrado pela Defensoria Pública da União buscando o reconhecimento da prescrição do crime ou da aplicação do artigo 155, parágrafo 2º, do Código Penal, que trata do furto cometido por pessoa primária envolvendo objeto de pequeno valor (furto privilegiado).
A condenação a dois anos de reclusão em regime semiaberto pela prática de furto qualificado (artigo 155, parágrafo 4º, do Código Penal)foi convertida em pena restritiva de direitos, por meio da prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de um salário mínimo em favor do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Lajeado. Entretanto, o STJ, ao analisar recurso do Ministério Público gaúcho, manteve a pena de prisão.
Em sua decisão, o ministro Dias Toffoli afirma que, de fato, a antiga jurisprudência do STF era contrária à possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no parágrafo 2º do artigo 155 do Código Penal às hipóteses de furto qualificado, por considerar tais institutos incompatíveis entre si. "Todavia, recentemente, na sessão de 13/10/2009, a Primeira Turma desta Suprema Corte, por maioria, na linha do entendimento que já vinha sendo adotado pela Segunda Turma, deferiu habeas corpus para admitir a compatibilidade entre a hipótese do furto qualificado e o privilégio de que trata o § 2º do art. 155 do CP", afirmou o novo ministro do STF referindo-se ao HC 97051, relatado pela ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.
O furto ocorreu no dia 9 de março de 2002, na Farmácia Agafarma. Em companhia de uma colega, L.S. furtou seis embalagens de creme, avaliadas em R$ 177,00. "Entendo que o entendimento adotado no precedente antes referido aplica-se perfeitamente à hipótese dos autos. Com essas considerações, defiro o pedido de liminar, para suspender a execução da pena imposta à paciente, devendo ela, caso já se encontre presa, ser imediatamente solta, sem prejuízo da condenação imposta. Expeça-se o salvo-conduto", concluiu o ministro Dias Toffoli.
C/A
Outubro 19, 2009
EM 2010 BRASIL PODE CRESCER 5% APESAR DAS ELEIÇÕES
Apesar das eleições, da oposição e mídia mercenárias trabalharem contra Lula acredita que o Brasil crescerá 5% em 2010.
Lula disse que mantém expectativa de 5% de crescimento e que esta otimista com a geração de empregos porque os dados apontam crescimento sólido e constante nos índices, com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.
Não será maior que 5% por causa das eleições, empresário experiente sabe que um tucano no poder é "imprevisível", o único empresário que gosta e quer tucano no Planalto é o que frequenta o ninho, a maioria sabe que um tucano não vai ganhar em 2010 e continuam investindo no futuro.
E quanto a doar nas campanhas, só no partido do presidente que trouxe constância e segurança para seus negócios e investimentos, claro. Não pra menos, afinal só um B-U-R-R-O não quer a continuidade do que esta acontecendo hoje no Brasil.
C/Blogs
Lula disse que mantém expectativa de 5% de crescimento e que esta otimista com a geração de empregos porque os dados apontam crescimento sólido e constante nos índices, com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.
Não será maior que 5% por causa das eleições, empresário experiente sabe que um tucano no poder é "imprevisível", o único empresário que gosta e quer tucano no Planalto é o que frequenta o ninho, a maioria sabe que um tucano não vai ganhar em 2010 e continuam investindo no futuro.
E quanto a doar nas campanhas, só no partido do presidente que trouxe constância e segurança para seus negócios e investimentos, claro. Não pra menos, afinal só um B-U-R-R-O não quer a continuidade do que esta acontecendo hoje no Brasil.
C/Blogs
Outubro 13, 2009
Terra grilada pela Cutrale pertence à União desde 1909
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que em 1997 foi feita a primeira ação reivindicatória de terras na área onde está localizada a fazenda Santo Henrique, ocupada pela Cutrale. Ainda segundo o Incra, desde 2006 essa fazenda é objeto de ação reivindicatória proposta pela autarquia, “por pertencer a um conjunto de terras públicas da União que constituíam o antigo Núcleo Colonial Monção. No momento, o Incra aguarda decisão da Justiça Federal sobre a posse do imóvel”.
O Núcleo foi criado em 1909 para implantar um projeto de colonização, a partir de um grupo de fazendas que foram compradas pela União e por outras recebidas como pagamento de dívidas da Companhia de Colonização São Paulo/Paraná. Ocupa uma área de cerca de 40 mil hectares, entre os municípios de Iaras, Borebi, Agudos, Lençóis Paulistas e Águas de Santa Bárbara.
O projeto de colonização não prosperou e as terras foram ocupadas irregularmente. Em 2003, foi feito um levantamento do histórico dessas terras. Os ocupantes foram informados sobre a situação em que se encontravam. Algumas empresas entraram de acordo com o Incra. A Lwarcel Celulose, por exemplo, reconheceu que a terra em que se encontrava pertencia à União fez uma troca. Outras, como a Cutrale, permaneceram em situação irregular.
C/A
O Núcleo foi criado em 1909 para implantar um projeto de colonização, a partir de um grupo de fazendas que foram compradas pela União e por outras recebidas como pagamento de dívidas da Companhia de Colonização São Paulo/Paraná. Ocupa uma área de cerca de 40 mil hectares, entre os municípios de Iaras, Borebi, Agudos, Lençóis Paulistas e Águas de Santa Bárbara.
O projeto de colonização não prosperou e as terras foram ocupadas irregularmente. Em 2003, foi feito um levantamento do histórico dessas terras. Os ocupantes foram informados sobre a situação em que se encontravam. Algumas empresas entraram de acordo com o Incra. A Lwarcel Celulose, por exemplo, reconheceu que a terra em que se encontrava pertencia à União fez uma troca. Outras, como a Cutrale, permaneceram em situação irregular.
C/A
Outubro 04, 2009
DEM E O PSDB - DEPUTADOS ATUAM COMO LOBISTAS DE MULTINACIONAIS DO PETRÓLEO NO CONGRESSO
Folha de S.Paulo mostra que políticos do DEM e do PSDB atuam como lobistas de empresas pretrolíferas dentro do Congresso. Eles apresentaram emendas preparadas pelas próprias empresas petrolíferas para limar a Petrobrás e, consequentemente, a tecnologia do povo brasileiro do pré-sal.
Com DEM/PSDB, o Brasil não precisa de Ministério da Defesa, eles entregam tudo.
Segundo a reportagem:
Essa é uma explicação bem simples que mostra porque o Brasil só patinou quando o PSDB e o DEM ficaram 8 anos no poder durante governo Fernando Henrique.
Do Educação Política
Com DEM/PSDB, o Brasil não precisa de Ministério da Defesa, eles entregam tudo.
Segundo a reportagem:
“Três deputados federais de oposição apresentaram separadamente emendas aos projetos do pré-sal que, além de coincidirem com os interesses das grandes empresas do setor petrolífero, têm redação idêntica, segundo reportagem de Ranier Bragon, Fernanda Odilla e Valdo Cruz, na edição da Folha desta sexta-feira (....).
As propostas foram apresentadas pelos deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA), Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Eduardo Sciarra (DEM-PR). Segundo a Folha, as emendas clonadas eram parte de versões preliminares preparadas por petrolíferas e repassadas aos deputados por consultores e representantes de empresas. Entre as modificações em relação ao projeto do governo está a de que a Petrobras não seja a operadora exclusiva dos campos.” (Folha)
Essa é uma explicação bem simples que mostra porque o Brasil só patinou quando o PSDB e o DEM ficaram 8 anos no poder durante governo Fernando Henrique.
Do Educação Política
Setembro 21, 2009
ELEIÇÕES 2010 - AS MULHERES SEGUNDO JOSÉ SERRA
Um importante fato teria acontecido e não pode passar sem registro, semana passada em Salvador o governador de São Paulo José Serra, possível pré-candidatos à Presidência pelo PSDB, portanto adversário nas eleições do ano que vem, teria externado sua opinião quanto as mulheres em geral.Teria afirmado em entrevista à TV Itapoan, afiliada da Rede Record algumas das caraterísticas do porque não prefere as mulheres. Seria porque: "as mulheres são melhores" porque "mulher é durona, quer cumprir a lei e proteger a comunidade".
Disse mais: "Quando eu vou a formaturas da Polícia Militar, as mulheres quase sempre pegam os primeiros lugares. Mulher polícia, mulher juíza, mulher promotora, mulher delegada são fogo".
Se quis só agradar, afagar, disfarçar, tem-se dúvidas sew deu certo, mas não deixou dúvidas de que tem medo de fogo perto do ninho.
Do News Front
Setembro 05, 2009
Desembargador joga xadrez em plena sessão do TJ da Bahia
O desembargador Carlos Roberto Santos Araújo foi flagrado jogando xadrez em seu computador, ontem, na mais importante sessão do pleno do Tribunal de Justiça da Bahia este ano. A reunião da mais alta instância da Justiça estadual foi convocada extraordinariamente pela presidente Sílvia Zarif para se discutir o fechamento do Instituto Pedro Ribeiro de Administração (Ipraj), braço gestor do TJ baiano. Foi uma reunião tensa, pois se debatia uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no último dia do prazo concedido.
A sessão foi aberta por volta das 9h30 e os desembargadores faziam saudações ao colega Gilberto Caribé, que participava da última reunião do pleno antes de se aposentar. Também faziam críticas à cobertura da imprensa sobre os assuntos do TJ-BA quando o repórter fotográfico Haroldo Abrantes, do jornal A Tarde, percebeu a cena. Foram feitas seis fotos, nas quais Araújo aparece concentrado, olhando para o monitor do computador.
Na sexta foto, a interface do programa mostra que a partida entre o desembargador e a máquina estava na 18ª jogada. E era a vez do magistrado jogar. You move, avisava o programa.
Enquanto os desembargadores reclamavam do resultado da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada terça-feira, cujo resultado deu ao TJBA a pior avaliação do Brasil, o desembargador Araújo pensava na sua próxima jogada.
Eu não estava jogando xadrez. Abri a página antes de a sessão começar, por curiosidade, alegou o desembargador. E a página ficou aberta (ao longo da sessão), completou ele, que só se manifestou uma vez na sessão de cerca de quatro horas. Os cliques do fotógrafo, no entanto, comprovam que o desembargador jogou durante a sessão. Entre a primeira e a sexta foto foram feitos dois movimentos: o 17 e o 18.
Sobre o uso do computador durante a sessão, o desembargador considera ser uma ferramenta importante, porque se surge alguma dúvida rapidamente podemos dirimi-la.
O fotógrafo do jornal conta que o desembargador foi avisado sobre as fotos. Alguém da plateia nos viu fotografando e telefonou avisando ao desembargador para ele mudar a tela do computador. Quando me virei, a tela já tinha sido modificada, conta Abrantes.
Indiferente às jogadas de Araújo, os desembargadores debateram o projeto de extinção do Ipraj e decidiram pelo seu adiamento.
C/A
A sessão foi aberta por volta das 9h30 e os desembargadores faziam saudações ao colega Gilberto Caribé, que participava da última reunião do pleno antes de se aposentar. Também faziam críticas à cobertura da imprensa sobre os assuntos do TJ-BA quando o repórter fotográfico Haroldo Abrantes, do jornal A Tarde, percebeu a cena. Foram feitas seis fotos, nas quais Araújo aparece concentrado, olhando para o monitor do computador.
Na sexta foto, a interface do programa mostra que a partida entre o desembargador e a máquina estava na 18ª jogada. E era a vez do magistrado jogar. You move, avisava o programa.
Enquanto os desembargadores reclamavam do resultado da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada terça-feira, cujo resultado deu ao TJBA a pior avaliação do Brasil, o desembargador Araújo pensava na sua próxima jogada.
Eu não estava jogando xadrez. Abri a página antes de a sessão começar, por curiosidade, alegou o desembargador. E a página ficou aberta (ao longo da sessão), completou ele, que só se manifestou uma vez na sessão de cerca de quatro horas. Os cliques do fotógrafo, no entanto, comprovam que o desembargador jogou durante a sessão. Entre a primeira e a sexta foto foram feitos dois movimentos: o 17 e o 18.
Sobre o uso do computador durante a sessão, o desembargador considera ser uma ferramenta importante, porque se surge alguma dúvida rapidamente podemos dirimi-la.
O fotógrafo do jornal conta que o desembargador foi avisado sobre as fotos. Alguém da plateia nos viu fotografando e telefonou avisando ao desembargador para ele mudar a tela do computador. Quando me virei, a tela já tinha sido modificada, conta Abrantes.
Indiferente às jogadas de Araújo, os desembargadores debateram o projeto de extinção do Ipraj e decidiram pelo seu adiamento.
C/A
Agosto 28, 2009
BRASIL VIVE DEMOCRACIA QUE INVERTE O ÔNUS DA PROVA
Uma das características mais marcantes dos estados totalitários é a inversão da realidade. Os inocentes tornam-se suspeitos, quem trabalha é acusado de vagabundo, quem investiga a corrupção é acusado de corrupto. A realidade fica de ponta cabeça e ninguém mais consegue distinguir o que é realidade e o que é fantasia. Provas são fabricadas e os usurpadores dizem que estão sendo perseguidos ou são vítimas.É assim que o Brasil se apresenta na investigação sobre a investigação do delegado Protógenes Queiroz, no caso Satiagraha.
Veja os fatos:
A unanimidade da votação do Habeas Corpus de Dantas no Supremo.
A busca e apreensão na residência do delegado Protógenes Queiroz e as críticas ao Juiz Fausto De Sanctis.
As relações pessoais e os currículos das pessoas envolvidas na justiça com a investigação da investigação do caso Satiagraha.
Uma sociedade civil acomodada e paralisada.
Isso tudo me fez lembrar aquele famoso poema: “Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na Segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada…..”
E agora Dilma é que tem de provar que não encontrou com Lina Vieira.
C/ Educação Política
Agosto 23, 2009
Política Nacional - Decisão correta de Mercadante prioriza projeto maior, afirma Berzoini
O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, saudou a decisão do senador Aloizio Mercadante de permanecer na liderança da bancada petista no Senado.
“Mercadante anunciou que fica na liderança do PT no Senado. Correto. A conversa com Lula e comigo ontem foi franca e objetiva”, escreveu Berzoini em uma das quatro mensagens sobre o assunto postadas por Berzoini no Twitter.
Segundo ele, as lutas que o PT terá pela frente são muito maiores que os episódios vividos no Senado nos últimos dias.
“Nós, que há 30 anos construímos o PT, não devemos tratar cada episódio como se fosse o definidor das nossas vidas. Governar é administrar contradições e conflitos. Se você tem um horizonte definido, os obstáculos são superados com firmeza e serenidade”, escreveu Berzoini.
C/A
“Mercadante anunciou que fica na liderança do PT no Senado. Correto. A conversa com Lula e comigo ontem foi franca e objetiva”, escreveu Berzoini em uma das quatro mensagens sobre o assunto postadas por Berzoini no Twitter.
Segundo ele, as lutas que o PT terá pela frente são muito maiores que os episódios vividos no Senado nos últimos dias.
“Nós, que há 30 anos construímos o PT, não devemos tratar cada episódio como se fosse o definidor das nossas vidas. Governar é administrar contradições e conflitos. Se você tem um horizonte definido, os obstáculos são superados com firmeza e serenidade”, escreveu Berzoini.
C/A
Agosto 17, 2009
Massa de Pão - Dilma cresce, apesar de jornal dizer que estacionou
Pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto em 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff já chega aos 24% num cenário sem o concorrente tucano, governador José Serra e numa disputa com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Dilma empata com a vereadora (Maceió) e ex-senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) que também faz 24%.
Como a pesquisa indica, 42% dos brasileiros podem votar num candidato do presidente Lula, que continua muito bem avaliado, apesar do bombardeio intenso e permanente da midia - FSP à frente. Fora o fato que hoje Serra tem o voto de um quinto a um terço dos eleitores do PT, o que, seguramente, não manterá quando a campanha começar.
Isso na certa se confirmará como indica claramente o dado anterior - a tendência de 42% de votar no candidato do presidente da República, mais o desconhecimento da maioria, ainda, sobre a candidatura Dilma.
A pesquisa demonstra, também, que a candidatura Aécio Neves é competitiva, se considerarmos sua força em Minas, maior que a de Serra em São Paulo, onde nada ainda está decidido sobre a sucessão estadual e a disputa presidencial.
Por ZD
Agosto 06, 2009
Estatal parece bolo: quanto mais batem, mais cresce
A oposição brasileira, o conluio PSDB-DEM-PPS e cia tem todas as razões para ficar em desespero e se julgar fracassada. Dispende todas as suas energias na luta contra a regulação do pré-sal para tirar o governo da área, enfraquecer e privatizar a Petrobras, agita há cinco meses a bandeira de uma CPI contra a estatal e descobre agora que o valor de mercado da estatal cresceu 81,1% este ano. Simulação feita pela consultoria Economática conclui que a Petrobras seria hoje a 4ª maior empresa de capital aberto dos EUA, se fosse companhia daquele país, e que ao crescer 81,1% em 2009, seu valor de mercado saltou de US$ 95,8 bilhões em 2008 para US$ 173,5 bilhões este ano.
Campanhas da oposição à parte, a estatal brasileira continua tranquilamente a maior empresa da América Latina. A Petrobras e Vale são as únicas companhias da América do Sul classificadas entre as 25 maiores empresas por valor de mercado da América Latina e Estados Unidos.
Por ZD
Agosto 02, 2009
NOS LIMITES DA LEI - SARNEY CENSURA JORNAL
Não há dúvida que vivemos no país da piada pronta. E o Congresso Nacional não perde tempo em se fazer, efetivamente, de palhaço.
Fico imaginando quantos parlamentares em seu jogo ridículo de brincar de ser honesto, estão realmente achando que o zé povinho dá algum crédito ao que eles estão dizendo.
Veja esta manchete saída do Yahoo Notícias:
"Senadores repudiam censura feita ao "O Estado"
A decisão judicial que proibiu o jornal O Estado de S. Paulo de publicar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney foi repudiada por senadores. (leia aqui na íntegra).
Ora, fico pensando quantas vezes Nosferatu, por exemplo, teve que recorrer à justiça para calar algum jornalão brasileiro. Provavelmente nunca. Não é necessário já que do tucanato de alta plumagem, eles não falam nada, de graça.
Quer dizer, "de graça", não, né?
Se for pensar bem, Sarney pedir para que a Justiça ordene um calar de boca, é menos feio do que telefonar para o dono do jornal para se certificar que nada será dito.
E novamente pipoca o Senador Pedro Simon, falando do alto de sua estatura, a respeito de Sarney. Mas claro, nunca responde nada nas (pouquíssimas) vezes em que é perguntado sobre o escândalo no RS que afeta todos os escalões de sua aliada Yeda Crusius.
É o país da piada pronta, onde estes senhores gagás, realmente imaginam que o povo lhes dá ouvidos.
Do Anais Político
Fico imaginando quantos parlamentares em seu jogo ridículo de brincar de ser honesto, estão realmente achando que o zé povinho dá algum crédito ao que eles estão dizendo.
Veja esta manchete saída do Yahoo Notícias:
"Senadores repudiam censura feita ao "O Estado"
A decisão judicial que proibiu o jornal O Estado de S. Paulo de publicar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney foi repudiada por senadores. (leia aqui na íntegra).
Ora, fico pensando quantas vezes Nosferatu, por exemplo, teve que recorrer à justiça para calar algum jornalão brasileiro. Provavelmente nunca. Não é necessário já que do tucanato de alta plumagem, eles não falam nada, de graça.
Quer dizer, "de graça", não, né?
Se for pensar bem, Sarney pedir para que a Justiça ordene um calar de boca, é menos feio do que telefonar para o dono do jornal para se certificar que nada será dito.
E novamente pipoca o Senador Pedro Simon, falando do alto de sua estatura, a respeito de Sarney. Mas claro, nunca responde nada nas (pouquíssimas) vezes em que é perguntado sobre o escândalo no RS que afeta todos os escalões de sua aliada Yeda Crusius.
É o país da piada pronta, onde estes senhores gagás, realmente imaginam que o povo lhes dá ouvidos.
Do Anais Político
Julho 18, 2009
Perseguição - Na falta do que dizer, estadão escreve asneiras
O jornal, O Estado de São Paulo, publicou hoje uma matéria em tom indignado por, segundo eles, o Presidente Lula não mostrar vontade de doar ao Palácio do Planalto, o prêmio de 150 mil recebido da Unesco
Na tentaviva de escandalizar o nada, o jornal foi ouvir a Comissão de Ética Pública onde ouviu que, Lula não é obrigado a prestar contas ou devolver o dinheiro recebido da ONU. Dai pra frente, sem ter mas o que dizer, o jornal fêz um retrospecto das finanças do Presidente e lembrou os leitores deles: "Apesar de sua origem humilde, Lula é hoje uma pessoa de posses"...
O Presidente Lula decidiu ficar com os U$ 150 mil (quase R$ 300 mil, pelo câmbio atual) recebidos junto com o prêmio Félix Houphouët-Boigny, concedido a ele pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Lula recebeu o prêmio no último dia 7, em Paris, "pela sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
De acordo com o jornal, a informação de que o Presidente não pretende doar o dinheiro foi dada pelo Palácio do Planalto. De acordo com seus assessores, trata-se de um prêmio concedido à pessoa de Lula e o dinheiro, que veio junto, é também dele. A Comissão de Ética Pública informou que o Presidente não está submetido à legislação que obriga os funcionários a recusar prêmios valiosos, nem há norma que o obrigue a fazer a doação.
O prêmio da Unesco está em sua 20ª edição. A premiação já teve entre os ganhadores o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela; o ex-premiê israelense, Yitzhak Rabin; o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat; e o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter.
Por: Helena™
Na tentaviva de escandalizar o nada, o jornal foi ouvir a Comissão de Ética Pública onde ouviu que, Lula não é obrigado a prestar contas ou devolver o dinheiro recebido da ONU. Dai pra frente, sem ter mas o que dizer, o jornal fêz um retrospecto das finanças do Presidente e lembrou os leitores deles: "Apesar de sua origem humilde, Lula é hoje uma pessoa de posses"...
O Presidente Lula decidiu ficar com os U$ 150 mil (quase R$ 300 mil, pelo câmbio atual) recebidos junto com o prêmio Félix Houphouët-Boigny, concedido a ele pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Lula recebeu o prêmio no último dia 7, em Paris, "pela sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
De acordo com o jornal, a informação de que o Presidente não pretende doar o dinheiro foi dada pelo Palácio do Planalto. De acordo com seus assessores, trata-se de um prêmio concedido à pessoa de Lula e o dinheiro, que veio junto, é também dele. A Comissão de Ética Pública informou que o Presidente não está submetido à legislação que obriga os funcionários a recusar prêmios valiosos, nem há norma que o obrigue a fazer a doação.
O prêmio da Unesco está em sua 20ª edição. A premiação já teve entre os ganhadores o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela; o ex-premiê israelense, Yitzhak Rabin; o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat; e o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter.
Por: Helena™
Julho 11, 2009
José Sarney denuncia campanha da mídia para atingi-lo por apoiar Lula
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou nota na quinta-feira onde denuncia a campanha da mídia contra si.
“Sobre a matéria divulgada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo, considero os esclarecimentos prestados pelo meu neto, José Adriano Cordeiro Sarney, pessoa extremamente qualificada, com mestrado na Sorbbone, e pós graduação em Harvard, suficientes para mostrar a verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo”, diz a nota.
Sarney também enviou carta aos 80 senadores para esclarecer que não exerceu nenhuma influência para que seu neto operasse crédito consignado com o HSBC no Senado. Ele mostra que a autorização do Senado para seu neto operar foi em 2005 quando não ocupava cargo nenhuma na Casa. E que a Sarcris começou a operar em setembro de 2007, dois anos após a autorização. “Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava mais no Senado. Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem”, diz o documento.
“Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam”, continua. “Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão”, conclui.
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse na segunda-feira que Sarney tem apoio “absoluto” do governo. “O apoio do governo ao presidente (José Sarney) já foi dito, é absoluto”.
Do HP
“Sobre a matéria divulgada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo, considero os esclarecimentos prestados pelo meu neto, José Adriano Cordeiro Sarney, pessoa extremamente qualificada, com mestrado na Sorbbone, e pós graduação em Harvard, suficientes para mostrar a verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo”, diz a nota.
Sarney também enviou carta aos 80 senadores para esclarecer que não exerceu nenhuma influência para que seu neto operasse crédito consignado com o HSBC no Senado. Ele mostra que a autorização do Senado para seu neto operar foi em 2005 quando não ocupava cargo nenhuma na Casa. E que a Sarcris começou a operar em setembro de 2007, dois anos após a autorização. “Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava mais no Senado. Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem”, diz o documento.
“Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam”, continua. “Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão”, conclui.
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse na segunda-feira que Sarney tem apoio “absoluto” do governo. “O apoio do governo ao presidente (José Sarney) já foi dito, é absoluto”.
Do HP
Julho 04, 2009
Globo encontra "defeitos" de Dilma: ela é intolerante com a corrupção e o desperdício de dinheiro público
Desde quando ser intolerante com o despreparo, a corrupção e o desperdício de dinheiro público é defeito?
Para o Jornal O Globo, das organizações Globo, é um grave "defeito" da ministra Dilma. O jornal acha que a ministra precisa ter mais "jogo de cintura" e ser tolerante com a corrupção e o desperdício de dinheiro público.
Sob o título "Temperamento de Dilma alarma aliados. Broncas públicas em ministros e assessores podem dificultar alianças", o jornal publicou no meio da matéria:
"A ministra, dizem esses aliados, é intolerante com o despreparo, a corrupção e o desperdício de dinheiro público e, ao cobrar o cumprimento de tarefas, chega a ser mal educada... blá... blá... blá...".
O jornal está fazendo o mesmo trabalho sujo para José Serra (PSDB/SP) que fez em 2002 contra Ciro Gomes. Ao não ter como enfrentar Ciro no campo político, nem na competência, pois Ciro foi um governador bem avaliado no Ceará, nem encontrar denúncias de corrupção contra Ciro, José Serra e a Globo recorreram ao temperamento de Ciro Gomes, para não deixar José Serra fora do segundo turno em 2002.
Por: Zé Augusto
Para o Jornal O Globo, das organizações Globo, é um grave "defeito" da ministra Dilma. O jornal acha que a ministra precisa ter mais "jogo de cintura" e ser tolerante com a corrupção e o desperdício de dinheiro público.
Sob o título "Temperamento de Dilma alarma aliados. Broncas públicas em ministros e assessores podem dificultar alianças", o jornal publicou no meio da matéria:
"A ministra, dizem esses aliados, é intolerante com o despreparo, a corrupção e o desperdício de dinheiro público e, ao cobrar o cumprimento de tarefas, chega a ser mal educada... blá... blá... blá...".
O jornal está fazendo o mesmo trabalho sujo para José Serra (PSDB/SP) que fez em 2002 contra Ciro Gomes. Ao não ter como enfrentar Ciro no campo político, nem na competência, pois Ciro foi um governador bem avaliado no Ceará, nem encontrar denúncias de corrupção contra Ciro, José Serra e a Globo recorreram ao temperamento de Ciro Gomes, para não deixar José Serra fora do segundo turno em 2002.
Por: Zé Augusto
Junho 25, 2009
Mídia Política - O Globo transforma manchete em editorial
A pretexto de criticar pronunciamento do presidente Lula sobre desonerações tributárias, no qual afirmou que elas não são repassadas pelos empresários para os consumidores, o jornal dos Marinho, O Globo, faz hoje na 1ª página uma de suas manchetes e o texto da chamada da notícia como se fosse um editorial.
O governo só esse ano já deu mais de R$ 21 bilhões de desonerações - desde que assumiu já são quase R$ 100 bilhões. O presidente falou disso, e que o dinheiro repassado direto à população incentiva o consumo e a economia, mas o jornal publica a notícia como se ele estivesse defendendo a carga tributária.
E, aí, como se fosse um editorial, publica na chamada inúmeras supostas declarações do presidente da República sobre o Irã, o senador José Sarney (PMDB-AP) e a Amazônia. Ou seja, lembra declarações passadas, que nada tem a ver com a notícia de hoje, puro editorial contra o presidente Lula.
Com essa chamada O Globo quer passar que o presidente defende a legitimidade das eleições no Irã, as ilegalidades no Senado e o desmatamento da Amazônia. Seja nas de ontem, seja nas anteriores que invoca para criticar, O Globo distorce as declarações do presidente. Ele nunca defendeu as ilegalidades do Senado e nem o desmatamento. É só ler e atribuir o real sentido que tem suas manifestações.
Por ZD
O governo só esse ano já deu mais de R$ 21 bilhões de desonerações - desde que assumiu já são quase R$ 100 bilhões. O presidente falou disso, e que o dinheiro repassado direto à população incentiva o consumo e a economia, mas o jornal publica a notícia como se ele estivesse defendendo a carga tributária.
E, aí, como se fosse um editorial, publica na chamada inúmeras supostas declarações do presidente da República sobre o Irã, o senador José Sarney (PMDB-AP) e a Amazônia. Ou seja, lembra declarações passadas, que nada tem a ver com a notícia de hoje, puro editorial contra o presidente Lula.
Com essa chamada O Globo quer passar que o presidente defende a legitimidade das eleições no Irã, as ilegalidades no Senado e o desmatamento da Amazônia. Seja nas de ontem, seja nas anteriores que invoca para criticar, O Globo distorce as declarações do presidente. Ele nunca defendeu as ilegalidades do Senado e nem o desmatamento. É só ler e atribuir o real sentido que tem suas manifestações.
Por ZD
Junho 14, 2009
KARL MARX AINDA É O CARA - A CONTEMPORANEIDADE DE KARL MARX
No dia 5 de maio próximo passado marcou-se a data de 191 anos de um dos maiores, senão o maior filósofo da história mundial Karl Marx. Marx, ao contrário do que muitos dos seus desafetos pensam a seu respeito como um comunista radical e contrário ao capitalismo e a democracia, nada disso reflete a verdade, ele foi o maior interessado em estudar o sistema capitalista, bem como foi um grande divulgador da democracia, fatos estes que o obrigaram a exilar-se na França. Ali o grande filósofo Karl Marx conheceu Friedrich Engels, seu grande aliado. Marx previu há mais de cem anos as deficiências que fatalmente causariam ao mundo o capitalismo de mão única, para não dizer selvagem.
A crise do capitalismo ora desnudado mostra o quanto Karl Marx é atual acertando suas premissas há 140 anos quando analisou cientificamente a sociedade capitalista, suas deficiências quando publicou em 1867 a sua mais importante obra, O Capital. Falando em Marx, dias atrás pude ter o desprazer de ler em um jornal aqui de Cuiabá [um jornal que não circula nas segundas-feiras], na coluna opinião um desses articulistas meia-boca dizer que é a favor da discriminação, foi mais longe dizendo que ele discrimina o marxismo, os petistas. Que preconceito! É um pobre coitado. Primeiro que a ideologia petista nada tem a ver com marxismo. E, além disso, o PT do presidente Lula tem feito tanto bem ao país como há muito não se via. Quero deixar claro que não sou filiado a nenhum partido político. O marxismo é um dos legados intelectuais mais importantes desde o século XIX. A globalização econômica e a emergência da sociedade do conhecimento são fatos. Karl Marx previu a tendência dessa ordem futura do capitalismo, não teorizou sobre ela. Mas já concebia que, no contexto da expansão do capitalismo, que surgiu na Inglaterra, ainda incipiente até meados do século XIX, o trabalho se tornaria uma fonte miserável de geração de valor e riqueza, comparada à ciência e tecnologia. Tudo que se previu está acontecendo, hoje a máquina em quaisquer ramos de produção substitui o trabalho de 30 e até de 100 homens, conforme a atividade, gerando um contínuo desemprego.
O capitalismo [que concentra rendas] aprendeu a mascarar as suas crises, mas sem eliminar as suas contradições. Estamos aí com banqueiros, produtores agrícolas e pecuaristas, em sua maioria, nadando em dinheiro, mas choramingando ao governo para refinanciamento de suas dívidas que há anos vêm sendo proteladas através de refinanciamentos a perder de vista. Há enigmas de feitos monumentais que precisam ser decifrados, colocados em "pratos limpos". Isso tudo foi previsto por Marx. É difícil saber o que no marxismo é filosofia, economia ou ciência, mesmo porque Karl Marx era filósofo, economista e cientista social, mas não esses cientistas sociais que andam escrevendo bobagens aqui e alhures. Marx não era dado a dizer bobagens e nem acreditava em soluções nascidas da raiva e fanatismo. Prática essa hoje exercida pela insignificante oposição encastelada no Parlamento brasileiro atual [leia-se PSDB/DEM e PPS], este último se diz de esquerda, mas defende arraigadamente a elite.
Enquanto filosofia, o marxismo, além de revolucionar o método dialético, inspirou-se num objetivo preciso: transformar a sociedade. Enquanto ciência pautou-se pela teoria do capitalismo à luz do seu conteúdo filosófico [a dialética materialista], o marxismo enriqueceu o seu conteúdo científico [o materialismo histórico] e vice-versa.
Tudo previsto por Marx sobre a crise do capitalismo está acontecendo. Urge que o capitalismo aprimore o cumprimento de sua missão, corrija seus erros, deixando de ser um capitalismo sem a menor intenção de promover o bem-estar de todos. Só assim evitaremos que a sonhada sociedade do futuro deixe de existir, por falta de futuro no planeta. Marx é contemporâneo [?].
Por João da Costa Vital, contador, pedagogo, analista político.
A crise do capitalismo ora desnudado mostra o quanto Karl Marx é atual acertando suas premissas há 140 anos quando analisou cientificamente a sociedade capitalista, suas deficiências quando publicou em 1867 a sua mais importante obra, O Capital. Falando em Marx, dias atrás pude ter o desprazer de ler em um jornal aqui de Cuiabá [um jornal que não circula nas segundas-feiras], na coluna opinião um desses articulistas meia-boca dizer que é a favor da discriminação, foi mais longe dizendo que ele discrimina o marxismo, os petistas. Que preconceito! É um pobre coitado. Primeiro que a ideologia petista nada tem a ver com marxismo. E, além disso, o PT do presidente Lula tem feito tanto bem ao país como há muito não se via. Quero deixar claro que não sou filiado a nenhum partido político. O marxismo é um dos legados intelectuais mais importantes desde o século XIX. A globalização econômica e a emergência da sociedade do conhecimento são fatos. Karl Marx previu a tendência dessa ordem futura do capitalismo, não teorizou sobre ela. Mas já concebia que, no contexto da expansão do capitalismo, que surgiu na Inglaterra, ainda incipiente até meados do século XIX, o trabalho se tornaria uma fonte miserável de geração de valor e riqueza, comparada à ciência e tecnologia. Tudo que se previu está acontecendo, hoje a máquina em quaisquer ramos de produção substitui o trabalho de 30 e até de 100 homens, conforme a atividade, gerando um contínuo desemprego.
O capitalismo [que concentra rendas] aprendeu a mascarar as suas crises, mas sem eliminar as suas contradições. Estamos aí com banqueiros, produtores agrícolas e pecuaristas, em sua maioria, nadando em dinheiro, mas choramingando ao governo para refinanciamento de suas dívidas que há anos vêm sendo proteladas através de refinanciamentos a perder de vista. Há enigmas de feitos monumentais que precisam ser decifrados, colocados em "pratos limpos". Isso tudo foi previsto por Marx. É difícil saber o que no marxismo é filosofia, economia ou ciência, mesmo porque Karl Marx era filósofo, economista e cientista social, mas não esses cientistas sociais que andam escrevendo bobagens aqui e alhures. Marx não era dado a dizer bobagens e nem acreditava em soluções nascidas da raiva e fanatismo. Prática essa hoje exercida pela insignificante oposição encastelada no Parlamento brasileiro atual [leia-se PSDB/DEM e PPS], este último se diz de esquerda, mas defende arraigadamente a elite.
Enquanto filosofia, o marxismo, além de revolucionar o método dialético, inspirou-se num objetivo preciso: transformar a sociedade. Enquanto ciência pautou-se pela teoria do capitalismo à luz do seu conteúdo filosófico [a dialética materialista], o marxismo enriqueceu o seu conteúdo científico [o materialismo histórico] e vice-versa.
Tudo previsto por Marx sobre a crise do capitalismo está acontecendo. Urge que o capitalismo aprimore o cumprimento de sua missão, corrija seus erros, deixando de ser um capitalismo sem a menor intenção de promover o bem-estar de todos. Só assim evitaremos que a sonhada sociedade do futuro deixe de existir, por falta de futuro no planeta. Marx é contemporâneo [?].
Por João da Costa Vital, contador, pedagogo, analista político.
Junho 02, 2009
Relação internacional é entre Estados, não entre homens, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, na capital guatemalteca, Cidade da Guatemala, que "a relação internacional não é entre homens, é entre Estados".
Os comentários de Lula foram feitos após uma cerimônia em que ele recebeu as chaves da cidade do prefeito local, Álvaro Arzú.
Lula respondia à uma pergunta da BBC Brasil sobre o fato de ter se encontrado no espaço de menos de uma semana com o líder do Uzbequistão, Islam Karimov, contra o qual pesam inúmeras denúncias de abusos de direitos humanos, e com o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, acusado de haver orquestrado o assassinato de um opositor.
Indagado se nestes encontros, diante da gravidade das acusações contra estes líderes, o Brasil não estaria melhor representado por um alto representante da chancelaria do país, Lula demonstrou irritação e rechaçou a tese.
"Primeiro, essa é uma visão muito tacanha da relação internacional. A relação internacional não é entre homens, é entre Estados. E as pessoas estão no governo porque foram eleitas. No Brasil, é a mesma coisa", afirmou.
O líder uzbeque, Islam Karimov, foi reeleito para um terceiro mandato em 2007, contrariando a legislação do país, que impunha um limite de dois mandatos. ONGs apontaram supostas irregularidades no pleito, vencido por ele por 88,1% dos votos.
Sem preconceito
Lula retomou a linha de que "quando o Brasil sai para viajar, não é o Lula que sai para viajar, é o Estado brasileiro que está mantendo contato com outro Estado".
"Isso vale para a Guatemala, para a China e para o Irã, que eu quero visitar. O Brasil tem uma boa relação comercial com o Irã, então temos que ir lá conversar com o Irã. Quem governa o Irã, é da responsabilidade do povo do Irã, não é da responsabilidade do povo brasileiro. Então, sem preconceitos", afirmou.
Um dia após ter assinado uma declaração conjunta no qual manifesta seu "apoio ao governo constitucional do presidente Álvaro Colom, ante as acusações de que tem sido objeto", Lula voltou a expressar solidariedade ao guatemalteco.
O advogado Rodrigo Rozenberg deixou um vídeo testamento dias antes de ser morto, em 10 de maio, no qual afirma que o presidente deveria ser responsabilizado, caso algo acontecesse com ele.
"E quem disse que denúncia significa alguma coisa? E se não for verdade?", afirmou o presidente brasileiro.
Acusações levianas
Quando indagado pela BBC Brasil sobre a manifestação de apoio, o presidente enfatizou:
"Eu apoio a democracia, meu filho. Eu sei o que aconteceu comigo em 2005, sei o que aconteceu com o (líder da Bolívia) Evo Morales, com o (presidente equatoriano) Rafael Correa, sei o que está acontecendo com a Cristina (Kirchner, da Argentina), sei o que aconteceu com a Michelle (Bachelet, do Chile), com o Chávez, conheço a história desse país e sei que muitas vezes as acusações são levianas."
As alusões do presidente ao ano de 2005 foram referência ao escândalo do mensalão. O presidente procurou argumentar que tanto neste escândalo como em denúncias anteriores, realizadas contra outros líderes de esquerda latino-americanos, houve interesse por parte de setores da oposição em minar estas lideranças.
Em um pronunciamento realizado minutos antes, na sede da prefeitura, ao lado do prefeito da Cidade da Guatemala, Álvaro Arzú, o presidente afirmou que a eleição do esquerdista Colom é "um passo a mais para a democracia".
E acrescentou que "ao ganhar eleições, temos que ter tranquilidade". De acordo com o líder brasileiro, não é possível que o partido que não esteja no governo, "esteja sempre combatendo".
Lula afirmou ainda que "o presidente tem que governar, quem ganha tem que governar." Segundo o presidente, a "alternância de poder é fundamental para a democracia".
Por Bruno Garcez
Os comentários de Lula foram feitos após uma cerimônia em que ele recebeu as chaves da cidade do prefeito local, Álvaro Arzú.
Lula respondia à uma pergunta da BBC Brasil sobre o fato de ter se encontrado no espaço de menos de uma semana com o líder do Uzbequistão, Islam Karimov, contra o qual pesam inúmeras denúncias de abusos de direitos humanos, e com o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, acusado de haver orquestrado o assassinato de um opositor.
Indagado se nestes encontros, diante da gravidade das acusações contra estes líderes, o Brasil não estaria melhor representado por um alto representante da chancelaria do país, Lula demonstrou irritação e rechaçou a tese.
"Primeiro, essa é uma visão muito tacanha da relação internacional. A relação internacional não é entre homens, é entre Estados. E as pessoas estão no governo porque foram eleitas. No Brasil, é a mesma coisa", afirmou.
O líder uzbeque, Islam Karimov, foi reeleito para um terceiro mandato em 2007, contrariando a legislação do país, que impunha um limite de dois mandatos. ONGs apontaram supostas irregularidades no pleito, vencido por ele por 88,1% dos votos.
Sem preconceito
Lula retomou a linha de que "quando o Brasil sai para viajar, não é o Lula que sai para viajar, é o Estado brasileiro que está mantendo contato com outro Estado".
"Isso vale para a Guatemala, para a China e para o Irã, que eu quero visitar. O Brasil tem uma boa relação comercial com o Irã, então temos que ir lá conversar com o Irã. Quem governa o Irã, é da responsabilidade do povo do Irã, não é da responsabilidade do povo brasileiro. Então, sem preconceitos", afirmou.
Um dia após ter assinado uma declaração conjunta no qual manifesta seu "apoio ao governo constitucional do presidente Álvaro Colom, ante as acusações de que tem sido objeto", Lula voltou a expressar solidariedade ao guatemalteco.
O advogado Rodrigo Rozenberg deixou um vídeo testamento dias antes de ser morto, em 10 de maio, no qual afirma que o presidente deveria ser responsabilizado, caso algo acontecesse com ele.
"E quem disse que denúncia significa alguma coisa? E se não for verdade?", afirmou o presidente brasileiro.
Acusações levianas
Quando indagado pela BBC Brasil sobre a manifestação de apoio, o presidente enfatizou:
"Eu apoio a democracia, meu filho. Eu sei o que aconteceu comigo em 2005, sei o que aconteceu com o (líder da Bolívia) Evo Morales, com o (presidente equatoriano) Rafael Correa, sei o que está acontecendo com a Cristina (Kirchner, da Argentina), sei o que aconteceu com a Michelle (Bachelet, do Chile), com o Chávez, conheço a história desse país e sei que muitas vezes as acusações são levianas."
As alusões do presidente ao ano de 2005 foram referência ao escândalo do mensalão. O presidente procurou argumentar que tanto neste escândalo como em denúncias anteriores, realizadas contra outros líderes de esquerda latino-americanos, houve interesse por parte de setores da oposição em minar estas lideranças.
Em um pronunciamento realizado minutos antes, na sede da prefeitura, ao lado do prefeito da Cidade da Guatemala, Álvaro Arzú, o presidente afirmou que a eleição do esquerdista Colom é "um passo a mais para a democracia".
E acrescentou que "ao ganhar eleições, temos que ter tranquilidade". De acordo com o líder brasileiro, não é possível que o partido que não esteja no governo, "esteja sempre combatendo".
Lula afirmou ainda que "o presidente tem que governar, quem ganha tem que governar." Segundo o presidente, a "alternância de poder é fundamental para a democracia".
Por Bruno Garcez
Maio 27, 2009
Investimentos da Petrobras no Brasil devem gerar 1 milhão de empregos em 4 anos
Os investimentos da Petrobras no Brasil devem gerar mais de 1 milhão de novos postos de trabalho entre 2009 e 2013. Dos 104,6 bilhões de dólares que a companhia pretende aplicar no período nas áreas de exploração e produção, 92 bilhões vão ficar no Brasil e aquecer o mercado interno. O investimento global da empresa nos próximos cinco anos soma 174,4 bilhões de dólares.A companhia prevê a criação de 267 mil novos postos de trabalhos diretos até 2013. Outros 777 mil postos indiretos estão relacionados à cadeia produtiva e ao chamado efeito renda, quando a renda dos trabalhadores se transforma em consumo.
As informações são do diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella. Ele participou nesta quarta-feira (27) de audiência pública conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e Minas e Energia da Câmara. O deputado Luiz Alberto (PT-BA) foi um dos autores do requerimento para o debate. Segundo Guilherme Estrella, o Brasil precisa “aproveitar a oportunidade” proporcionada pela descoberta do pré-sal. “A Petrobras passa por um momento importante em relação ao seu compromisso com o desenvolvimento do país. É um momento que traz uma série de oportunidades para o Brasil, e nós não podemos perder essa oportunidade”, afirmou.
Durante a audiência pública, o diretor de Exploração e Produção destacou a “postura agressiva” da empresa desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 1999 e 2002, a carteira exploratória da Petrobras atingiu uma média anual de 22.737,5 quilômetros quadrados. Nos três primeiros anos de governo Lula, a média anual saltou para 32.377,3 quilômetros quadrados. “Isso nos dá a garantia e o conforto de ter uma área suficiente de exploração para os próximos 15 anos. A Petrobras vinha perdendo essa agressividade antes de 2003”, afirmou Guilherme Estrella.
O diretor da Petrobras informou que os investimentos específicos no pré-sal – que estavam previstos para 28,9 bilhões de dólares no período 2009-2013 – devem alcançar 111,4 bilhões entre 2009-2020. A produção de óleo do pré-sal deve crescer a uma taxa anual de 35,3% entre 2013 e 2020. A expectativa é de que, em 2013, sejam produzidos 219 mil barris por dia, ante 1,8 milhão previstos para 2020.Estrella afirmou que, nas próximas décadas, as chamadas energias fósseis devem ocupar uma posição hegemônica entre as demais modalidades energéticas. “O Brasil tem uma situação privilegiada porque conta com grandes reservas de óleo e gás. A descoberta do pré-sal é uma grande oportunidade para o desenvolvimento industrial, tecnológico e científico do país”, afirmou.
O deputado Luiz Alberto, que durante 20 anos foi técnico químico da Petrobras, destacou o rigor administrativo da empresa. Ele criticou os partidos de oposição que defendem a instalação de uma CPI no Senado para investigar a companhia.“Enquanto o Senado instala uma CPI, o jornal inglês Financial Times elogia o papel da Petrobras, sua capacidade de gestão e o domínio da tecnologia de prospecção de petróleo. No campo internacional se reconhece a importância da empresa. No Brasil, de forma irresponsável, tenta-se jogar a Petrobras no centro da arena política”, afirmou.
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo da Rocha, também criticou a instalação da CPI no Senado.
Ele classificou a investigação como “absurda”.
Por Jussara Seixas
As informações são do diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella. Ele participou nesta quarta-feira (27) de audiência pública conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e Minas e Energia da Câmara. O deputado Luiz Alberto (PT-BA) foi um dos autores do requerimento para o debate. Segundo Guilherme Estrella, o Brasil precisa “aproveitar a oportunidade” proporcionada pela descoberta do pré-sal. “A Petrobras passa por um momento importante em relação ao seu compromisso com o desenvolvimento do país. É um momento que traz uma série de oportunidades para o Brasil, e nós não podemos perder essa oportunidade”, afirmou.
Durante a audiência pública, o diretor de Exploração e Produção destacou a “postura agressiva” da empresa desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 1999 e 2002, a carteira exploratória da Petrobras atingiu uma média anual de 22.737,5 quilômetros quadrados. Nos três primeiros anos de governo Lula, a média anual saltou para 32.377,3 quilômetros quadrados. “Isso nos dá a garantia e o conforto de ter uma área suficiente de exploração para os próximos 15 anos. A Petrobras vinha perdendo essa agressividade antes de 2003”, afirmou Guilherme Estrella.
O diretor da Petrobras informou que os investimentos específicos no pré-sal – que estavam previstos para 28,9 bilhões de dólares no período 2009-2013 – devem alcançar 111,4 bilhões entre 2009-2020. A produção de óleo do pré-sal deve crescer a uma taxa anual de 35,3% entre 2013 e 2020. A expectativa é de que, em 2013, sejam produzidos 219 mil barris por dia, ante 1,8 milhão previstos para 2020.Estrella afirmou que, nas próximas décadas, as chamadas energias fósseis devem ocupar uma posição hegemônica entre as demais modalidades energéticas. “O Brasil tem uma situação privilegiada porque conta com grandes reservas de óleo e gás. A descoberta do pré-sal é uma grande oportunidade para o desenvolvimento industrial, tecnológico e científico do país”, afirmou.
O deputado Luiz Alberto, que durante 20 anos foi técnico químico da Petrobras, destacou o rigor administrativo da empresa. Ele criticou os partidos de oposição que defendem a instalação de uma CPI no Senado para investigar a companhia.“Enquanto o Senado instala uma CPI, o jornal inglês Financial Times elogia o papel da Petrobras, sua capacidade de gestão e o domínio da tecnologia de prospecção de petróleo. No campo internacional se reconhece a importância da empresa. No Brasil, de forma irresponsável, tenta-se jogar a Petrobras no centro da arena política”, afirmou.
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo da Rocha, também criticou a instalação da CPI no Senado.
Ele classificou a investigação como “absurda”.
Por Jussara Seixas
Maio 20, 2009
DIZER QUE ESTA SE LIXANDO PARA A OPINIÃO PUBLICADA DÁ VOTO
Segundo Sérgio Moraes um programa de tv fez uma pesquisa com uma urna nas ruas de sua cidade, mas não levou ao ar. "Nela, eu tive mais de 50% dos votos”, alegou.
“Eu quero agradecer a vocês [imprensa] pela exposição”, completou o deputado, destacando ainda a ida ao Programa do Jô e o fato de ter sido citado no humorístico Casseta & Planeta, ambos programas da TV Globo.
Já em relação à sua briga na Justiça, para voltar a ser o relator do caso de Edmar Moreira, Sergio disse que jogou a toalha. “Desisti, fui amordaçado”, pontuou.
A sessão do Conselho acontece nesta tarde e Edmar Moreira vai fazer sua primeira defesa pública sobre o uso da verba indenizatória em empresas de segurança de sua propriedade sem a comprovação dos serviços prestados.
C/ Agência Brasil
“Eu quero agradecer a vocês [imprensa] pela exposição”, completou o deputado, destacando ainda a ida ao Programa do Jô e o fato de ter sido citado no humorístico Casseta & Planeta, ambos programas da TV Globo.
Já em relação à sua briga na Justiça, para voltar a ser o relator do caso de Edmar Moreira, Sergio disse que jogou a toalha. “Desisti, fui amordaçado”, pontuou.
A sessão do Conselho acontece nesta tarde e Edmar Moreira vai fazer sua primeira defesa pública sobre o uso da verba indenizatória em empresas de segurança de sua propriedade sem a comprovação dos serviços prestados.
C/ Agência Brasil
Maio 11, 2009
Alfabetizado Político - Dos Julgamentos Sumários da Mídia
É enorme a facilidade da mídia para impor julgamentos, condenações. O método é batido mas continua eficiente.
O primeiro passo é definir o que quer, se condenar o “bandido da vez” ou absolver o aliado. Aí, trata-se de demonizar o “bandido da vez”, como é o caso do tal deputado do castelo, ou demonizar o xerife, no caso do Protógenes.
Nem vamos entrar na análise das suas culpas, mas do método de manipulação jornalístico. O deputado deve ser julgado com isenção e, se comprovadas culpas ligadas ao mandato, ou crimes fiscais efetivos, que perca o mandato.
O que ocorreu, no entanto - e sempre ocorre em eventos estrambólicos, como um deputado quebrado dono de um castelo - é o julgamento sumário. Cria-se o carnaval e exige-se a punição. E aí entra o segundo deputado, o tal que deveria analisar o caso e, pressionado, informa que vai analisar de acordo com as provas, sem se submeter a pressões, e se disse “lixando” para a opinião pública ou do jornal.
O tal deputado gaúcho é santo ou demônio, tem reputação ilibada ou é suspeito, pouco importa. Ele só é relevante porque está analisando o caso do deputado do castelo e declarou que pretende analisar sem se submeter às pressões da mídia. Esse é o ponto central da questão. E quem ousa dizer que ele está errado? Fosse mais magistrado, e menos advogado, não fosse tão vergonhosamente parcial, Gilmar Mendes, o campeão dos direitos individuais do Daniel Dantas daria razão ao deputado.
A mídia nem quis saber se ele estava certo ou não nas suas declarações - e estava. Tratou de liquidar a questão sem entrar no mérito dela, simplesmente fuzilando a reputação do tal deputado. Vasculharam sua vida, tiraram da gôndola de acusações disponíveis o necessário e mandaram bala. Se a posição dele fosse outra, sua biografia poderia ser três vezes pior e ele seria poupado.
Veja, então, que a mídia se outorga o poder de selecionar qual a sua verdade e de fuzilar quem se meter no seu caminho. Apela de modo recorrente a esta prática da desqualificação da parte contrária. Quem for contra, quem for crítico, quem pensar diferente, é fuzilado, independentemente de estar certo ou não. Se não tiver faltas graves, fabricam-se.
Ora, não se está julgando o deputado mas sua posição no episódio. E, sendo bronco ou não, sendo dono de zona ou não, sua posição é a que mais está de acordo com as normas de direito individual. E a posição da mídia é a que mais se aproxima da selvageria dos julgamentos sumários.
A humanidade levou séculos para aprimorar princípios básicos de direitos individuais. São princípios de civilização. No entanto, o primarismo de alguns analistas pavlovianos leva a essa tese esdrúxula de que princípios devem ser aplicados nos Tribunais, porque juiz não foi eleito. Como político foi eleito, tem que abrir mão desses princípios e atender ao clamor das ruas. E por tal, entenda-se, a opinião formada pelo clamor da mídia. Conseguiram segregar até princípios básicos de civilização.
É de uma ignorância monumental. Parece a história de que só não pode beijo na boca.
Do blog Alfabetizados Politicos
O primeiro passo é definir o que quer, se condenar o “bandido da vez” ou absolver o aliado. Aí, trata-se de demonizar o “bandido da vez”, como é o caso do tal deputado do castelo, ou demonizar o xerife, no caso do Protógenes.
Nem vamos entrar na análise das suas culpas, mas do método de manipulação jornalístico. O deputado deve ser julgado com isenção e, se comprovadas culpas ligadas ao mandato, ou crimes fiscais efetivos, que perca o mandato.
O que ocorreu, no entanto - e sempre ocorre em eventos estrambólicos, como um deputado quebrado dono de um castelo - é o julgamento sumário. Cria-se o carnaval e exige-se a punição. E aí entra o segundo deputado, o tal que deveria analisar o caso e, pressionado, informa que vai analisar de acordo com as provas, sem se submeter a pressões, e se disse “lixando” para a opinião pública ou do jornal.
O tal deputado gaúcho é santo ou demônio, tem reputação ilibada ou é suspeito, pouco importa. Ele só é relevante porque está analisando o caso do deputado do castelo e declarou que pretende analisar sem se submeter às pressões da mídia. Esse é o ponto central da questão. E quem ousa dizer que ele está errado? Fosse mais magistrado, e menos advogado, não fosse tão vergonhosamente parcial, Gilmar Mendes, o campeão dos direitos individuais do Daniel Dantas daria razão ao deputado.
A mídia nem quis saber se ele estava certo ou não nas suas declarações - e estava. Tratou de liquidar a questão sem entrar no mérito dela, simplesmente fuzilando a reputação do tal deputado. Vasculharam sua vida, tiraram da gôndola de acusações disponíveis o necessário e mandaram bala. Se a posição dele fosse outra, sua biografia poderia ser três vezes pior e ele seria poupado.
Veja, então, que a mídia se outorga o poder de selecionar qual a sua verdade e de fuzilar quem se meter no seu caminho. Apela de modo recorrente a esta prática da desqualificação da parte contrária. Quem for contra, quem for crítico, quem pensar diferente, é fuzilado, independentemente de estar certo ou não. Se não tiver faltas graves, fabricam-se.
Ora, não se está julgando o deputado mas sua posição no episódio. E, sendo bronco ou não, sendo dono de zona ou não, sua posição é a que mais está de acordo com as normas de direito individual. E a posição da mídia é a que mais se aproxima da selvageria dos julgamentos sumários.
A humanidade levou séculos para aprimorar princípios básicos de direitos individuais. São princípios de civilização. No entanto, o primarismo de alguns analistas pavlovianos leva a essa tese esdrúxula de que princípios devem ser aplicados nos Tribunais, porque juiz não foi eleito. Como político foi eleito, tem que abrir mão desses princípios e atender ao clamor das ruas. E por tal, entenda-se, a opinião formada pelo clamor da mídia. Conseguiram segregar até princípios básicos de civilização.
É de uma ignorância monumental. Parece a história de que só não pode beijo na boca.
Do blog Alfabetizados Politicos
Maio 10, 2009
SOLDADONOFRONT - SÉRGIO MORAES REFERIU-SE À OPINIÃO PUBLICADA E NÃO À OPINIÃO PÚBLICA
A melhor, mais pura e legitima opinião pública é a das urnas, felizmente hoje boa parte da população brasileira esta vacinada contra alguns lucrativos e persistentes males contemporâneos.O deputado Sérgio Moraes, acredito, referiu-se ao que é veiculado diáriamente em parte da mídia brasileira, não referiu-se a verdadeira e legítima opinião pública, esta espelho fiel do resultado das urnas que o elegeram - mesmo sob a influência de notícias e opiniões seletivas, convenientes, suspeitas e dos interesses inconfessáveis de um monstro midiático.
Os poucos processos apresentados contra o deputado talvez sejam mera perseguição ou exageros - comuns aos membros políticos pertencentes a esquerda brasileira, são fichinha perto do que outros políticos da oposição fizeram ou ainda fazem.
Não foi surpresa que o DEM e PSDB saissem em defesa do PIG (Partido da Imprensa Golpista), precisam dele, por isto o alimentam, pagam e defendem.
O Deputado esta na boca do golias, do monstro, só falta jogar o remédio dentro.
Por soldadonofront
Maio 02, 2009
Desmascarada - Folha de São Paulo reconhece erros em reportagem sobre Dilma Rousseff
Depois de cartas enviadas à redação por duas fontes importantes da reportagem “Grupo de Dilma planejava seqüestrar Delfim”, a Folha de S. Paulo reconheceu dois erros contidos no texto, alvos de crítica do ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva. Um deles trata da ficha que ilustrava a matéria em que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, aparece qualificada como “terrorista/assaltante de bancos”, com um carimbo de “capturado” sobre sua foto. A Folha chegou a afirmar que o documento foi encontrado nos arquivos do Dops, quando, na verdade, chegou por e-mail à redação.
O jornalista Antonio Roberto Espinosa, ex-comandante da Vanguarda Popular Revolucionária e da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, entrevistado para a reportagem contestou informações publicadas e a autenticidade da ficha e acusou o diário de tentar prejudicar a ministra. O mesmo fez Dilma, dizendo que a ficha se tratava de “manipulação recente”.
“O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada - bem como não pode ser descartada”, diz a Folha em matéria de sábado passado (25/04).
O jornal explica que o foco da primeira reportagem não era a ficha mas sim o sequestro em 1969 do então ministro da Fazenda, Delfim Netto, pela organização guerrilheira à qual a ministra pertencia, a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).
“Apesar da minha negativa durante a entrevista telefônica de 30 de março (…) a matéria publicada tinha como título de capa ‘Grupo de Dilma planejou sequestro do Delfim’. O título, que não levou em consideração a minha veemente negativa, tem características de ‘factóide’, uma vez que o fato, que teria se dado há 40 anos, simplesmente não ocorreu. Tal procedimento não parece ser o padrão da Folha.”, escreveu Dilma ao ombudsman.
A Folha informa que destacou repórteres para esclarecer a autenticidade da ficha assim que a ministra contestou-a. “A reportagem voltou ao Arquivo Público do Estado de São Paulo, que guarda os documentos do Dops. O acervo, porém, foi fechado para consulta porque a Casa Civil havia encomendado uma varredura nas pastas. A Folha só teve acesso de novo aos papéis cinco dias depois”, responde o jornal.
“Solicitei formalmente os documentos sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo que dizem respeito a minha pessoa e, em especial, cópia da referida ficha. Na pesquisa, não foi encontrada qualquer ficha com o rol de ações como a publicada na edição de 5.abr.2009. Cabe destacar que os assaltos e ações armadas que constam da ficha veiculada pela Folha de S. Paulo foram de responsabilidade de organizações revolucionárias nas quais não militei. Além disso, elas ocorreram em São Paulo em datas em que eu morava em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro. Ressalte-se que todas essas ações foram objeto de processos judiciais nos quais não fui indiciada e, portanto, não sofri qualquer condenação. Repito, sequer fui interrogada, sob tortura ou não, sobre aqueles fatos.”, diz Dilma em carta ao ombudsman.
“Ao classificar a origem de cada documento, o jornal cometeu um erro técnico: incluiu a reprodução digital da ficha em papel amarelo em uma pasta de nome ‘Arquivo de SP’, quando era originária de e-mail enviado à repórter por uma fonte”, reconheceu o jornal.
Coordenador do arquivo do antigo Dops, Carlos de Almeida Prado Bacellar afirmou que a ficha não está entre os documentos que ficam em São Paulo. “Nem essa ficha nem nenhuma outra ficha de outra pessoa com esse modelo. Esse modelo de ficha a gente não conhece.”
“Os mecanismos de controle da autenticidade de informações do jornal precisam de reforço. A internet, onde a ficha circula há meses, é fértil para fraudes. É péssimo se deixar enredar nela. O custo pode ser altíssimo. Para ele, o público e as pessoas envolvidas”, concluiu o ombudsman.
Fonte- Comunique-se
O jornalista Antonio Roberto Espinosa, ex-comandante da Vanguarda Popular Revolucionária e da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, entrevistado para a reportagem contestou informações publicadas e a autenticidade da ficha e acusou o diário de tentar prejudicar a ministra. O mesmo fez Dilma, dizendo que a ficha se tratava de “manipulação recente”.
“O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada - bem como não pode ser descartada”, diz a Folha em matéria de sábado passado (25/04).
O jornal explica que o foco da primeira reportagem não era a ficha mas sim o sequestro em 1969 do então ministro da Fazenda, Delfim Netto, pela organização guerrilheira à qual a ministra pertencia, a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).
“Apesar da minha negativa durante a entrevista telefônica de 30 de março (…) a matéria publicada tinha como título de capa ‘Grupo de Dilma planejou sequestro do Delfim’. O título, que não levou em consideração a minha veemente negativa, tem características de ‘factóide’, uma vez que o fato, que teria se dado há 40 anos, simplesmente não ocorreu. Tal procedimento não parece ser o padrão da Folha.”, escreveu Dilma ao ombudsman.
A Folha informa que destacou repórteres para esclarecer a autenticidade da ficha assim que a ministra contestou-a. “A reportagem voltou ao Arquivo Público do Estado de São Paulo, que guarda os documentos do Dops. O acervo, porém, foi fechado para consulta porque a Casa Civil havia encomendado uma varredura nas pastas. A Folha só teve acesso de novo aos papéis cinco dias depois”, responde o jornal.
“Solicitei formalmente os documentos sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo que dizem respeito a minha pessoa e, em especial, cópia da referida ficha. Na pesquisa, não foi encontrada qualquer ficha com o rol de ações como a publicada na edição de 5.abr.2009. Cabe destacar que os assaltos e ações armadas que constam da ficha veiculada pela Folha de S. Paulo foram de responsabilidade de organizações revolucionárias nas quais não militei. Além disso, elas ocorreram em São Paulo em datas em que eu morava em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro. Ressalte-se que todas essas ações foram objeto de processos judiciais nos quais não fui indiciada e, portanto, não sofri qualquer condenação. Repito, sequer fui interrogada, sob tortura ou não, sobre aqueles fatos.”, diz Dilma em carta ao ombudsman.
“Ao classificar a origem de cada documento, o jornal cometeu um erro técnico: incluiu a reprodução digital da ficha em papel amarelo em uma pasta de nome ‘Arquivo de SP’, quando era originária de e-mail enviado à repórter por uma fonte”, reconheceu o jornal.
Coordenador do arquivo do antigo Dops, Carlos de Almeida Prado Bacellar afirmou que a ficha não está entre os documentos que ficam em São Paulo. “Nem essa ficha nem nenhuma outra ficha de outra pessoa com esse modelo. Esse modelo de ficha a gente não conhece.”
“Os mecanismos de controle da autenticidade de informações do jornal precisam de reforço. A internet, onde a ficha circula há meses, é fértil para fraudes. É péssimo se deixar enredar nela. O custo pode ser altíssimo. Para ele, o público e as pessoas envolvidas”, concluiu o ombudsman.
Fonte- Comunique-se
Abril 20, 2009
Vídeo da Globo desmente depoimento do próprio repórter da Globo
Sobre o tiroteiro da milícia de Daniel Dantas contra sem-terras, a TV Globo levou ao ar as imagens do confronto e elas contradizem o depoimento do repórter, quanto a ter sido feito de refém e de escudo humano.
O que se vê no vídeo, é que o repórter esteve filmando ao lado dos sem-terra antes do início do conflito.
No momento em que os sem-terra pularam a cerca, o cinegrafista filmou de uma posição lateral, escolhida fora de qualquer linha de fogo.
No momento do tiroteio, e cinegrafista estava do lado dos seguranças da fazenda durante o conflito.
C/A
O que se vê no vídeo, é que o repórter esteve filmando ao lado dos sem-terra antes do início do conflito.
No momento em que os sem-terra pularam a cerca, o cinegrafista filmou de uma posição lateral, escolhida fora de qualquer linha de fogo.
No momento do tiroteio, e cinegrafista estava do lado dos seguranças da fazenda durante o conflito.
C/A
Abril 14, 2009
Desorientado - Mainardi apela: Cimento, Cocaína e um Calunista Ensandecido
Diogo Mainardi adora provocar polêmica. Nem sempre é feliz: algumas vezes consegue criar enorme barulho, em outras passa apenas despercebido. Ironia e sarcasmo são algumas das armas que o colunista da revista Veja sempre utiliza para tentar obter o efeito desejado.Quem acompanha os escritos de Mainardi conhece bem suas posições políticas, tão explicitamente alardeadas e que podem ser sintetizadas na confissão do próprio colunista, em um texto publicado em agosto de 2005: "Quero derrubar Lula". É simples assim, não tem jeito de não entender.
Na edição corrente de Veja (nº 2108, com data de capa de 15/04/2009), Mainardi volta a citar o presidente da República no título de sua coluna, reproduzida ao final deste artigo. "O Lula shakespeariano" poderia ser apenas um texto cômico, uma piada meio sem graça, dessas que nem todo mundo entende.
Talvez a melhor coisa seja não levar a sério o que diz o colunista, como se faz com as brincadeiras às vezes bem agressivas dos palhaços de circo. Em certos casos, porém, vale a pena entrar no jogo de Mainardi — por trás das ironias e das palavras bem escolhidas está uma ideologia consumida pelos milhões de brasileiros que assinam ou compram Veja nas bancas.
No texto em questão, a ironia de Mainardi é dirigida ao corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em alguns produtos, em especial o cimento, que o jornalista considerou pequeno. Tal ironia pode ser compreendida na comparação feita entre a medida tomada por Lula em relação ao IPI e o esforço de Barack Obama para recuperar a economia dos Estados Unidos — segundo Diogo Mainardi, o presidente norte-americano "está aumentando o déficit público, num prazo de dez anos, em cerca de 6 500 000 000 000 de dólares (com todos os zeros)", ao passo que Lula teria conseguido reduzir "o custo do saco de 25 quilos de cimento em cerca de 40 centavos (com todos os zeros)".
Até aqui, nenhum problema, certos analistas econômicos meio chinfrins que se lêem por aí devem até concordar com a mui justa comparação de Mainardi. IPI brasileiro e déficit público americano, tudo a ver. Mas vamos em frente.
O que vem na sequência de tão estapafúrdia comparação é que realmente choca no texto de Mainardi: "No Brasil, ao contrário, o corte do IPI do cimento ajudará, indiretamente, uma indústria próspera: a do comércio de drogas. Em primeiro lugar, estimulando o crescimento das favelas. Encasteladas nos morros, elas correspondem, para os traficantes, às fortalezas medievais: Comando Vermelho e William Shakespeare. Em segundo lugar, subsidiando a cocaína. Algumas semanas atrás, o Globo mostrou que os traficantes da Rocinha (o rei do tráfico — o Henrique IV da Rocinha — é conhecido como Nem) misturam cimento à cocaína. O que fez o governo? Zerou o IPI da cocaína por três meses, garantindo uma economia de 40 centavos a cada 25 quilos. Isso sim é uma medida anticíclica", escreveu o colunista de Veja.
Favelado é Traficante
É muito raro ver tanto preconceito junto em um só parágrafo. Na verdade, é realmente incrível que tamanha sandice tenha sido publicada. Sim, trata-se de um texto humorístico e no humor vale qualquer coisa, mas o que vai acima não chega a ter muita graça, lembra as piores e mais infames piadas racistas.
Em menos de dez linhas, Mainardi reforça as ideias de que quem mora na favela é traficante, de que é preciso conter o crescimento das favelas e o de que o problema do tráfico de droga está no traficante, e não na sociedade. Tudo isto para não falar da risível acusação ao governo Lula, qual seja a de subsidiar o tráfico por meio da redução de impostos para... cimento. Aí realmente não dá nem para levar a sério, é apenas uma piada nonsense.
Analisando um pouco mais a fundo, estão presentes no texto de Mainardi alguns dos chavões que a classe média brasileira mais gosta, porque jogam no colo do governo problemas sociais bastante complexos e de difícil solução — a questão da droga e da favelização dos grandes centros urbanos. Diogo Mainardi reforça sutilmente a ideia de que a solução é "jogar uma bomba nos morros e acabar com os favelados", tão presente no discurso nem sempre tão envergonhado de certa classe média ultradireitista.
Também com a mesma "sutileza" o colunista procura vincular o presidente Lula aos dois pólos negativos de seu texto — drogas e favelas —, apresentando-o como um aliado dos traficantes e dos pobres habitantes dos morros. Assim, fecha-se o círculo: ideal mesmo seria "jogar uma bomba nos morros com o Lula e toda a sua corja lá dentro" — mata-se os traficantes e de quebra devolve-se o país ao governo dos homens bons.
Mainardi gosta de fazer graça e há quem ria das suas brincadeiras, mesmo sem entender direito o que conduz o tipo de humor que o colunista é (bem) pago para fazer. A liberdade de expressão evidentemente comporta este tipo de texto, como suportava, em priscas eras, os editoriais ("Basta!" e "Fora!", no Correio da Manhã) que pediam exatamente o que Diogo Mainardi já pediu em 2005: a derrubada de um governo — constitucionalmente eleito, diga-se de passagem. Se é para rir, melhor pelo menos entender a piada.
Por Luiz Antonio Magalhães
Abril 07, 2009
Índice de rejeição da Rede Globo o IBOPE deveria registrar
Ao promover a pioneira e guerreira promoção da adesivação em massa da logomarca do Boicote Nacional a Rede Globo em veículos espalhados por todo o Brasil constatamos um fato estranho e ao mesmo tempo instigante.
Recebemos manifestação de todos os cantos possíveis do Brasil (até do exterior), tanto para requisitar os adesivos, quanto para expressar palavras de apoio ao movimento de Boicote ao império televisivo global. Mas, o fato estranho e instigante foi o surgimento em meio ao sentimento de revolta nacional (impulsionado pela retirada a força do satélite das transmissões da TV Diário pela Rede Globo), a surpreendente rejeição (que não é pequena) da emissora sudestina dos buracos das toupeiras do Jardim Botânico e seus roedores destemidos.
Então veio o questionamento disso tudo: por que o IBOPE não mede o índice de rejeição das emissoras de TV e divulga para o mundo?
Seria um trabalho sério da instituição de pesquisa, além de servir para o público e anunciantes e as próprias TVs. Desta forma ficaria mais uma variante para se cobrar o preço do horário para se veicular propagandas. O preço do intervalo não seria medido apenas pelo IBOPE da audiência, mas também do índice de rejeição de cada horário. Se tal emissora de TV registrasse um índice de rejeição exagerado em determinada região do país, melhor seria anunciar seu comercial no mesmo horário em outra emissora de TV (uma balança entre o número de audiência e o número de rejeição do horário requisitado). Criando, assim, uma nova espécie de indicador para dar suporte aos anunciantes e telespectadores.
Um novo parâmetro de cobrança publicitária para as TVs. Qual o melhor veiculo para anunciar os produtos ou para o telespectador saber onde a coletividade tem mais ou menos rejeição. Não fazem isso com os políticos, por que não com as emissoras de TV? Ache bom ou ache ruim, a Rede Globo ficaria em primeiro lugar no IBOPE de rejeição, é isto!
Por: RastreadoreS de ImpurezaS
Recebemos manifestação de todos os cantos possíveis do Brasil (até do exterior), tanto para requisitar os adesivos, quanto para expressar palavras de apoio ao movimento de Boicote ao império televisivo global. Mas, o fato estranho e instigante foi o surgimento em meio ao sentimento de revolta nacional (impulsionado pela retirada a força do satélite das transmissões da TV Diário pela Rede Globo), a surpreendente rejeição (que não é pequena) da emissora sudestina dos buracos das toupeiras do Jardim Botânico e seus roedores destemidos.
Então veio o questionamento disso tudo: por que o IBOPE não mede o índice de rejeição das emissoras de TV e divulga para o mundo?
Seria um trabalho sério da instituição de pesquisa, além de servir para o público e anunciantes e as próprias TVs. Desta forma ficaria mais uma variante para se cobrar o preço do horário para se veicular propagandas. O preço do intervalo não seria medido apenas pelo IBOPE da audiência, mas também do índice de rejeição de cada horário. Se tal emissora de TV registrasse um índice de rejeição exagerado em determinada região do país, melhor seria anunciar seu comercial no mesmo horário em outra emissora de TV (uma balança entre o número de audiência e o número de rejeição do horário requisitado). Criando, assim, uma nova espécie de indicador para dar suporte aos anunciantes e telespectadores.
Um novo parâmetro de cobrança publicitária para as TVs. Qual o melhor veiculo para anunciar os produtos ou para o telespectador saber onde a coletividade tem mais ou menos rejeição. Não fazem isso com os políticos, por que não com as emissoras de TV? Ache bom ou ache ruim, a Rede Globo ficaria em primeiro lugar no IBOPE de rejeição, é isto!
Por: RastreadoreS de ImpurezaS
Abril 02, 2009
Fisiologismo Global - Em São Paulo, na cidade do Estadão, o jornal NÃO publica
Enquanto isso, em São Paulo, na cidade do Estadão, o jornal NÃO publica:
O marido de Ana Maria Braga, Marcelo Frisoni, ganhou de Kassab o alto cargo comissionado de "coordenador" na inútil Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização, inventada no ano passado por Kassab especialmente para o "companheiro" Rodrigo Garcia.
Talvez estivéssemos sendo injustos com Frisoni, e ele tivesse no currículo bagagem de já ter feito alguma modernização, gestão ou desburocratização nas Organizações Globo, por exemplo.
Mas não é o caso. Veja aqui o perfil. O que vocês acham? Ele está qualificado?
Por: Zé Augusto
O marido de Ana Maria Braga, Marcelo Frisoni, ganhou de Kassab o alto cargo comissionado de "coordenador" na inútil Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização, inventada no ano passado por Kassab especialmente para o "companheiro" Rodrigo Garcia.
Talvez estivéssemos sendo injustos com Frisoni, e ele tivesse no currículo bagagem de já ter feito alguma modernização, gestão ou desburocratização nas Organizações Globo, por exemplo.
Mas não é o caso. Veja aqui o perfil. O que vocês acham? Ele está qualificado?
Por: Zé Augusto
Março 26, 2009
CABE RECURSO - ASSOCIAÇÃO MIDIÁTICA TEM VITÓRIA NO STF
Os Diários Associados obtiveram ontem uma histórica vitória na briga judicial em que é discutida a legalidade da doação de frações do condomínio acionário por Assis Chateaubriand depois de sua morte. Por cinco votos a zero, os desembargadores da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acataram a tese do grupo de que a disponibilidade das cotas pelo seu fundador é legítima e válida, além de ser possível a sucessão das mesmas. Argumento contrário foi apresentado pelos advogados dos familiares e herdeiros — todos rejeitados pelos magistrados do TJ fluminense.
A discussão judicial envolvendo a formação do condomínio dos Diários Associados se arrasta há mais de 40 anos — sendo que a ação julgada ontem tramitava no TJ fluminense desde 1997. A família de Assis Chateaubriand tenta reaver as cotas doadas por ele aos condôminos sob a alegação de que não poderia haver a sucessão entre os integrantes do grupo. Os herdeiros cobravam ainda uma indenização pelos prejuízos sofridos ao não deterem a totalidade das ações. Se insistirem na tese, ainda caberá apenas recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Foi uma decisão histórica para os Diários Associados, com a declaração de validade do condomínio. Os Diários Associados estão definitivamente reconhecidos pela vontade de Assis Chateaubriand”, afirmou o advogado José Murilo Procópio, um dos responsáveis pela ação. “Ao rejeitarem os embargos, prevaleceu o entendimento que o condomínio é válido, o contrato é legítimo e não há qualquer ilegalidade. Estamos felizes com esse pronunciamento”, completou o advogado Antônio Vilas Boas, outro integrante da ação.
Não é a primeira vez que os herdeiros de Assis Chateaubriand tentam anular as doações feitas pelo seu patriarca. Há alguns anos, ação semelhante foi julgada pelo STJ, que entendeu que o contrato societário envolvendo os Diários Associados é legal. “Um recurso da outra parte é possível no STJ, mas é um tribunal onde o condomínio já venceu uma ação semelhante no passado, com a mesma tese”, argumentou o advogado Marlan Marinho. Dessa forma, ele acredita que a decisão de ontem propicia uma tranquilidade aos atuais condôminos e encerra uma discussão de décadas.
Na avaliação do membro do Conselho Consultivo do Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados, Carlos Mário Velloso, o Judiciário fluminense está fazendo valer a vontade de Assis Chateaubriand, que optou por perenizar as empresas do grupo idealizado por ele. “Essa questão é uma página virada. É a segunda demanda proposta com argumentos semelhantes e acaba com qualquer dúvida em relação ao assunto, além de evitar questionamentos”, concluiu. O diretor jurídico Joaquim de Freitas lembrou que foram várias as discussões envolvendo os Diários Associados, mas sempre com vitória para o grupo. “As doações feitas por Chateaubriand foram realizadas dentro da lei, respeitando a parte do patrimônio que caberia aos seus herdeiros.” Uma vez que o contrato societário é considerado atípico e não apresenta qualquer irregularidade, anular a transferência de ações seria como romper o negócio.
C/A
A discussão judicial envolvendo a formação do condomínio dos Diários Associados se arrasta há mais de 40 anos — sendo que a ação julgada ontem tramitava no TJ fluminense desde 1997. A família de Assis Chateaubriand tenta reaver as cotas doadas por ele aos condôminos sob a alegação de que não poderia haver a sucessão entre os integrantes do grupo. Os herdeiros cobravam ainda uma indenização pelos prejuízos sofridos ao não deterem a totalidade das ações. Se insistirem na tese, ainda caberá apenas recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Foi uma decisão histórica para os Diários Associados, com a declaração de validade do condomínio. Os Diários Associados estão definitivamente reconhecidos pela vontade de Assis Chateaubriand”, afirmou o advogado José Murilo Procópio, um dos responsáveis pela ação. “Ao rejeitarem os embargos, prevaleceu o entendimento que o condomínio é válido, o contrato é legítimo e não há qualquer ilegalidade. Estamos felizes com esse pronunciamento”, completou o advogado Antônio Vilas Boas, outro integrante da ação.
Não é a primeira vez que os herdeiros de Assis Chateaubriand tentam anular as doações feitas pelo seu patriarca. Há alguns anos, ação semelhante foi julgada pelo STJ, que entendeu que o contrato societário envolvendo os Diários Associados é legal. “Um recurso da outra parte é possível no STJ, mas é um tribunal onde o condomínio já venceu uma ação semelhante no passado, com a mesma tese”, argumentou o advogado Marlan Marinho. Dessa forma, ele acredita que a decisão de ontem propicia uma tranquilidade aos atuais condôminos e encerra uma discussão de décadas.
Na avaliação do membro do Conselho Consultivo do Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados, Carlos Mário Velloso, o Judiciário fluminense está fazendo valer a vontade de Assis Chateaubriand, que optou por perenizar as empresas do grupo idealizado por ele. “Essa questão é uma página virada. É a segunda demanda proposta com argumentos semelhantes e acaba com qualquer dúvida em relação ao assunto, além de evitar questionamentos”, concluiu. O diretor jurídico Joaquim de Freitas lembrou que foram várias as discussões envolvendo os Diários Associados, mas sempre com vitória para o grupo. “As doações feitas por Chateaubriand foram realizadas dentro da lei, respeitando a parte do patrimônio que caberia aos seus herdeiros.” Uma vez que o contrato societário é considerado atípico e não apresenta qualquer irregularidade, anular a transferência de ações seria como romper o negócio.
C/A
Março 22, 2009
CONTANDO COM O OVO NO FIOFÓ NA GALINHA, FOLHA JÁ FAZ CONTA DOS VOTOS DE MINAS GERAIS PARA JOSÉ SERRA
Pretensiosos? Não, apenas o manjado jornalismo provinciano, partidário e cara de pau.Mas parece que os estafetas da campanha presidencial do Governador José Serra não levam em conta que nós, os mineiros, não somos tão mansinhos quanto eles esperam que sejamos. Longe de estar fazendo a defesa dos interesses de Aécio Neves, pois quero mesmo é vê-lo longe desse páreo, mas acreditar que os aecistas juramentados irão votar, automaticamente, em José Serra, só porquê ele é o candidato do PSDB, estão redondamente enganados.
Talvez eu esteja errado, mas não acredito que aqueles que, desde que Aécio foi eleito como governador do estado e, que investiram maciçamente na criação de uma imagem de estadista e político moderno para o garotão, o tal “uma nova alternativa para o Brasil”, ou o herdeiro do legado do quase santificado Tancredo Neves e outras tantas baboseiras criadas pelo marqueteirismo político para conduzi-lo à Presidência da República, irão, agora, engolir numa boa essa tratorada de José Serra e dos tucanos paulistas.
Para mim, parece ser mais plausível acreditar numa conspiração silenciosa para assistir, de camarote, um novo fracasso das pretensões (obsessão seria um termo mais apropriado) presidenciais de José Serra e do tucanato paulista. Esta tese é bem mais sensata do que a de acreditar que eles receberão, incondicionalmente e sem mágoas, apoio dos mineiros.
Finalmente, é bom lembrar que em Minas Gerais, traição em política é considerada quase como uma virtude e, é tão tradicional quanto o nosso pão de queijo, o feijão tropeiro ou a broa de fubá os são. Além do mais, Aécio Neves não depende de ninguém para assegurar sua vaga no Senado da República e, de lá, finalmente, postar-se como candidato natural do seu partido para as eleições de 2014.
Sem Aécio, Serra tem 40% dos votos em Minas Gerais
21/03/2009 - da Folha Online
Líder na corrida pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, tem o apoio de 40% dos eleitores mineiros quando seu adversário dentro do PSDB, Aécio Neves, está fora da disputa pelo Planalto, aponta pesquisa do Instituto Datafolha divulgada pela Folha neste sábado (íntegra da reportagem disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a pesquisa, o resultado está apenas um ponto percentual menor do que o desempenho geral de Serra, que tem 41% das intenções de voto no principal cenário apresentado aos entrevistados.
O governador de Minas não apresenta desempenho semelhante entre os paulistas. No cenário em que aparece como o candidato tucano, Aécio conta apenas 14% das intenções de voto em São Paulo, atrás de Ciro Gomes (PSB), com 24%, do percentual de votos brancos ou nulos, 23%, e de Heloísa Helena (PSOL), com 19%.
Aécio está tecnicamente empatado com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 11% dos votos em São Paulo. Segundo o Datafolha, 65% dos entrevistados disseram conhecer o governador de Minas Gerais e apenas 11% afirmaram estar bem informados sobre ele. Serra é conhecido por 93% dos mineiros.
A pesquisa foi realizada entre segunda (16) e quinta-feira (19), com 11.204 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Por Lingua de Trapo
Março 14, 2009
'Vozerio' da mídia cria falso conflito entre Fidel e Raúl
O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou ao sociólogo argentino Atilio Borón que “há uma só direção” no país e que deve haver mudanças no gabinete de seu irmão, Raúl, para enfrentar o “vozerio” da mídia internacional. Durante a conversa, Fidel, de acordo com Borón, afirmou que “não podia permanecer indiferente perante a imprensa internacional”, referindo-se ao falatório sobre um suposto conflito entre as pessoas de Fidel e as pessoas de Raúl.
“Neste momento, a responsabilidade de governar é do meu irmão, não minha”, destacou Fidel na conversa com Borón deste sábado, registrada pelo jornal Clarín. O sociólogo, que participou, em Cuba, de um fórum sobre globalização, contou que estava em um restaurante de Havana quando, surpreendentemente, foi avisado de que Fidel o esperava nessa mesma tarde, e que passariam para buscá-lo e levá-lo ao encontro do líder revolucionário.
China e Cuba
Em artigo desta sexta (13), Fidel Castro citou declarações feitas pelo prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz na última quarta-feira em São Paulo. Stiglitz, que preside uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregada de definir soluções para a crise, afirmou que a China pode “guiar o mundo” para sair dos problemas.
“A China pode guiar o mundo para fora da crise econômica graças às suas saudáveis reservas internacionais, seu grande superávit comercial e seus maciços investimentos ao redor do mundo”, indica o trecho da declaração do economista norte-americano citado por Fidel.
O líder revolucionário cubano lembra no texto a crítica de Stiglitz ao governo Obama, que segundo o economista vem apresentando uma resposta à crise que “não é suficiente”. Fidel também ressalta a preocupação do prêmio Nobel da Economia com relação ao protecionismo, que vai “fazer sofrer mais os países em desenvolvimento”.
Do Vermelho
“Neste momento, a responsabilidade de governar é do meu irmão, não minha”, destacou Fidel na conversa com Borón deste sábado, registrada pelo jornal Clarín. O sociólogo, que participou, em Cuba, de um fórum sobre globalização, contou que estava em um restaurante de Havana quando, surpreendentemente, foi avisado de que Fidel o esperava nessa mesma tarde, e que passariam para buscá-lo e levá-lo ao encontro do líder revolucionário.
China e Cuba
Em artigo desta sexta (13), Fidel Castro citou declarações feitas pelo prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz na última quarta-feira em São Paulo. Stiglitz, que preside uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregada de definir soluções para a crise, afirmou que a China pode “guiar o mundo” para sair dos problemas.
“A China pode guiar o mundo para fora da crise econômica graças às suas saudáveis reservas internacionais, seu grande superávit comercial e seus maciços investimentos ao redor do mundo”, indica o trecho da declaração do economista norte-americano citado por Fidel.
O líder revolucionário cubano lembra no texto a crítica de Stiglitz ao governo Obama, que segundo o economista vem apresentando uma resposta à crise que “não é suficiente”. Fidel também ressalta a preocupação do prêmio Nobel da Economia com relação ao protecionismo, que vai “fazer sofrer mais os países em desenvolvimento”.
Do Vermelho
Março 08, 2009
Globo censurou Diretas-Já, diz Boni - A ordem foi de Roberto Marinho
O ex-vice-presidente das Organizações Globo e um dos responsáveis pelo "padrão Globo de qualidade", José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, disse em entrevista ao jornalista Roberto Dávila que Roberto Marinho, fundador da emissora, determinou a censura ao primeiro grande comício da campanha pelas Diretas-Já em janeiro de 1984, em São Paulo.
Segundo Boni, àquela altura "o doutor Roberto não queria que se falasse em Diretas-Já" e decidiu que o evento da praça da Sé fosse transmitido "sem nenhuma participação de nenhum dos discursantes" -"quer dizer, a palavra, o que se dizia, o conteúdo estava censurado". O programa "Conexão Roberto Dávila" foi transmitido na última quarta-feira à noite pela TV Cultura.
Boni falava a respeito da pressão dos diversos governos militares sobre o jornalismo da emissora, quando, questionado especificamente sobre a campanha das Diretas, disse que nela ocorreu "uma censura dupla". "Primeiro, uma censura da censura; depois, uma censura do doutor Roberto", declarou Boni.
O que motivou a decisão, segundo ele, foi o temor de que os militares cassassem a concessão da TV Globo caso os comícios fossem noticiados. "No momento das Diretas-Já, [os militares] ameaçaram claramente a Globo de perder a concessão", ele disse.
A versão é diferente da que aparece no livro "Jornal Nacional - A Notícia Faz História", publicado pela Jorge Zahar em 2004, e que representa a versão da própria Globo para a história de seu jornalismo. O texto ali publicado não faz nenhuma referência a uma intervenção direta de censura por parte de Roberto Marinho.
Segundo o texto, "a matéria [transmitida no dia do comício em São Paulo] provocou polêmicas". "Com o passar dos anos, fatos misturaram-se a mitos até que uma versão falsa ganhasse as páginas de muitos livros sobre o assunto: a Globo teria omitido que o comício era uma manifestação pelas Diretas."
A versão oficial, no entanto, afirma que a TV Globo vinha sendo "pressionada pelos militares a simplesmente não cobrir os eventos" e cita o próprio Boni, que declara não ter sido possível "fazer a cobertura de maneira adequada".
Tanto o livro quanto Boni disse na entrevista transmitida nesta semana afirmam que a cobertura mudou depois daquele comício de São Paulo.
O texto oficial diz que, quando "crescem os comícios, a cobertura se fortalece". Segundo Boni, a Globo entrou atrasada na "campanha pelas Diretas", mas a censura inicial de Roberto Marinho foi contornada.
A Folha não conseguiu falar ontem com Boni. A assessoria da TV Globo, procurada pela reportagem, disse que a versão contida no livro corresponde à opinião da emissora sobre o fato.
Da Folha
Segundo Boni, àquela altura "o doutor Roberto não queria que se falasse em Diretas-Já" e decidiu que o evento da praça da Sé fosse transmitido "sem nenhuma participação de nenhum dos discursantes" -"quer dizer, a palavra, o que se dizia, o conteúdo estava censurado". O programa "Conexão Roberto Dávila" foi transmitido na última quarta-feira à noite pela TV Cultura.
Boni falava a respeito da pressão dos diversos governos militares sobre o jornalismo da emissora, quando, questionado especificamente sobre a campanha das Diretas, disse que nela ocorreu "uma censura dupla". "Primeiro, uma censura da censura; depois, uma censura do doutor Roberto", declarou Boni.
O que motivou a decisão, segundo ele, foi o temor de que os militares cassassem a concessão da TV Globo caso os comícios fossem noticiados. "No momento das Diretas-Já, [os militares] ameaçaram claramente a Globo de perder a concessão", ele disse.
A versão é diferente da que aparece no livro "Jornal Nacional - A Notícia Faz História", publicado pela Jorge Zahar em 2004, e que representa a versão da própria Globo para a história de seu jornalismo. O texto ali publicado não faz nenhuma referência a uma intervenção direta de censura por parte de Roberto Marinho.
Segundo o texto, "a matéria [transmitida no dia do comício em São Paulo] provocou polêmicas". "Com o passar dos anos, fatos misturaram-se a mitos até que uma versão falsa ganhasse as páginas de muitos livros sobre o assunto: a Globo teria omitido que o comício era uma manifestação pelas Diretas."
A versão oficial, no entanto, afirma que a TV Globo vinha sendo "pressionada pelos militares a simplesmente não cobrir os eventos" e cita o próprio Boni, que declara não ter sido possível "fazer a cobertura de maneira adequada".
Tanto o livro quanto Boni disse na entrevista transmitida nesta semana afirmam que a cobertura mudou depois daquele comício de São Paulo.
O texto oficial diz que, quando "crescem os comícios, a cobertura se fortalece". Segundo Boni, a Globo entrou atrasada na "campanha pelas Diretas", mas a censura inicial de Roberto Marinho foi contornada.
A Folha não conseguiu falar ontem com Boni. A assessoria da TV Globo, procurada pela reportagem, disse que a versão contida no livro corresponde à opinião da emissora sobre o fato.
Da Folha
Fevereiro 25, 2009
O CERCO SE FECHOU - BOLSA-CAVIAR - PROVA LIGAÇÃO POLÍTICA GLOBO, JABOR E SERRA
Arnaldo Jabor no bolsa-caviar do tucano de José Serra !!
José Serra, ultimamente, tem criticado o bolsa-família, repetindo velhos preconceitos da elite paulista de que trataria de um "bolsa-esmola" (como os demo-tucanos costumam chamar o programa).
José Serra anda dando prioridade a outro tipo de bolsa e a outro tipo de família "carente".
Arnaldo Jabor é aquele que vive de falar mal do governo Lula e bem do governo de Serra/FHC no Jornal da Globo.
Jabor é casado com Suzana Villas Boas, também uma globalete: apresenta o programa "Saia Justa" do GNT (canal das Organizações Globo).
Mas o casal não se satisfaz com os altos salários globais.
Contam com a providencial complementação de renda famíliar provida por José Serra.
Suzana Villas Boas presta assessoria à José Serra, recebendo para isso uma complementação de renda familiar ao casal Jabor.
É uma versão bolsa-família-de-elite-tucana, um bolsa-caviar, criada por José Serra, para os "pobrezinhos" jornalistas da mídia corporativa.
Assim o contribuinte paulista cumpre sua sina de sustentar o projeto do "CANDIDATO" Serra (a revista cita Serra como candidato e não como governador) em GANDAIAS como essas, descritas na revista de fofocas "Quem", da editora Globo, também das Organizações Globo.
O CERCO SE FECHOU, A CASA, A MÁSCARA, O NINHO E A IMPARCIALIDADE CAIRAM !!
Do 100%PURA
José Serra, ultimamente, tem criticado o bolsa-família, repetindo velhos preconceitos da elite paulista de que trataria de um "bolsa-esmola" (como os demo-tucanos costumam chamar o programa).
José Serra anda dando prioridade a outro tipo de bolsa e a outro tipo de família "carente".
Arnaldo Jabor é aquele que vive de falar mal do governo Lula e bem do governo de Serra/FHC no Jornal da Globo.
Jabor é casado com Suzana Villas Boas, também uma globalete: apresenta o programa "Saia Justa" do GNT (canal das Organizações Globo).
Mas o casal não se satisfaz com os altos salários globais.
Contam com a providencial complementação de renda famíliar provida por José Serra.
Suzana Villas Boas presta assessoria à José Serra, recebendo para isso uma complementação de renda familiar ao casal Jabor.
É uma versão bolsa-família-de-elite-tucana, um bolsa-caviar, criada por José Serra, para os "pobrezinhos" jornalistas da mídia corporativa.
Assim o contribuinte paulista cumpre sua sina de sustentar o projeto do "CANDIDATO" Serra (a revista cita Serra como candidato e não como governador) em GANDAIAS como essas, descritas na revista de fofocas "Quem", da editora Globo, também das Organizações Globo.
O CERCO SE FECHOU, A CASA, A MÁSCARA, O NINHO E A IMPARCIALIDADE CAIRAM !!Do 100%PURA
Fevereiro 21, 2009
Mídia Política - O tortuoso debate sobre a Lei de Imprensa
Apesar de há muito tempo ser proposta uma ampla revisão da Lei de Imprensa, de sua substituição, ou que ela inclua mecanismos que regulem a propriedade e o desempenho dos serviços desse meio, o debate que deveria ser travado no país para discutir uma questão dessa envergadura nem sequer está estabelecido.
Ele ocorre de forma frágil e inicipente, quando há uma decisão na área discute-se por algumas horas, poucos dias e depois o assunto, apesar de sua magnitude, volta a virar letra morta na vida nacional.
É o que ocorre agora. Aliás, nem ocorreu, passou batido, como se diz, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada 3ª feira desta semana, de prorrogar por mais 30 dias a suspensão de 20 dos 77 artigos da Lei de Imprensa - com aplicação sustada desde fevereiro de 2008, até que seja julgado o mérito de ação ajuizada pelo PDT.
O partido pede a revogação total da Lei, com o argumento de que ela viola diversos preceitos constitucionais. Conclusão: o STF manteve a decisão de que juízes de todo o país podem utilizar, quando cabível, as regras dos Códigos Penal e Civil para julgar processos sobre os dispositivos da lei suspensa.
Mídia precisa adotar a transparência que exige de todos
Não é, evidentemente, a solução ideal e por isso a mídia, escrita, falada e vista (jornal, rádio e TV), bem que podia também adotar a mesma transparência que exige e cobra dos demais seres da terra, por exemplo, na publicação de seus anunciantes, de seus proprietários, de seus balanços, e instituir, pelo menos os maiores veículos, ombudsman eleitos pelo seu público em votação pela internet.
Poderia, também, algum dia, mas de preferência já, começar a respeitar o direito de resposta e de imagem. Quem sabe cumprir com seus manuais de redação que deveriam ser obrigatórios e com preceitos mínimos quanto à transparência.
E que tal a imprensa combater, como faz com todos os demais mortais, a propriedade cruzada de meios de comunicação, sua sonegação fiscal, o uso político e partidário do rádio e da TV? E mais, a dependência, para se dizer o mínimo, da publicidade governamental da maioria dos meios de comunicação do país?
Será muito pedir uma discussão ampla e saudável dessa questão de transcedental importância, e que não tem nada a ver com censura, mas com a exigência de uma maior transparência da mídia?
Por ZD
Ele ocorre de forma frágil e inicipente, quando há uma decisão na área discute-se por algumas horas, poucos dias e depois o assunto, apesar de sua magnitude, volta a virar letra morta na vida nacional.
É o que ocorre agora. Aliás, nem ocorreu, passou batido, como se diz, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada 3ª feira desta semana, de prorrogar por mais 30 dias a suspensão de 20 dos 77 artigos da Lei de Imprensa - com aplicação sustada desde fevereiro de 2008, até que seja julgado o mérito de ação ajuizada pelo PDT.
O partido pede a revogação total da Lei, com o argumento de que ela viola diversos preceitos constitucionais. Conclusão: o STF manteve a decisão de que juízes de todo o país podem utilizar, quando cabível, as regras dos Códigos Penal e Civil para julgar processos sobre os dispositivos da lei suspensa.
Mídia precisa adotar a transparência que exige de todos
Não é, evidentemente, a solução ideal e por isso a mídia, escrita, falada e vista (jornal, rádio e TV), bem que podia também adotar a mesma transparência que exige e cobra dos demais seres da terra, por exemplo, na publicação de seus anunciantes, de seus proprietários, de seus balanços, e instituir, pelo menos os maiores veículos, ombudsman eleitos pelo seu público em votação pela internet.
Poderia, também, algum dia, mas de preferência já, começar a respeitar o direito de resposta e de imagem. Quem sabe cumprir com seus manuais de redação que deveriam ser obrigatórios e com preceitos mínimos quanto à transparência.
E que tal a imprensa combater, como faz com todos os demais mortais, a propriedade cruzada de meios de comunicação, sua sonegação fiscal, o uso político e partidário do rádio e da TV? E mais, a dependência, para se dizer o mínimo, da publicidade governamental da maioria dos meios de comunicação do país?
Será muito pedir uma discussão ampla e saudável dessa questão de transcedental importância, e que não tem nada a ver com censura, mas com a exigência de uma maior transparência da mídia?
Por ZD
Fevereiro 17, 2009
Denúncia - Imprensa quer fazer política
O problema mais grave no Brasil não é a antecipação da campanha eleitoral, um factóide criado pela própria imprensa que, na prática pressionou - ela sim, e não FHC - os pefelistas e tucanos a irem a Justiça eleitoral com ação contra isso.
Interesssante é que os fatos estão aí, os governadores presidenciáveis tucanos de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, também estão em campanha, ou fazendo uso da máquina administrativa, pelos critérios com que a mídia classifica a ação de governo do presidente Lula.
Mas a parcialidade da imprensa, quando não o apoio direto a candidaturas da oposição, além da evidente má vontade e mesmo oposição militante ao governo Lula e ao PT a impede de fazer qualquer registro a respeito.
Na semana passada, o governador Serra foi a Maringá (PR), a uma feira de implementos agrícolas e nenhum veículo registrou que ele estava em outro Estado que não o governado por ele, muito menos em "campanha", como vem registrando a cada deslocamento do presidente Lula e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Essa situação é grotesca, ridícula!
Nem o PT escolheu candidata e muito menos o presidente Lula, que sequer convocou a ministra Dilma Rousseff para essa tarefa, para uma conversa a esse respeito. Portanto, aquilo que é a natureza da democracia e da liberdade de expressão, que é fazer política, é que parte da mídia quer cercear.
A mídia quer proibir ao governo - não à oposição - um direito da mesma natureza que o seu, por exemplo, de exercer seu trabalho na vigência da liberdade de imprensa! Na prática querem proibir Lula, Dilma, o PT, e nossos aliados, de discutirem 2010 e mesmo de governar, de viajar para fiscalizar ou inaugurar obras.
Querem proibir, de uma forma extrema, o presidente e ministros de viajar, participar de atos de governo para ficar só com a imprensa, com os articulistas e comentaristas, e com a oposição o monopólio de fazer política, debater e discutir 2010.
Deve ser para ficar mais fácil para a imprensa descaradamente - é o caso de certos jornais - apoiar Serra e desqualificar Dilma Rousseff, além de militar na oposição a Lula e ao PT.
Por ZD
Interesssante é que os fatos estão aí, os governadores presidenciáveis tucanos de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, também estão em campanha, ou fazendo uso da máquina administrativa, pelos critérios com que a mídia classifica a ação de governo do presidente Lula.
Mas a parcialidade da imprensa, quando não o apoio direto a candidaturas da oposição, além da evidente má vontade e mesmo oposição militante ao governo Lula e ao PT a impede de fazer qualquer registro a respeito.
Na semana passada, o governador Serra foi a Maringá (PR), a uma feira de implementos agrícolas e nenhum veículo registrou que ele estava em outro Estado que não o governado por ele, muito menos em "campanha", como vem registrando a cada deslocamento do presidente Lula e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Essa situação é grotesca, ridícula!
Nem o PT escolheu candidata e muito menos o presidente Lula, que sequer convocou a ministra Dilma Rousseff para essa tarefa, para uma conversa a esse respeito. Portanto, aquilo que é a natureza da democracia e da liberdade de expressão, que é fazer política, é que parte da mídia quer cercear.
A mídia quer proibir ao governo - não à oposição - um direito da mesma natureza que o seu, por exemplo, de exercer seu trabalho na vigência da liberdade de imprensa! Na prática querem proibir Lula, Dilma, o PT, e nossos aliados, de discutirem 2010 e mesmo de governar, de viajar para fiscalizar ou inaugurar obras.
Querem proibir, de uma forma extrema, o presidente e ministros de viajar, participar de atos de governo para ficar só com a imprensa, com os articulistas e comentaristas, e com a oposição o monopólio de fazer política, debater e discutir 2010.
Deve ser para ficar mais fácil para a imprensa descaradamente - é o caso de certos jornais - apoiar Serra e desqualificar Dilma Rousseff, além de militar na oposição a Lula e ao PT.
Por ZD
Fevereiro 11, 2009
Quer vencer a crise? Então desligue-se do PiG!
Que os capos do PiG (Partido da imprensa Golpista) e seus capitães-do-mato pós-modernos torcem contra o Brasil e criam factóides diários para agravar a situação política e econômica não é novidade para ninguém. E fazem isso apenas para tentar desgastar o governo do PT (por ser de esquerda e, acima de tudo, por ter um nordestino sem um dedo no comando da nação), ignorando o fato de que com o agravamento da crise, milhares de seres humanos que vivem na corda bamba no desumano sistema capitalista (onde só o lucro interessa) vão perder seus empregos e ficarão em situação delicada.
Mas isso não significa nada para os "jornalistas" e "vomitadores de opinão" do PiG, afinal são quase todos mauricinhos e patricinhas que nunca passaram dificuldade na vida e, se bobear, ainda ganham mesada do papai e da mamãe - afinal, sejamos justos, não é fácil mesmo manter o guarda roupa em dia com o último grito da moda ou comprar o novo carro novo e litros de Gumex para passar no cabelo...
Por isso, não têm um pingo de humanidade, acham a exploração do homem pelo homem algo absolutamente normal e acreditam piamente que "o sujeito é pobre porque quer, não se esforçou na vida" - como se esses filhinhos de papai algum dia na vida fizeram qualquer tipo de esforço!
Claro que existem excessões, mas são cada vez mais raras e apenas servem para confirmar a regra.
Enfim, faça o que diz a placa abaixo. Afinal, enquanto o capitalismo existir, todos nós somos obrigados a nos vender para o sistema e tentar sobreviver de alguma maneira, pois na ditadura do capital você só é cidadão se tiver grana...
Por André Lux
Fevereiro 06, 2009
Blogosfera de direita perde o rumo com o sucesso do presidente Lula e Dilma
Depois de um tempo distante da blogosfera, resolvi dar um giro pelos blogs de direita e extrema-direita (fora do PIG) para ver como anda o moral da tropa do lado de lá. A coisa está feia pra eles.
O "imprensa marrom", do assessor da convertida demo-tucana do PPS, Soninha, aquele que assinava Gravataí Merengue, fechou as portas, dizendo que passará a dedicar-se a coisas mais amenas do que política, em seu outro blog pessoal. Sábia decisão!
Ao contrário de Mino Carta, não encerrou com críticas, apenas despediu-se, até elegantemente, sem polêmicas.
COTURNO NOTURNO:
Confesso que fiquei comovido quando vi o esforço e dedicação do Coturno Noturno para animar sua platéia anti-Lula. Mas tudo o que constatei, de novo, foi que a inveja é mesmo uma m..., e chega provocar risos ler os argumentos de lá.
A revista norte-americana Foreign Affairs publicou um encarte especial sobre o Brasil, de 10 páginas, produzido por uma editora de comunicação estratégica e vendeu espaços publicitários para anunciantes (são projetos editoriais patrocinados, comuns em publicações).
Lá há anúncios de estatais e empresas privadas brasileiras, além de entidades empresariais não governamentais, como a CNI e a FECOMERCIO.
No encarte, é claro que eles ouviram e deram destaque ao presidente Lula, à ministra Dilma, além de Meirelles, e outros. Assim como ouviram lideranças empresariais brasileiras.
O coturno (tendo como fonte o blog de Claudia Trevisan, do jornal Estadão do PIG) confundiu o texto do encarte especial com propaganda governamental "ilegal" (os anúncios de estatais, à parte, obedecem a legislação que veda a aparição de autoridades).
Imagine Lula, que sabe tudo de política, se iria fazer "propaganda" de Dilma, para promoção pessoal dela como futura candidata, em língua inglesa, em revista norte-americana especializada em política externa, lida por lideranças políticas e empresariais de lá e de outras partes do mundo. Que voto isso renderia à Dilma? O de meia-dúzia de ricos investidores brasileiros, que moram nos EUA e votam na embaixada? Tese ridícula.
Melhor faria o coturno se procurasse mais sobre o Bob, aquele que fez a propaganda da SABESP, veiculada no Brasil inteiro.
Trocando as bolas desse jeito, o "coronel" está tão catatônico, que deve estar vestindo as meias erradas, antes de calçar o coturno.
Por: Zé Augusto
O "imprensa marrom", do assessor da convertida demo-tucana do PPS, Soninha, aquele que assinava Gravataí Merengue, fechou as portas, dizendo que passará a dedicar-se a coisas mais amenas do que política, em seu outro blog pessoal. Sábia decisão!
Ao contrário de Mino Carta, não encerrou com críticas, apenas despediu-se, até elegantemente, sem polêmicas.
COTURNO NOTURNO:
Confesso que fiquei comovido quando vi o esforço e dedicação do Coturno Noturno para animar sua platéia anti-Lula. Mas tudo o que constatei, de novo, foi que a inveja é mesmo uma m..., e chega provocar risos ler os argumentos de lá.
A revista norte-americana Foreign Affairs publicou um encarte especial sobre o Brasil, de 10 páginas, produzido por uma editora de comunicação estratégica e vendeu espaços publicitários para anunciantes (são projetos editoriais patrocinados, comuns em publicações).
Lá há anúncios de estatais e empresas privadas brasileiras, além de entidades empresariais não governamentais, como a CNI e a FECOMERCIO.
No encarte, é claro que eles ouviram e deram destaque ao presidente Lula, à ministra Dilma, além de Meirelles, e outros. Assim como ouviram lideranças empresariais brasileiras.
O coturno (tendo como fonte o blog de Claudia Trevisan, do jornal Estadão do PIG) confundiu o texto do encarte especial com propaganda governamental "ilegal" (os anúncios de estatais, à parte, obedecem a legislação que veda a aparição de autoridades).
Imagine Lula, que sabe tudo de política, se iria fazer "propaganda" de Dilma, para promoção pessoal dela como futura candidata, em língua inglesa, em revista norte-americana especializada em política externa, lida por lideranças políticas e empresariais de lá e de outras partes do mundo. Que voto isso renderia à Dilma? O de meia-dúzia de ricos investidores brasileiros, que moram nos EUA e votam na embaixada? Tese ridícula.
Melhor faria o coturno se procurasse mais sobre o Bob, aquele que fez a propaganda da SABESP, veiculada no Brasil inteiro.
Trocando as bolas desse jeito, o "coronel" está tão catatônico, que deve estar vestindo as meias erradas, antes de calçar o coturno.
Por: Zé Augusto
Janeiro 25, 2009
Sarkozy estatiza a mídia francesa
Onde se le esta manchete do Globo Online “Sarkozy se compromete a ajudar a imprensa francesa” leia-se a minha manchete acima. É basicamente isso.
Diante de um modelo em franca decadência, que é o jornal impresso, os três principais jornais franceses, Le Monde, Le Figaro e Libération irão receber do governo frânces uma série de incentivos financeiros para o estímulo do consumo de mídia impressa. Só em publicidade o governo pretende gastar 600 milhões de euros.
A desculpa dos veículos é a tal da crise. Uma falácia para conseguir dinheiro. Desde 2000, com o avanço da internet, os veículos gradativamente perdem leitores, é uma crise do meio em si. E isso acontece no Brasil também, mas aqui os números de circulação são uma caixa-preta, só desmontada por publicitários e donos de jornais.
A situação de fundo nesta nota do Globo é que, em breve anotem ai, a empoeirada Associação Nacional de Jornais, instituição instrumentalizada pelos donos da mídia, sindicatos da categoria e congêneres irão pleitear a mesma coisa por aqui.
Vamos lembrar o início da crise de 2005 que engalfinhou o governo federal. Logo que o governo Lula assumiu, a Secretaria de Comunicação do Governo revisou todo o gasto com publicidade, renegociando com os grandes para diminuir a verba empenhada e democratizar os anúncios para outros veículos pelo país afora, retirando boa parte da grana do eixo Rio-SP. Isso irritou profundamente os donos da mídia.
Se o governo federal um dia resolver retirar toda a verba de publicidade empenhada para a mídia, não resta um de pé. O dinheiro público sustenta rádios, TVs e jornais pelo país, todos o que pertencem ao PIG, que fabricou parte do golpe de 2006 para que Lula perdesse a eleição.
O orçamento do governo federal para 2009 preve a verba de R$ 574,4 milhões com publicidade e propaganda. Isso não significa que todo o dinheiro será usado. Em 2008, o valor da dotação foi de R$ 406 milhões, porém foram usados R$ 240, 6 milhões deste montante.
Onde está a responsabilidade da mídia com o uso do dinheiro público? Ao receber esta verba, os veículos deveriam se comprometer com políticas públicas de incentivo a leitura. Se são capazes de produzir edições porcas de um jornalismo vergonhoso, deveriam usar este dinheiro para imprimir livros escolares, cartilhas e investir também na educação primária. O que a mídia recebe é dinheiro público. Seria bom se alguém pensasse em criar leis que obrigassem os veículos a darem algum tipo de retorno a sociedade.
Do Na Retina
Diante de um modelo em franca decadência, que é o jornal impresso, os três principais jornais franceses, Le Monde, Le Figaro e Libération irão receber do governo frânces uma série de incentivos financeiros para o estímulo do consumo de mídia impressa. Só em publicidade o governo pretende gastar 600 milhões de euros.
A desculpa dos veículos é a tal da crise. Uma falácia para conseguir dinheiro. Desde 2000, com o avanço da internet, os veículos gradativamente perdem leitores, é uma crise do meio em si. E isso acontece no Brasil também, mas aqui os números de circulação são uma caixa-preta, só desmontada por publicitários e donos de jornais.
A situação de fundo nesta nota do Globo é que, em breve anotem ai, a empoeirada Associação Nacional de Jornais, instituição instrumentalizada pelos donos da mídia, sindicatos da categoria e congêneres irão pleitear a mesma coisa por aqui.
Vamos lembrar o início da crise de 2005 que engalfinhou o governo federal. Logo que o governo Lula assumiu, a Secretaria de Comunicação do Governo revisou todo o gasto com publicidade, renegociando com os grandes para diminuir a verba empenhada e democratizar os anúncios para outros veículos pelo país afora, retirando boa parte da grana do eixo Rio-SP. Isso irritou profundamente os donos da mídia.
Se o governo federal um dia resolver retirar toda a verba de publicidade empenhada para a mídia, não resta um de pé. O dinheiro público sustenta rádios, TVs e jornais pelo país, todos o que pertencem ao PIG, que fabricou parte do golpe de 2006 para que Lula perdesse a eleição.
O orçamento do governo federal para 2009 preve a verba de R$ 574,4 milhões com publicidade e propaganda. Isso não significa que todo o dinheiro será usado. Em 2008, o valor da dotação foi de R$ 406 milhões, porém foram usados R$ 240, 6 milhões deste montante.
Onde está a responsabilidade da mídia com o uso do dinheiro público? Ao receber esta verba, os veículos deveriam se comprometer com políticas públicas de incentivo a leitura. Se são capazes de produzir edições porcas de um jornalismo vergonhoso, deveriam usar este dinheiro para imprimir livros escolares, cartilhas e investir também na educação primária. O que a mídia recebe é dinheiro público. Seria bom se alguém pensasse em criar leis que obrigassem os veículos a darem algum tipo de retorno a sociedade.
Do Na Retina
Janeiro 14, 2009
Mídia Políitca - O monopólio da Globo
O Ministério Público Federal em Santa Catarina ingressou com ação civil pública para anular a venda do jornal "A Notícia", de Joinville, para o grupo RBS (Afiliada da TV Globo). Segundo a Procuradoria, a RBS se tornou dona de quatro diários catarinenses. A ação quer ainda obrigar a RBS a vender 4 de suas 6 emissoras de TV em SC.
O Cade (Conselho de Defesa Econômica), que autorizou a venda, também vai responder ao processo, assim como o ex-controlador do jornal, Moacir Thomazi. A RBS é acusada de obrigar distribuidores e vendedores de jornais a não comercializarem publicações de outras empresas.
A RBS diz que "todas as operações e veículos do grupo em Santa Catarina atendem minuciosamente às especificações legais". Thomazi afirma que todas as questões jurídicas do negócio são de responsabilidade do comprador.
Por: Helena™
O Cade (Conselho de Defesa Econômica), que autorizou a venda, também vai responder ao processo, assim como o ex-controlador do jornal, Moacir Thomazi. A RBS é acusada de obrigar distribuidores e vendedores de jornais a não comercializarem publicações de outras empresas.
A RBS diz que "todas as operações e veículos do grupo em Santa Catarina atendem minuciosamente às especificações legais". Thomazi afirma que todas as questões jurídicas do negócio são de responsabilidade do comprador.
Por: Helena™
Janeiro 06, 2009
Passa ano e as mesmas práticas do jornalismo cego da Globo nos perseguem
Mesmo nesta pausa, na praia, mais precisamente em Ilha Comprida no litoral sul de São Paulo, é difícil não ficar indignado com as matérias das TVs abertas.
Como em muitos lugares, o noticiário básico noturno aqui se resume ao Jornal Nacional por imposição cultural histórica, para uma população que não tem nenhum acesso aos jornais a cabo ou a Internet.
Quem viu ontem o Jornal Nacional, forçado como é o meu caso, pode perceber que para Ali Kamel e companhia, os ataques sangrentos na Faixa de Gaza promovidos por Israel, se resumem a desqualificação dos palestinos como amadores e sem nenhuma causa.
A reportagem de Pedro Bassan se limitou a dizer que os foguetes caseiros dos militantes do Hamas tem pouca precisão e só servem para aterrorizar os judeus, enquanto o exército israelense, este sim, tem as melhores armas e tecnologia. Ou seja, a reportagem da Globo limitou-se a sacramentar a vitória judaica como algo inevitável, direcionando a opinião pública a não querer entender o processo histórico dos embates.
Para a Globo, a culpa das mortes dos inocentes é dos próprios palestinos e não dos ataques sangrentos do exército israelense, que não poupam civis. Ou seja, estão colhendo o que plantaram, como dizem no ditado popular.
Vira ano, entra ano, e temos que lidar com esse tipo de jornalismo baixo e sem profundidade realizado para o “Homer Simpson”, como disse William Bonner em sua já histórica reunião de pauta para professores da USP.
Na semana passada, no início dos ataques, assisti reportagem da SIC portuguesa. Mesmo pendendo para o lado de Israel, a emissora de TV de Portugal, em seu Jornal da Noite, explicou ponto a ponto as origens de conflito em uma longa reportagem com um correspondente ao vivo em Gaza e uma entrevista com o ministro da defesa de Israel, que deixou claro para todos que a intenção era acabar com o Hamas de todas as maneiras, mesmo que as baixas civis ocorressem, como tem acontecido sistematicamente. Era o prelúdio dos ataques terrestres.
Se os canais fechados estivessem disponíveis para todos, o noticiário da Globo não resistiria por alguns minutos na sintonia da população.
Do Na Retina
Como em muitos lugares, o noticiário básico noturno aqui se resume ao Jornal Nacional por imposição cultural histórica, para uma população que não tem nenhum acesso aos jornais a cabo ou a Internet.
Quem viu ontem o Jornal Nacional, forçado como é o meu caso, pode perceber que para Ali Kamel e companhia, os ataques sangrentos na Faixa de Gaza promovidos por Israel, se resumem a desqualificação dos palestinos como amadores e sem nenhuma causa.
A reportagem de Pedro Bassan se limitou a dizer que os foguetes caseiros dos militantes do Hamas tem pouca precisão e só servem para aterrorizar os judeus, enquanto o exército israelense, este sim, tem as melhores armas e tecnologia. Ou seja, a reportagem da Globo limitou-se a sacramentar a vitória judaica como algo inevitável, direcionando a opinião pública a não querer entender o processo histórico dos embates.
Para a Globo, a culpa das mortes dos inocentes é dos próprios palestinos e não dos ataques sangrentos do exército israelense, que não poupam civis. Ou seja, estão colhendo o que plantaram, como dizem no ditado popular.
Vira ano, entra ano, e temos que lidar com esse tipo de jornalismo baixo e sem profundidade realizado para o “Homer Simpson”, como disse William Bonner em sua já histórica reunião de pauta para professores da USP.
Na semana passada, no início dos ataques, assisti reportagem da SIC portuguesa. Mesmo pendendo para o lado de Israel, a emissora de TV de Portugal, em seu Jornal da Noite, explicou ponto a ponto as origens de conflito em uma longa reportagem com um correspondente ao vivo em Gaza e uma entrevista com o ministro da defesa de Israel, que deixou claro para todos que a intenção era acabar com o Hamas de todas as maneiras, mesmo que as baixas civis ocorressem, como tem acontecido sistematicamente. Era o prelúdio dos ataques terrestres.
Se os canais fechados estivessem disponíveis para todos, o noticiário da Globo não resistiria por alguns minutos na sintonia da população.
Do Na Retina
Dezembro 29, 2008
Internet toma lugar dos jornais como 2ª fonte de notícias afirma pesquisa
O reino do papel vai se esfarelando. Em estudo conduzido no começo de dezembro, a Pew Research Center for the People & the Press chegou à conclusão que a internet agora é a segunda fonte de informação dos norte-americanos.
Passou, sem qualquer surpresas, os jornais. Em um ano, a fatia dos que recorrem à internet por notícias subiu de 24% para 40%, enquanto os jornais se mantiveram praticamente estáveis em 35%.
A TV continua como fonte líder, com 70% dos entrevistados ligando seus televisores quando estão atrás de notícias.
A liderança folgada da TV também parece ser questão de tempo, já que, entre os mais jovens ouvidos pela pesquisa, a busca por dados na TV ou na internet está empatado - 59% afirmou recorrer a cada um dos meios, contra 28% a jornais.
A escalada de 16 pontos percentuais da web entre 2007 e 2008 (você vê a diferença no gráfico ao lado) é a maior diferença já registrada no período de 12 meses de alguma mídia desde 2001, segundo a Pew.
O motivo? Os jovens, de novo. Em 2007, apenas 34% deles recorriam à internet, número que quase dobrou em um espaço de 12 meses. Um preview do estudo pode ser lido no site da Pew.
Fonte: NA HORA OnLINE
Passou, sem qualquer surpresas, os jornais. Em um ano, a fatia dos que recorrem à internet por notícias subiu de 24% para 40%, enquanto os jornais se mantiveram praticamente estáveis em 35%.
A TV continua como fonte líder, com 70% dos entrevistados ligando seus televisores quando estão atrás de notícias.
A liderança folgada da TV também parece ser questão de tempo, já que, entre os mais jovens ouvidos pela pesquisa, a busca por dados na TV ou na internet está empatado - 59% afirmou recorrer a cada um dos meios, contra 28% a jornais.
A escalada de 16 pontos percentuais da web entre 2007 e 2008 (você vê a diferença no gráfico ao lado) é a maior diferença já registrada no período de 12 meses de alguma mídia desde 2001, segundo a Pew.
O motivo? Os jovens, de novo. Em 2007, apenas 34% deles recorriam à internet, número que quase dobrou em um espaço de 12 meses. Um preview do estudo pode ser lido no site da Pew.
Fonte: NA HORA OnLINE
Dezembro 23, 2008
Prêmio Exemplo 2008 - Evo Morales se recusa a falar com imprensa do país até receber pedido de desculpas

O presidente boliviano Evo Morales afirmou na última segunda-feira (15) que a partir de agora só chamará a imprensa internacional para suas entrevistas coletivas. O "embargo" durará enquanto os jornalistas de seu país não pedirem "desculpas ao povo pela manipulação que fazem dos fatos".
"Em todo caso, vou convocar os jornalistas das agências internacionais, porque penso que eles são mais responsáveis na gestão da informação", declarou Morales.
Desde o começo de dezembro, quando foi acusado de "humilhar" um jornalista do La Prensa - após repreendê-lo em público por considerar uma informação falsa - o presidente tem sido alvo de críticas da imprensa boliviana, informou a agência de notícias ABI.
Por Antônio Cruz
Dezembro 20, 2008
Eleições 2010 foi dada largada - Lula 'insinua' que Dilma é candidata em 2010

O presidente Lula disse que “insinua” que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, será a candidata do governo para sucedê-lo nas eleições presidenciais de 2010. Em entrevista hoje (19), ele afirmou que ela é “a pessoa mais gabaritada para assumir o cargo”.
O presidente afirmou que não há problemas no fato de Dilma ser desconhecida da população, como apontou a pesquisa do CNT/Sensus divulgada nos últimos dias. “Ela tem todo o tempo do mundo para ser conhecida aqui e lá fora”, disse Lula, segundo a Agência Brasil.
Ele deu a entender que faz testes políticos com a ex-ministra para verificar sua viabilidade eleitoral em 2010. “Estou vendo como ela se comporta, estou insinuando e como os partidos reagem”, afirmou o presidente, de acordo com a Folha Online.
Ainda hoje, o presidente aproveitou para declarar otimismo para a população apesar da crise financeira. Segundo Lula, é possível que a instabilidade econômica nos EUA e na Europa acabe em junho ou julho de 2009
“Se o Brasil estiver preparado, nós mudaremos de patamar tanto na economia quanto na respeitabilidade”, disse o presidente. E deu um recado à população: “Tenham esperança porque nós vamos vencer mais uma”.
Jornal da Mídia
Dezembro 18, 2008
Maria Lúcia Victor Barbosa, Dercy Gonçalves e o ódio a Lula
A professora e socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa deve estar, a estas alturas, se contorcendo toda com a estonteante popularidade do Presidente Lula. Convenhamos, motivos ela deve ter de sobra e, pelo andar da carruagem, ainda os terá até 2010.
Colaboradora ativa da ONG TERNUMA, uma espécie de caserna onde repousa o ódio reacionário e esquizofrênico da direitona “revolucionária” de 1964, Maria Lúcia empresta seus dotes literários e acadêmicos para dar lustro científico à causa defendida pela ONG, varrer a esquerda da vida política do Brasil assim como fizeram no passado. Não é invenção minha, isto está explícito na página deles, é só o leitor conferir.
Diferentemente dos escribas da mídia corporativa, cujas ideologias provém da grana que recebem para defender as convicções de seus patrões, os colaboradores da ONG TERNUMA são autênticos nas suas posições que, como já disse, beiram à esquizofrenia e revelam, por sua vez, todo o ódio e o preconceito a tudo aquilo que não representa ou faça parte do seu restrito universo.
É neste cenário que são postos no altar dos sacrifícios verborrágicos o Presidente Lula, o PT e as esquerdas, o programa bolsa família, as cotas universitárias, o crédito consignado, enfim, qualquer coisa que se identifique com este governo, isto para não ter que falar sobre Hugo Chaves, Rafael Corrêa, Evo Morales, dentre outros.
Mas para não deixar as coisas assim meio sem pé e sem cabeça, sugiro a leitura do artigo A síndrome do obscurantismo, do também Sociólogo e ensaísta alemão Robert Kurz, pois foi onde encontrei algumas respostas para entender a natureza bestial que inspira não só esta gente, mas segmentos da extrema esquerda também.
Com relação ao texto que reproduzo abaixo, tão logo concluí a sua leitura pensei cá com os meus botões que se a Dercy Gonçalves ainda estivesse viva, ela teria mesmo é mandado Maria Lúcia à merda, para não ter que usar linguagem mais desabrida.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. Quá, quá, quá, quá!
Por Lingua de Trapo
Colaboradora ativa da ONG TERNUMA, uma espécie de caserna onde repousa o ódio reacionário e esquizofrênico da direitona “revolucionária” de 1964, Maria Lúcia empresta seus dotes literários e acadêmicos para dar lustro científico à causa defendida pela ONG, varrer a esquerda da vida política do Brasil assim como fizeram no passado. Não é invenção minha, isto está explícito na página deles, é só o leitor conferir.
Diferentemente dos escribas da mídia corporativa, cujas ideologias provém da grana que recebem para defender as convicções de seus patrões, os colaboradores da ONG TERNUMA são autênticos nas suas posições que, como já disse, beiram à esquizofrenia e revelam, por sua vez, todo o ódio e o preconceito a tudo aquilo que não representa ou faça parte do seu restrito universo.
É neste cenário que são postos no altar dos sacrifícios verborrágicos o Presidente Lula, o PT e as esquerdas, o programa bolsa família, as cotas universitárias, o crédito consignado, enfim, qualquer coisa que se identifique com este governo, isto para não ter que falar sobre Hugo Chaves, Rafael Corrêa, Evo Morales, dentre outros.
Mas para não deixar as coisas assim meio sem pé e sem cabeça, sugiro a leitura do artigo A síndrome do obscurantismo, do também Sociólogo e ensaísta alemão Robert Kurz, pois foi onde encontrei algumas respostas para entender a natureza bestial que inspira não só esta gente, mas segmentos da extrema esquerda também.
Com relação ao texto que reproduzo abaixo, tão logo concluí a sua leitura pensei cá com os meus botões que se a Dercy Gonçalves ainda estivesse viva, ela teria mesmo é mandado Maria Lúcia à merda, para não ter que usar linguagem mais desabrida.
LULA DA SILVA E DERCY GONÇALVES
Maria Lucia Victor Barbosa
8/12/2008
Dercy Gonçalves era uma atriz popular que fazia da esculhambação fator de seu sucesso. Lula da Silva é o presidente da República que buscando o sucesso esculhamba para ser popular. O que os faz semelhantes? O uso de palavrões, pois não sei se Dercy era alcoólatra. O que os faz diferentes? Dercy, a debochada, não estava investida da autoridade do mais alto cargo da República. Lula da Silva está.
Pode ser que tenha se tornado politicamente correto usar palavrões. Que seja interpretado como preconceito criticar o presidente por ele esbanjar palavras de baixo calão que passam pelos tradicionais “p...m”, “p...rra” e mais recentemente o “sifu”. Lembre-se ainda do “ponto G” que o presidente brasileiro agraciou o companheiro Bush ou outros gracejos e gracinhas, ditos no auge do entusiasmo que ocorre nos palanques de onde ele só desce para viajar ao exterior.
Os “adornos” lingüísticos com os quais Lula da Silva entremeia suas falas por sinal muito aplaudidas, talvez possam ser explicados por conta de sua origem sindical e petista. Como ele nunca sabe de nada, certamente ainda não percebeu que deve ser comportar como presidente da República e não como líder de metalúrgicos. Nesse caso, falta alguém do cerimonial ou de sua intimidade palaciana que ouse lhe dizer que não fica bem um presidente tão sem educação, tão sem compostura, tão grosseiro. Enfim, que ele não é Dercy Gonçalves nem animador de auditório e que porta de fábrica é realidade diferente de Palácio do Planalto.
Mas se algum corajoso advertir Lula da Silva sobre a impropriedade de seu comportamento, sobre a necessidade de controlar seus rompantes, provavelmente etílicos, sobre os limites entre o humor e boçalidade, poderá em troca receber um ou mais palavrões com “argumentações” mais ou menos assim: “sou um sucesso, sou a cara do povo e como o povo fala palavrão, o que me identifica com meu eleitorado, vou continuar e ninguém tem nada com isso”.
Mas será que o povo brasileiro fala tanto palavrão? Depende do lugar, como um estádio de futebol, na hora em que o juiz rouba para o time adversário. Em algum momento da intimidade familiar ou de amigos. Diante de certos transtornos do cotidiano como exclamação de contrariedade. Mas não é comum nas conversas diárias soltar o “verbo diarréico”. Também dele não costumam fazer uso, profissionais em geral ao se dirigir aos seus clientes ou pacientes, autoridades em cerimônias públicas. Com exceção, é claro, do governador do Paraná, Roberto Requião, que prima pela linguagem desabrida e pelo estilo truculento.
Naturalmente, alguns membros do governo Lula da Silva são seguidores do chefe. É o caso de Marco Aurélio Garcia, celebrizado por gestos obscenos. E de madame Favre ou Suplicy com seu imortal “relaxa e goza”. Como a primeira-dama parece ter sido agraciada com o silêncio obsequioso, não se sabe se também segue o estilo Dercy Gonçalves, mas se pode imaginar o que é ouvido nas reuniões do PT, quando cadeiradas são desferidas democraticamente. No mais, os ministros de Lula da Silva têm caído às pencas por corrupção, mas não costumam falar palavrões, pelo menos em público. Alguns até podem ter pensado em algum “sifu”, como José Dirceu ou Palocci, mas, se pensaram, engoliram em seco.
Em todo caso, digamos que a imensa popularidade de Lula da Silva transforme seu linguajar chulo em moda. Você diria a uma pessoa: “bom dia”. E ela responderia: “vá à m...”. E assim por diante. Tudo muito natural. Tudo politicamente correto. E coitado daquele que se queixasse de quem o insultou. O preconceituoso seria preso por crime hediondo e inafiançável.
Aliás, na era Lula da Silva o correto, o certo, o elegante é quebrar escolas e bater nos professores. Invadir propriedades produtivas e destruir o patrimônio alheio. Exacerbar a violência, inclusive nas torcidas de futebol. E chic mesmo hoje em dia é ser assaltado. Morrer à espera de atendimento do SUS, de dengue ou de bala perdida, de preferência gritando um palavrão no derradeiro momento, seguido do brado “viva Lula”, esse grande inaugurador de um Brasil feito de mentira, de propaganda enganosa, medíocre e vulgar.
Consola saber que ainda existem, brasileiros dignos. A tragédia que se abateu sobre Santa Catarina mostrou comoventes exemplos de solidariedade e de coragem da população, dos bombeiros, dos militares, de todo o país que se mobilizou para ajudar as vítimas. E se a dor dos catarinenses que perderam parentes, casas, pertences, permanece insepulta, o Estado já se levanta, reorganiza o caos, retoma o trabalho e a produção.
Enquanto isso Lula da Silva, cujo governo não agiu preventivamente em Santa Catarina para impedir a catástrofe, prossegue apenas discursando, gracejando, proferindo impropérios para o gáudio da platéia de bajuladores. Perto dele Dercy Gonçalves é santa.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. Quá, quá, quá, quá!
Por Lingua de Trapo
Dezembro 07, 2008
Lata de Lixo - Gabrielli refuta mentiras de Miriam Leitão

Uma notícia que não foi publicada por nossa querida imprensa e, passou batido por nós do blog, devido o acúmulo de trabalho durante a semana, foi a chamada que Gabrielli deu na Miriam Leitão. Vocês viram?. Em carta direcionada a Miriam Leitão, colunista de O Globo, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli recomendou a ela que faça “comentários baseados em fatos e dados e não em informações inverídicas.” Ao comentar o empréstimo de R$ 2 bilhões feito pela estatal do petróleo junto à Caixa Econômica Federal (CEF), a jornalista diz que se a revelação do mesmo veio de um senador da oposição, as críticas feitas pelos jornalistas especializados são técnicasO Jornal Hora do Povo comentou o assunto...
O presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, recomendou à Miriam Leitão, colunista de O Globo, que faça “comentários baseados em fatos e dados e não em informações inverídicas”.
“Não é verdade que a revelação do empréstimo da CEF veio de um senador da oposição. Os dados deste empréstimo foram publicados, de forma absolutamente normal, nas informações regulares que prestamos às autoridades e a todo o mercado financeiro quando da divulgação do nosso balanço trimestral”, disse Gabrielli, na carta à comentarista, sobre o empréstimo de R$ 2 bilhões feito pela estatal junto à Caixa Econômica Federal (CEF). Miriam Leitão disse que se a revelação veio de um senador da oposição e que as críticas dos jornalistas são técnicas.
Gabrielli refutou a mentira dizendo que o dado “está reportado nas Informações Trimestrais - ITR do terceiro trimestre de 2008, nas páginas 84 e 85, que foram arquivados na Comissão de Valores Mobiliários e amplamente divulgados pela Petrobras em 11 de novembro de 2008”.
O presidente da Petrobrás ressaltou que o empréstimo da CEF de fato apresenta algumas “singularidades” pelo seu volume e por ter sido realizado com instituição bancária brasileira no mercado interno. “Singular, aliás, é o momento que vivem o mercado financeiro e as empresas em todo o mundo em conseqüência da grave crise originada pelos Estados Unidos e países ricos”. Até recentemente, segundo ele, a empresa vinha realizando de forma trivial, operações semelhantes no mercado externo, “mas sem a repercussão provocada pela politização, muitas vezes irresponsável, tão conveniente à oposição”.
Gabrielli refutou os comentários “técnicos” da jornalista: “Acredito que a maior parte das críticas neste momento é motivada por razões profundamente políticas e ideológicas, sem embasamento técnico”.
Por: Helena™
Novembro 26, 2008
A Notícia Como Verdade - Os jornalistas estão enterrando o jornalismo

Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.
O jornal é de São Paulo.Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade,retiro o que disse.
Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.
O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!
Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.
Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.
De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.
Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?
Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.
Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.
Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.
Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.
Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!
A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.
Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.
Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).
Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.
Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV" ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.
Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....
Estão loucos.
Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.
Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.
(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.
Por Geneton Moraes Neto
Novembro 19, 2008
Novatos e sem vícios, estudantes fazem melhor jornalismo do que veteranos
Na noite desta terça assisti pela segunda vez o Profissão Repórter, programa coordenado pelo competente Caco Barcelos com reportagens realizadas por estudantes de jornalismo.
De longe, é o melhor programa de reportagens no ar na TV. Se o Globo Repórter fosse feito por esta equipe, com certeza deixaria de ser a mediocridade que é. Aliás, se diversas matérias do Jornal Nacional estivessem nas mãos do Caco e da garotada, não teríamos o péssimo jornal que impregna a vida dos brasileiros diariamente na TV.
Arrisco dizer que o sucesso do programa está na liberdade que Caco possui para não ser censurado e coordenado pela cúpula de jornalismo da Globo.
A edição é dinâmica, os repórteres são bem pautados e têm liberdade para exercitar a curiosidade durante as gravações, fator essencial para buscar mais elementos das personagens apresentadas nas matérias.
Profissão Repórter não se contenta com a tal “duas versões”. No programa da semana passada e desta, pelo menos 3 pontos de vista dos assuntos foram abordados.
Caco Barcelos prova que não é difícil fazer bom jornalismo na TV. Basta querer e não ser entreguista e cooptado.
Espero, sinceramente, que estes garotos e garotas coordenados por Caco não percam seu talento ao longo da carreira. Sei que é difícil. Ao pisar nas redações a caminho do futuro profissional, os estudantes estarão frente a frente com o cinismo dos jornalistas tradicionais, com a matreirice para direcionar entrevistas, com a canalhice para assassinar reputações e, se vierem até Brasília e ficarem em qualquer destes comitês de imprensa dos ministérios, estarão diante do mais sujo golpe contra a liberdade de informação: as combinações de pauta que os jornalistas costumam fazer aqui para que um não fure o outro e todo mundo de a mesma coisa no dia seguinte, para evitar que o colega seja punido via editor pelo furo que não produziu.
Por Ficou na retina
De longe, é o melhor programa de reportagens no ar na TV. Se o Globo Repórter fosse feito por esta equipe, com certeza deixaria de ser a mediocridade que é. Aliás, se diversas matérias do Jornal Nacional estivessem nas mãos do Caco e da garotada, não teríamos o péssimo jornal que impregna a vida dos brasileiros diariamente na TV.
Arrisco dizer que o sucesso do programa está na liberdade que Caco possui para não ser censurado e coordenado pela cúpula de jornalismo da Globo.
A edição é dinâmica, os repórteres são bem pautados e têm liberdade para exercitar a curiosidade durante as gravações, fator essencial para buscar mais elementos das personagens apresentadas nas matérias.
Profissão Repórter não se contenta com a tal “duas versões”. No programa da semana passada e desta, pelo menos 3 pontos de vista dos assuntos foram abordados.
Caco Barcelos prova que não é difícil fazer bom jornalismo na TV. Basta querer e não ser entreguista e cooptado.
Espero, sinceramente, que estes garotos e garotas coordenados por Caco não percam seu talento ao longo da carreira. Sei que é difícil. Ao pisar nas redações a caminho do futuro profissional, os estudantes estarão frente a frente com o cinismo dos jornalistas tradicionais, com a matreirice para direcionar entrevistas, com a canalhice para assassinar reputações e, se vierem até Brasília e ficarem em qualquer destes comitês de imprensa dos ministérios, estarão diante do mais sujo golpe contra a liberdade de informação: as combinações de pauta que os jornalistas costumam fazer aqui para que um não fure o outro e todo mundo de a mesma coisa no dia seguinte, para evitar que o colega seja punido via editor pelo furo que não produziu.
Por Ficou na retina
Novembro 13, 2008
DESPERTAR É PRECISO
Enquanto alguns jornais do RJ noticiam o telefonema de Obama ao presidente Lula, O Globo na sua cruzada desmoralizadora continua despejando todo seu ódio e preconceito contra o presidente. A Manchete de hoje: "Governo reabilita 2.274 empresas filantrópicas suspeitas.”.
Não li a matéria por dentro, não leio esse jornal, mas tudo indica, como sempre, que mais um festival de sandices está sendo criado. Tenho algumas perguntas a fazer. Porque o governo não exige direito de resposta a essas canalhices diárias? Se não derem, porque não abarrotam o judiciário com ações cobrando inclusive dano moral?
O que está faltando para o PT do RJ sair em defesa do presidente Lula com uma carta aberta à população? Porque a CUT e outras centrais sindicais pró governo, a UNE, e a UBES e o restante da Sociedade civil organizada não se mobilizam para dar um freio nessa cambada de malfeitores? O que está faltando?
DESPERTAR É PRECISO
Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada. Vladimir Maiakóvski
Por Zé Lopes
Novembro 06, 2008
O coro da mídia pelo “corte de gastos”
Os empresários seguem a risca o ditado de “quem não chora não mama”. Diante da grave crise que se abate sobre a economia capitalista, eles procuram empurrar o seu ônus para as costas da sociedade, em especial dos trabalhadores. No ciclo da bonança, privatizaram os lucros; agora querem socializar os prejuízos. A caradura dos capitalistas, maiores responsáveis pela atual crise – com seus dogmas neoliberais do “estado mínimo” e da total desregulamentação financeira – é impressionante. Eles afundaram a economia e querem que os trabalhadores paguem o pato.
Nas últimas semanas, a mídia hegemônica alardeia a proposta do “corte dos gastos públicos”. Os empresários são beneficiados com novas linhas de crédito e redução do compulsório aos bancos, que já injetaram bilhões nas empresas. Mas eles exigem mais: eles querem arrochar os servidores públicos, abortar a valorização do salário do mínimo, penalizar a Previdência e reduzir os “gastos sociais” do orçamento. Segundo Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, este gastos “são inúteis” e o governo deveria cortá-los para “garantir mais crédito aos investimentos e às empresas”.
Ganância destrutiva do capitalismo
A proposta do “corte dos gastos” evidencia a ganância destrutiva dos capitalistas. Os adoradores do “deus-mercado”, partidários da “mão invisível (e assassina) do mercado”, não enxergam que a redução dos investimentos públicos – seja na Previdência, no salário mínimo ou no programa Bolsa Família – restringirá ainda mais o consumo da sociedade, o que terá impacto negativo na produção e, de quebra, no emprego e renda. Um círculo vicioso, satânico, que dificultaria ainda mais a saída da atual crise econômica. Serviria apenas aos especuladores, os culpados pela crise.
A cegueira dos empresários, difundida pela mídia burguesa, é tanta que eles não ouvem sequer os conselhos de renomados economistas e nem observam os movimentos inversos realizados por outras nações capitalistas. Até nos EUA, pátria da desregulamentação, o governo apresentou pacote estimulando o consumo da sociedade e elevando os gastos públicos. Para Paul Krugman, ganhador do Premio Nobel de Economia, “no momento, aumentar os gastos públicos é a decisão acertada a ser tomada pelo governo dos EUA. Do contrário, a recessão será mais cruel e longa”.
Por Altamiro Borges
Nas últimas semanas, a mídia hegemônica alardeia a proposta do “corte dos gastos públicos”. Os empresários são beneficiados com novas linhas de crédito e redução do compulsório aos bancos, que já injetaram bilhões nas empresas. Mas eles exigem mais: eles querem arrochar os servidores públicos, abortar a valorização do salário do mínimo, penalizar a Previdência e reduzir os “gastos sociais” do orçamento. Segundo Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, este gastos “são inúteis” e o governo deveria cortá-los para “garantir mais crédito aos investimentos e às empresas”.
Ganância destrutiva do capitalismo
A proposta do “corte dos gastos” evidencia a ganância destrutiva dos capitalistas. Os adoradores do “deus-mercado”, partidários da “mão invisível (e assassina) do mercado”, não enxergam que a redução dos investimentos públicos – seja na Previdência, no salário mínimo ou no programa Bolsa Família – restringirá ainda mais o consumo da sociedade, o que terá impacto negativo na produção e, de quebra, no emprego e renda. Um círculo vicioso, satânico, que dificultaria ainda mais a saída da atual crise econômica. Serviria apenas aos especuladores, os culpados pela crise.
A cegueira dos empresários, difundida pela mídia burguesa, é tanta que eles não ouvem sequer os conselhos de renomados economistas e nem observam os movimentos inversos realizados por outras nações capitalistas. Até nos EUA, pátria da desregulamentação, o governo apresentou pacote estimulando o consumo da sociedade e elevando os gastos públicos. Para Paul Krugman, ganhador do Premio Nobel de Economia, “no momento, aumentar os gastos públicos é a decisão acertada a ser tomada pelo governo dos EUA. Do contrário, a recessão será mais cruel e longa”.
Por Altamiro Borges
Novembro 02, 2008
O coro da mídia pelo “corte de gastos”
Os empresários seguem a risca o ditado de “quem não chora não mama”. Diante da grave crise que se abate sobre a economia capitalista, eles procuram empurrar o seu ônus para as costas da sociedade, em especial dos trabalhadores. No ciclo da bonança, privatizaram os lucros; agora querem socializar os prejuízos. A caradura dos capitalistas, maiores responsáveis pela atual crise – com seus dogmas neoliberais do “estado mínimo” e da total desregulamentação financeira – é impressionante. Eles afundaram a economia e querem que os trabalhadores paguem o pato.
Nas últimas semanas, a mídia hegemônica alardeia a proposta do “corte dos gastos públicos”. Os empresários são beneficiados com novas linhas de crédito e redução do compulsório aos bancos, que já injetaram bilhões nas empresas. Mas eles exigem mais: eles querem arrochar os servidores públicos, abortar a valorização do salário do mínimo, penalizar a Previdência e reduzir os “gastos sociais” do orçamento. Segundo Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, este gastos “são inúteis” e o governo deveria cortá-los para “garantir mais crédito aos investimentos e às empresas”.
Ganância destrutiva do capitalismo
A proposta do “corte dos gastos” evidencia a ganância destrutiva dos capitalistas. Os adoradores do “deus-mercado”, partidários da “mão invisível (e assassina) do mercado”, não enxergam que a redução dos investimentos públicos – seja na Previdência, no salário mínimo ou no programa Bolsa Família – restringirá ainda mais o consumo da sociedade, o que terá impacto negativo na produção e, de quebra, no emprego e renda. Um círculo vicioso, satânico, que dificultaria ainda mais a saída da atual crise econômica. Serviria apenas aos especuladores, os culpados pela crise.
A cegueira dos empresários, difundida pela mídia burguesa, é tanta que eles não ouvem sequer os conselhos de renomados economistas e nem observam os movimentos inversos realizados por outras nações capitalistas. Até nos EUA, pátria da desregulamentação, o governo apresentou pacote estimulando o consumo da sociedade e elevando os gastos públicos. Para Paul Krugman, ganhador do Premio Nobel de Economia, “no momento, aumentar os gastos públicos é a decisão acertada a ser tomada pelo governo dos EUA. Do contrário, a recessão será mais cruel e longa”.
Por Altamiro Borges
Nas últimas semanas, a mídia hegemônica alardeia a proposta do “corte dos gastos públicos”. Os empresários são beneficiados com novas linhas de crédito e redução do compulsório aos bancos, que já injetaram bilhões nas empresas. Mas eles exigem mais: eles querem arrochar os servidores públicos, abortar a valorização do salário do mínimo, penalizar a Previdência e reduzir os “gastos sociais” do orçamento. Segundo Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, este gastos “são inúteis” e o governo deveria cortá-los para “garantir mais crédito aos investimentos e às empresas”.
Ganância destrutiva do capitalismo
A proposta do “corte dos gastos” evidencia a ganância destrutiva dos capitalistas. Os adoradores do “deus-mercado”, partidários da “mão invisível (e assassina) do mercado”, não enxergam que a redução dos investimentos públicos – seja na Previdência, no salário mínimo ou no programa Bolsa Família – restringirá ainda mais o consumo da sociedade, o que terá impacto negativo na produção e, de quebra, no emprego e renda. Um círculo vicioso, satânico, que dificultaria ainda mais a saída da atual crise econômica. Serviria apenas aos especuladores, os culpados pela crise.
A cegueira dos empresários, difundida pela mídia burguesa, é tanta que eles não ouvem sequer os conselhos de renomados economistas e nem observam os movimentos inversos realizados por outras nações capitalistas. Até nos EUA, pátria da desregulamentação, o governo apresentou pacote estimulando o consumo da sociedade e elevando os gastos públicos. Para Paul Krugman, ganhador do Premio Nobel de Economia, “no momento, aumentar os gastos públicos é a decisão acertada a ser tomada pelo governo dos EUA. Do contrário, a recessão será mais cruel e longa”.
Por Altamiro Borges
Outubro 24, 2008
Três lances da mídia pró-Kassab

Na reta final do segundo turno das eleições para prefeito de São Paulo, a mídia hegemônica tirou a máscara de vez e mostrou que está totalmente engajada na campanha do demo Gilberto Kassab, “laranja” do governador tucano José Serra. Em três lances, ela confessou que encara esta batalha como estratégica, como uma prévia da sucessão presidencial de 2010, e que está comprometida até a medula com o retorno a Brasília do bloco liberal-conservador desalojado por Lula em 2002.
O primeiro lance se deu com a celeuma sobre a peça publicitária da campanha de Marta Suplicy que indagava se Kassab “é casado e tem filho”. A mídia taxou o comercial como preconceituoso e passou a bombardear a candidata. Num lance de hipocrisia sem precedentes, a mesma mídia que devastou a vida da ex-prefeita resolveu posar de “politicamente correta”. O jornal Folha de S.Paulo, que mantém sólida relação com José Serra, foi o mais inescrupuloso na manipulação.
O “trabalho sujo” da Folha
O próprio ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, chiou contra a abjeta cobertura. Na sua coluna de domingo, ele contabilizou os petardos contra Marta Suplicy em apenas cinco dias. “O estado civil de Gilberto Kassab (DEM) gerou quatro chamadas de capa, 11 abres de página, 24 matérias, oito colunas, seis notas, 19 cartas de leitores, 1.172 centímetros de textos noticiosos (cerca de quatro páginas cheias). Até o correspondente em Pequim foi mobilizado para escrever sobre o assunto... Este exagero despropositado é grave erro editorial”.
Mas não se trata apenas de “grave erro editorial”, mas sim de uma opção político-eleitoral. Como reconheceu o ombudsman, a cobertura provocou “desequilíbrio total” na disputa. “Marta Suplicy recebeu nestes cinco dias uma carga de matérias negativas absolutamente desproporcional em relação o seu adversário.... Ao estimular o bate-boca indigente e ajudar para que o insinuado na propaganda do PT ficasse explícito, o jornal abriu mão de fomentar o debate sadio. Ele nunca deveria se prestar ao trabalho sujo que outros veículos fazem com muito prazer e competência”.
Globo: “chapa-branca” de Serra
O segundo lance da campanha midiática pró-Kassab se deu com a “guerra das polícias” ocorrida em frente ao Palácio dos Bandeirantes. O grosso da imprensa simplesmente isentou o governador José Serra de culpa no conflito, que resultou em 23 feridos. A TV Globo foi a mais descarada na blindagem ao tucano, evitando desgastar o seu candidato às vésperas da eleição. Numa cobertura que relembrou os períodos sombrios da ditadura, a emissora repercutiu apenas as graves mentiras do governador, que se recusou a negociar com os grevistas e culpou o PT e PDT pelo confronto.
O experiente repórter Rodrigo Vianna, que saiu da TV Globo devido à violenta manipulação das eleições presidenciais de 2006, denunciou no seu novo blog. “A emissora do Jardim Botânico transformou a cobertura da ‘guerra entre as polícias’ num diário oficial de José Serra. A ordem era proteger o governador, dizem-me colegas que trabalham na Globo de São Paulo e que pedem anonimato. Conversei no sábado com três deles: a orientação aos editores era botar no ar trechos imensos de uma entrevista chapa-branca com o Serra, escolhidos a dedo pela direção global”.
Ligações promíscuas com Ratzinger
“Quando saí da TV Globo, em 2006, escrevi uma carta interna aos colegas em que rememorei – entre outros – o episódio das ‘perguntas feitas sob encomenda’ para José Serra, numa entrevista ao vivo no SP-TV, às vésperas da eleição. Três jornalistas, diretamente envolvidos na entrevista, contaram-me essa história, ali nos corredores da Globo: As entrevistas com os outros candidatos foram feitas sem interferências, com perguntas duras, como é de se esperar numa cobertura normal. Na vez de Serra, o Ratzinger pediu para ver as perguntas que seriam feitas. Desde sua caverna no Rio de Janeiro, ele deu ordens para mudar tudo e aliviar as coisas para o tucano”.
O episódio rememorado por Rodrigo Vianna confirma a antiga e promíscua relação entre o grão-tucano e a poderosa Rede Globo. Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora, leva a alcunha de Ratzinger, nome original do atual Papa, famoso por seus atos obscurantistas na época em que era responsável pela censura na Congregação da Doutrina da Fé. Segundo Rodrigo, “Ratzinger é um manipulador nato, um agente das sombras. Ainda vai provocar muitos estragos na audiência da TV Globo... Ele está mais preocupado em agradar o governador do que em fazer jornalismo”.
Omissões na morte de Eloá
Logo na sequência, o terceiro lance da manipulação pró-Kassab. No caso do seqüestro em Santo André, que resultou na morte da jovem Eloá Pimentel, a mídia novamente isentou o governador. Os graves erros cometidos na ação policial não sofreram maiores críticas. Quando do acidente da TAM, a mídia se apressou em culpar o presidente Lula. Caso a esquerda governasse São Paulo, seria o maior bombardeio contra a operação desastrosa. Mas como é José Serra, a mídia evitou averiguar as responsabilidades. Isto poderia prejudicar seu candidato a prefeito, o demo Kassab.
Por Altamiro Borges no Inimigo Público.
Outubro 20, 2008
Ana Maria Peterson: A mídia e o seqüestro de Santo André
Por que a imprensa tem tanta dificuldade em fazer autocrítica? É claro que essa pergunta não me surgiu hoje, mas o que me fez escrever foi o papel da imprensa no seqüestro da estudante Eloá Cristina Pimentel.
Na segunda-feira (13/10), o Brasil recebeu a notícia de que um rapaz de 22 anos estava fazendo refém sua ex-namorada, de 15 anos. Foram inúmeras reportagens sobre Lindemberg Fernandes Alves, um rapaz trabalhador, que não bebe, não fuma, tem dois empregos para ajudar a família.
Com o passar das horas, o rapaz foi sendo narrado como um criminoso seqüestrador desequilibrado. Diante disso, uma gama de profissionais passou a ser entrevistada: psiquiatras, advogados, especialistas em segurança, psicólogos, criminalistas foram submetidos a perguntas do tipo "o que o rapaz estava pensando quando entrou no apartamento?", "qual o objetivo dele ao colocar uma camisa do São Paulo na janela?". E por aí ia um festival de sandices.
No segundo dia, o rapaz falou com uma emissora de TV e o espetáculo ficou mais dantesco quando apresentadores José Luiz Datena e Sonia Abraão chegaram a bater boca no ar para decidir quem tinha a equipe de reportagem mais competente, quem fazia um jornalismo mais ético.
É possível?
A partir daí, entrevistados, apresentadores, pastores passaram a falar com o rapaz por intermédio da televisão. Ao mesmo tempo, vários comentaristas de segurança (nova denominação para repórter policial) começaram a repetir a seguinte frase "este rapaz está fazendo um passeio pelo Código Penal", enquanto outros estimaram a pena dele em 40 anos.
Considerando que no contato telefônico o rapaz deixou muito claro que seu maior medo era ir para prisão e levar tiros, segundo suas próprias palavras, não seria uma questão ética evitar comentários sobre a punição que ele iria sofrer ao sair de lá? Era de conhecimento de todos que ele estava assistindo televisão e ouvindo tudo. Não seria prudente evitar esse tipo de comentário com o objetivo garantir o sucesso da operação?
Em relação à imprensa, qualquer questionamento de seu papel nisso tudo é respondido pela seguinte frase: "Estamos fazendo nosso trabalho". Vocês acreditam que é possível fazer jornalismo nos meios de comunicação de massa de forma diferente, mais humana e com mais respeito?
No meio de uma agonia como um seqüestro, cárcere privado, ou o " mano que pegou a mina para provar seu amor". Muita gente ficou na expectativa do desfecho. Diante do final mortal desse fato (estou escrevendo as 14h54 de sábado, 18, e Eloá não foi dada como morta, mas viver em estado vegetativo é estar viva?) abriram-se várias rodas de conversas, dentro delas especialistas em segurança, promotores, psicólogos, o diabo a quatro. Coletivas sendo cobertas, frases feitas, questionamentos constantes e um bocado de lamentos e condenações.
Afinal, nessa muvuca alguém vai confrontar o trabalho da imprensa? Alguém vai "cortar na própria carne"? Alguém vai admitir que não tinha preparo e mesmo assim falou com uma pessoa desequilibrada que mantinha reféns? Alguém vai tomar do remédio amargo do fracasso e vai dizer que não deveria ter dado tanta notoriedade para um rapaz que estava ameaçando pessoas? Alguém vai admitir que nessa infindável procura por "furos" a dita ética jornalística foi pras cucuias? Alguém admite que com o estandarte do "Essa é a função do jornalista" todos os limites éticos, morais, pessoais, civis, políticos, econômicos que sejam respeitados ou/e desrespeitados são coisas justificáveis? E são?
Por Ana Maria Peterson.
Outubro 15, 2008
O presidente disse que vê os jornalistas inquietos, perguntando porque a crise não chega logo ao Brasil

Lula disse que não tem conhecimento do número de empresas que estão enfrentando problemas por causa da alta do dólar.
"Todas as empresas que apostaram dinheiro e perderam têm de arcar com as suas responsabilidades. O Brasil está disposto a criar condições para emprestar dinheiro pela lógica do mercado", disse.
Lula ressaltou que o governo brasileiro não vai fazer o que se fazia antigamente, "de baixar um pacote econômico, que baixava uma série de coisas e falhava três meses depois do pacote. Vamos cuidar passo a passo."
O presidente disse que vê os jornalistas inquietos, perguntando porque a crise não chega logo ao Brasil e afirmou: "ela não chega logo porque o Brasil tem desenvolvimento. Não chega logo porque o Brasil tem contratação de obras públicas para o governo. Não chega logo porque, de US$ 112 bilhões que a Petrobras tem de investir até 2012, calculado ao preço do barril de US$ 35 e não de US$ 85, US$ 104 bilhões são caixa próprio da Petrobras e não é dinheiro emprestado, por isso é que nós estamos com certa tranqüilidade. Porque sabemos que, se tiver uma recessão, ela pode causar problemas ao Brasil, mas ao invés de ficar chorando, nós temos é de aumentar as nossas exportações para a Índia, para a Indonésia, países africanos, para o Oriente Médio", disse.
Fundo Soberano
O presidente defendeu o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Questionado sobre a possibilidade de o Congresso Nacional retirar a proposta de criação do Fundo da pauta para facilitar a aprovação de outras medidas provisórias mais importantes para o governo, Lula respondeu: "O Fundo Soberano é extremamente importante. Estou a 15 mil quilômetros de distância. Não sou líder do Congresso, não sou deputado nem senador. Como é que eu posso responder?".
Lula disse que, na sua opinião, os parlamentares têm de agir para facilitar a votação das coisas que são prioritárias neste momento. "Qualquer que seja a decisão deles, para mim, tá ótimo", disse, acrescentando: "o que eu quero garantir é que o Brasil vai continuar crescendo, o mercado interno vai continuar sendo uma das molas propulsoras do nosso crescimento".
Retomando o assunto da crise, Lula disse que nesse negócio de crise econômica "não vale a música do Zeca Pagodinho 'Deixe a vida me levar'. Nesse negócios, a gente toma posição e sai na frente".
Do APOSENTADO INVOCADO
Outubro 07, 2008
A Onda Vermelha varreu o Brasil. Os números não mentem.
A situação de José Serra e Aécio Neves é desesperadora no plano nacional. PPS quase foi dizimado. O DEMo encolheu quase 40%. Os tucanos encolheram 11%.
Isso sem considerar o aumento do eleitorado entre 2004 e 2008, o que torna a situação mais dramática para Serra e Aécio.


E ainda há o segundo turno, que deve favorecer mais ainda os partidos historicamente ligados à Lula. O PIG vai fazer tudo para eleger os seus, mas a militância precisa arregaçara as mangas e dar a resposta nas ruas, nos lares e em TODOS os espaços da Internet, não só nos "nossos".
Mesmo em São Paulo, o segundo turno será uma eleição disputadíssima, para saírem cantando vitória de Serra-Kassab.
Para piorar a vida de Serra, ele sai da eleição com seu partido rachado em seu próprio estado. É questão de tempo para os derrotados insatisfeitos começarem a debandar.
PT, PSB, PMDB, PCdoB e PDT todos tiveram crescimento expressivo, alguns espetaculares como o PSB e PCdoB em relação a 94.
É muito provável que o bom desempenho do governo federal tenha alavancado muitas candidaturas municipais.
Os jornalistas do PIG que estão escrevendo bobagens para desgastar o presidente, não se dão conta, que caso não houvesse transferência de votos, a situação seria muito mais preocupante para Serra-Aécio, porque os votos seriam conquistas exclusivas dos partidos, portanto votos mais consistentes para 2010. Neste caso, imagine quando as eleições forem nacionais e a influência federal for maior.
Por: Zé Augusto
Setembro 28, 2008
A suspeita que paira no ar: Luis Nassif desafia a 'Revista Veja'

A suspeita que paira no ar: Luis Nassif desafia a 'Revista Veja'
A cada dia que passa, mas fortes são as suspeitas de que o suposto grampo em Gilmar Mendes e Demóstenes Torres foi uma armação da revista Veja. A revista não mostrou o áudio nem os documentos que dizia dispor — e que lhe teriam permitido garantir que o grampo foi feito pela Abin.
Por Luis Nassif, em seu blog
Não se trata de entregar a fonte, mas apenas de mostrar documentos que a revista diz possuir. A revista não apenas acusava a Abin pelo grampo, como atribuía à agência uma verdadeira fábrica de grampos.
Mas, até agora não se conseguiu comprovar um grampo sequer.
É possível que a Abin tenha disfarçado bem sua suposta atividade paralela. Mas uma fábrica de grampos, da maneira descrita na reportagem, não poderia se abrigar em uma saleta secreta, em um porão. Envolveria muitas pessoas, seria do conhecimento do universo da arapongagem brasiliense — que é íntimo da revista. Por isso, é possível que a revista tenha montado um falso escândalo, com graves conseqüências: o episódio quase induziu a um conflito entre poderes, com graves desdobramentos institucionais.
Se comprovada a armação, a Abril cometeu um crime grave. Para saber se cometeu o crime, há a necessidade de abrir um inquérito. Quando se irá começar a investigar? Quando o Ministério Público irá se pronunciar? Uma publicação, por mais poderosa que seja, não pode estar acima da lei.
O que causa mais espécie, revolta, raiva, dor de barriga, sei lá mais o quê, é dois agentes do Estado, um inclusive chefe atual de um dos poderes da República, darem, de chôfre, total crédito a uma denúncia feita por uma revista conhecida por suas "reportagens" sem ao menos um questionamento acerca da prova material.
A corroboração do diálogo não é prova material nem aqui nem na cochichina. Ouso discordar frontalmente da tese do Dr. Nelson Jobim, apesar de só possuir o diploma do Curso de Datilografia.
Para tipicação de um crime são necessários três elementos: a vítima, o autor e o instrumento. Por enquanto, temos apenas as duas (ainda supostas) vítimas.
A tese de que a transcrição assentida pelas supostos prejudicados já é uma PROVA, se submetida, mutatis mutandis, a prova da falseabilidade de Popper não se sustentaria.
Como se admitir como prova algo que não se pode comprovar falso? O suposto delito não foi a degravação, e, sim o ato de gravar que se revelará como prova através de uma fita, CD, ou similares.
Beira ao rídiculo argumentos tais como: "Ora a Veja divulgou, então é verdade", ou, " os termos da degravação foram confirmados pelas vítimas." Estarão esses protagonistas acima de tudo e de todos? Da Constituição, inclusive? Serão, porventura, deuses?
Fonte:Portal Vermelho
Setembro 20, 2008
Folha de S.Paulo "criminaliza" projeto do governo
A Folha de hoje, em reportagem com o titulo “Governo quer criminalizar mídia por publicar grampo”, procura, ela sim, “criminalizar” o projeto de lei enviado ao Congresso pelo governo para coibir não só o grampo ilegal, mas também o vazamento de informações sigilosas ou protegidas pelo segredo de justiça.
Temos afirmado aqui, reiteradamente, que não existe quebra de sigilo. Existe transferência da guarda do sigilo de uma autoridade competente para outra. Por exemplo, uma CPI e os parlamentares que a integram são responsáveis pela manutenção do sigilo.
O que o projeto do governo propõe é: pena de reclusão de dois a quatro anos, e multa para quem "diretamente ou por meio de terceiros" realizar grampo "sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei", e punição para quem "violar o sigilo ou o segredo de Justiça”, inclusive para fins diversos do previsto em lei.
Também criminaliza quem "produzir, fabricar, comercializar, oferecer, emprestar, adquirir, possuir ou manter sob sua guarda, sem autorização legal, equipamentos destinados à interceptação telefônica".
Julgam-se acima da lei
Para o jornal, ele, seus jornalistas e repórteres não podem ser responsabilizados pelo vazamento de informações sigilosas, isto é pela violação da lei. Ou seja, estão acima da lei e da Constituição. Pelo menos assim se consideram.
A pretexto de defender o sigilo da fonte, a Folha defende a violação da lei, já que ela própria e seus jornalistas sabem que estão vazando uma informação sigilosa e violando o segredo de justiça. Então, como não ser responsável criminalmente por seus atos? Mas é isso que o jornal quer.
O jornal diz que se o vazamento for calunioso, injurioso e difamatório, ou pior, for uma chantagem, os responsáveis responderão criminalmente. Mas como não responsabilizar a fonte, já que geralmente é uma autoridade responsável legalmente pela preservação do sigilo?
O que não pode é continuar a situação atual, quando o uso e abuso de vazamentos ilegais, e geralmente contra a imagem e a honra do suposto investigado, virou norma. Nem sequer é mais uma exceção.
Se aceitamos o vazamento e a quebra do sigilo como algo que não pode ser criminalizado, estamos estimulando o grampo e as investigações ilegais, o abuso de autoridade. E esse é um caminho sem volta.
Do blog do Dirceu
Temos afirmado aqui, reiteradamente, que não existe quebra de sigilo. Existe transferência da guarda do sigilo de uma autoridade competente para outra. Por exemplo, uma CPI e os parlamentares que a integram são responsáveis pela manutenção do sigilo.
O que o projeto do governo propõe é: pena de reclusão de dois a quatro anos, e multa para quem "diretamente ou por meio de terceiros" realizar grampo "sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei", e punição para quem "violar o sigilo ou o segredo de Justiça”, inclusive para fins diversos do previsto em lei.
Também criminaliza quem "produzir, fabricar, comercializar, oferecer, emprestar, adquirir, possuir ou manter sob sua guarda, sem autorização legal, equipamentos destinados à interceptação telefônica".
Julgam-se acima da lei
Para o jornal, ele, seus jornalistas e repórteres não podem ser responsabilizados pelo vazamento de informações sigilosas, isto é pela violação da lei. Ou seja, estão acima da lei e da Constituição. Pelo menos assim se consideram.
A pretexto de defender o sigilo da fonte, a Folha defende a violação da lei, já que ela própria e seus jornalistas sabem que estão vazando uma informação sigilosa e violando o segredo de justiça. Então, como não ser responsável criminalmente por seus atos? Mas é isso que o jornal quer.
O jornal diz que se o vazamento for calunioso, injurioso e difamatório, ou pior, for uma chantagem, os responsáveis responderão criminalmente. Mas como não responsabilizar a fonte, já que geralmente é uma autoridade responsável legalmente pela preservação do sigilo?
O que não pode é continuar a situação atual, quando o uso e abuso de vazamentos ilegais, e geralmente contra a imagem e a honra do suposto investigado, virou norma. Nem sequer é mais uma exceção.
Se aceitamos o vazamento e a quebra do sigilo como algo que não pode ser criminalizado, estamos estimulando o grampo e as investigações ilegais, o abuso de autoridade. E esse é um caminho sem volta.
Do blog do Dirceu
Setembro 11, 2008
Opinião - Arregaçando as mangas
Bem, chega de reclamar. Se a mídia corporativa é ruim, se o jornalismo está uma merda, a melhor solução é arregaçar as mangas e trabalhar. Na verdade, nós temos mídia. A internet é nossa.
Uma das deficiências de nossas discussões políticas - percebi há tempos - é a falta de informações confiáveis para embasar nossas opiniões. Ficamos num blablablá pró ou contra governos que não leva a nada se nossos argumentos não forem científicos.
Vamos às estatísticas. Elaborei uma tabela com os destinos das exportações brasileiras, com números de janeiro a agosto de 2008 e o mesmo período de 2002. É um dado importante para discutirmos política internacional e seus reflexos em nossa política interna.
Repare que as exportações brasileiras nesse período registraram um salto de 253% em valor e 73% em volume. O interessante, porém, é verificar para onde essas exportações aumentaram mais. As exportações brasileiras totalizaram 130,84 bilhões de dólares nos primeiros oito meses do ano corrente, e 319,52 milhões de toneladas.
Bem, primeiro vale observar que o Brasil tem exportações acima de 1 milhão de dólares para mais de 180 países. Ou seja, o mundo inteiro. Se existe um país globalizado, esse país é o Brasil.
Individualmente, o principal importador de produtos brasileiros ainda são os Estados Unidos, que compraram o equivalente a 18 bilhões de dólares em Jan/Ago 08, valor que representou um aumento de 86% sobre igual período de 2002.
Mas é preciso analisar esses números em profundidade. Reparem que em Jan/Ago 2002, os EUA respondiam por 26,5% das exportações brasileiras. O Brasil, portanto, era dependente economicamente dos importadores americanos. Por essas e outras é que nossa economia era tão frágil e instável. Em Jan/Ago 08, os EUA, mesmo tendo aumentado suas compras de produtos brasileiros, assistiram sua participação cair para 14%.
Outra surpresa é a Argentina, cujas importações de produtos brasileiros este ano registraram um crescimento impressionante, de 744% em valor e 89% em volume sobre 2002. Observem que a Argentina importa produtos brasileiros com muito mais valor agregado, produtos industrializados, que EUA e Europa.
A performance da China não é surpresa, mas igualmente notável. A China importou 11,9 bilhões de dólares do Brasil em Jan/Ago 08, alta de 860,6% sobre 2002. A China importa sobretudo produtos básicos do Brasil, como minério de ferro, soja e petróleo. E muito frango também.
Gostaria de chamar a atenção ainda para o fato de que os aumentos ocorreram nas economias mais simples, constantemente subestimadas por economistas e colunistas econômicos. Cito alguns exemplos: Venezuela (aumento de 479% em 2008 sobre 2002), Peru (510%) e Angola (1.044%). Angola! E há os que ainda menosprezam a África...
Falta agora analisarmos uma tabela detalhando os produtos exportados pelo Brasil.
Para ampliar a tabela, basta clicar sobre ela.

Por Miguel do Rosário
Uma das deficiências de nossas discussões políticas - percebi há tempos - é a falta de informações confiáveis para embasar nossas opiniões. Ficamos num blablablá pró ou contra governos que não leva a nada se nossos argumentos não forem científicos.
Vamos às estatísticas. Elaborei uma tabela com os destinos das exportações brasileiras, com números de janeiro a agosto de 2008 e o mesmo período de 2002. É um dado importante para discutirmos política internacional e seus reflexos em nossa política interna.
Repare que as exportações brasileiras nesse período registraram um salto de 253% em valor e 73% em volume. O interessante, porém, é verificar para onde essas exportações aumentaram mais. As exportações brasileiras totalizaram 130,84 bilhões de dólares nos primeiros oito meses do ano corrente, e 319,52 milhões de toneladas.
Bem, primeiro vale observar que o Brasil tem exportações acima de 1 milhão de dólares para mais de 180 países. Ou seja, o mundo inteiro. Se existe um país globalizado, esse país é o Brasil.
Individualmente, o principal importador de produtos brasileiros ainda são os Estados Unidos, que compraram o equivalente a 18 bilhões de dólares em Jan/Ago 08, valor que representou um aumento de 86% sobre igual período de 2002.
Mas é preciso analisar esses números em profundidade. Reparem que em Jan/Ago 2002, os EUA respondiam por 26,5% das exportações brasileiras. O Brasil, portanto, era dependente economicamente dos importadores americanos. Por essas e outras é que nossa economia era tão frágil e instável. Em Jan/Ago 08, os EUA, mesmo tendo aumentado suas compras de produtos brasileiros, assistiram sua participação cair para 14%.
Outra surpresa é a Argentina, cujas importações de produtos brasileiros este ano registraram um crescimento impressionante, de 744% em valor e 89% em volume sobre 2002. Observem que a Argentina importa produtos brasileiros com muito mais valor agregado, produtos industrializados, que EUA e Europa.
A performance da China não é surpresa, mas igualmente notável. A China importou 11,9 bilhões de dólares do Brasil em Jan/Ago 08, alta de 860,6% sobre 2002. A China importa sobretudo produtos básicos do Brasil, como minério de ferro, soja e petróleo. E muito frango também.
Gostaria de chamar a atenção ainda para o fato de que os aumentos ocorreram nas economias mais simples, constantemente subestimadas por economistas e colunistas econômicos. Cito alguns exemplos: Venezuela (aumento de 479% em 2008 sobre 2002), Peru (510%) e Angola (1.044%). Angola! E há os que ainda menosprezam a África...
Falta agora analisarmos uma tabela detalhando os produtos exportados pelo Brasil.
Para ampliar a tabela, basta clicar sobre ela.

Por Miguel do Rosário
Setembro 03, 2008
Da Série Imprensa Incendiária - Presidente Lula ironiza a Veja em Vitória ao iniciar produção no pré-sal

Olha o "medo" e a "preocupação" do Presidente Lula, hoje ao iniciar a podução de petróleo no pré-sal.
Logo após a cerimônia de comemoração pelo início da produção do primeiro óleo do pré-sal na costa do estado do Espírito Santo, repórteres perguntaram ao Presidente Lula sobre o grampo Gilmas-Demóstenes.
O Presidente respondeu cobrando aquilo que seria uma atitude séria do PIC/PIG:
“Esse problema, por enquanto, está resolvido: a decisão pelo afastamento [da direção da Abin] foi tomada para mostrar que haverá transparência nas investigações.
Se algum de vocês souber de alguma coisa é só falar – porque a fonte conversou foi com vocês jornalistas, não foi comigo.
Se quiserem me facilitar as investigações, a gente pode resolver logo o problema. Se não quiser, nós temos que investigar a coisa com muita profundidade".
Por: Zé Augusto
Agosto 25, 2008
Exército, PM e Narcotráfico são as três faces da barbárie capitalista
No final de 2007 órgãos de imprensa burguesa – como a Revista Veja, por exemplo – deitaram e rolaram com a repercussão do Filme “Tropa de Elite” e desenvolveram a partir daí que a solução dos problemas dos morros do Rio é mais BOPE, mais tortura, mais repressão, mais extermínio nas favelas. E defenderam isso ostentando que – mesmo diante da inegável desmoralização da PM (Polícia Militar) – era possível existir uma Polícia Militar “honesta”, “incorruptível”. E que o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PM carioca, era a prova disso.
No Jornal Luta de Classes nº 7 (Nov/2007), um artigo do companheiro Caio Dezorzi explica que um soldado do BOPE está tão sujeito à corrupção quanto um soldado da PM comum. Qualquer força de repressão será sempre contaminada pelo dinheiro do narcotráfico na sociedade capitalista. Esta é a história do exército da Colômbia de Uribe, do Peru de Fujimori e muitos outros.
E os milhões de dólares que se movem entre os olhos e as mãos do comando da PM hoje, rapidamente passariam a se mover nas barbas do exército. É por isso que a cúpula do PSDB busca preservar o exército como “única força de contenção social” ainda não desmoralizada pelo narcotráfico. Já a burguesia local do RJ e seus oficiais da PM estão desesperados com a “ocupação” de seu ponto de negócios pelo exército. É isso que explica as manchetes dos jornais burgueses “Exército mata...” e quando falam da PM sempre é “Policiais matam...” ou “PMs matam...”, mas sempre preservando a instituição.
Para os marxistas trata-se de mostrar que tanto o exército quanto a PM não são solução para o narcotráfico e que o que se passa nos morros do Rio é fruto da decomposição social provocada pelo capitalismo. O Brasil que Lula tenta vender dizendo que “descolou” da crise dos EUA e cujo crescimento econômico é elogiado pelos banqueiros e empreiteiros é o mesmo em que a juventude não tem futuro e os empregos criados são precários, rebaixados, de quinta categoria.
É por isso que morreram os três jovens do Rio vendidos por soldados para traficantes de um morro rival.
A solução, como bem coloca um artigo do companheiro carioca Flavio Almeida, publicado no site da Esquerda Marxista, é ocupar as favelas com escolas, hospitais, emprego, saneamento, arte, esporte, lazer, etc. E não com pinturas novas para as casas como está fazendo o projeto do PAC a serviço eleitoreiro para o bispo Crivella. E dinheiro para tudo isso existe, entretanto, enquanto o Governo Lula estiver aliado com os capitalistas, como Crivella, Sarney, Collor, etc., o nosso dinheiro não será usado para nada disso.
Apesar da defesa que Lula faz do regime capitalista hoje é cada vez mais evidente que só o socialismo pode interromper a escalada da barbárie nesta sociedade moribunda e podre. Por isso exigimos que o PT rompa as alianças com os burgueses e atenda as reivindicações, abrindo as condições para o socialismo. Mais do que nunca está atual o que disse Rosa Luxemburgo: “Socialismo ou Barbárie!”
Construiremos o socialismo só com luta! E os trabalhadores e a juventude não param de lutar! Há os que resistem, como os companheiros das fábricas ocupadas, os sem-terra, os sem-teto e tantos outros. No Estado de SP a greve dos professores da rede estadual segue forte e mais de 60 mil pessoas pararam o trânsito da maior cidade do hemisfério sul. Em Santa Catarina, o Movimento das Fábricas Ocupadas prepara o Tribunal Popular para Julgar a Intervenção na Cipla/Interfibra, com delegações de todo o Brasil e vários países da América Latina. Em dezenas de cidades ocorrem reuniões preparatórias ao Acampamento Nacional pela Revolução, organizado pela Juventude Revolução.
Assim, lutando e nos organizando, venceremos!
Do Esquerda Marxista
No Jornal Luta de Classes nº 7 (Nov/2007), um artigo do companheiro Caio Dezorzi explica que um soldado do BOPE está tão sujeito à corrupção quanto um soldado da PM comum. Qualquer força de repressão será sempre contaminada pelo dinheiro do narcotráfico na sociedade capitalista. Esta é a história do exército da Colômbia de Uribe, do Peru de Fujimori e muitos outros.
E os milhões de dólares que se movem entre os olhos e as mãos do comando da PM hoje, rapidamente passariam a se mover nas barbas do exército. É por isso que a cúpula do PSDB busca preservar o exército como “única força de contenção social” ainda não desmoralizada pelo narcotráfico. Já a burguesia local do RJ e seus oficiais da PM estão desesperados com a “ocupação” de seu ponto de negócios pelo exército. É isso que explica as manchetes dos jornais burgueses “Exército mata...” e quando falam da PM sempre é “Policiais matam...” ou “PMs matam...”, mas sempre preservando a instituição.
Para os marxistas trata-se de mostrar que tanto o exército quanto a PM não são solução para o narcotráfico e que o que se passa nos morros do Rio é fruto da decomposição social provocada pelo capitalismo. O Brasil que Lula tenta vender dizendo que “descolou” da crise dos EUA e cujo crescimento econômico é elogiado pelos banqueiros e empreiteiros é o mesmo em que a juventude não tem futuro e os empregos criados são precários, rebaixados, de quinta categoria.
É por isso que morreram os três jovens do Rio vendidos por soldados para traficantes de um morro rival.
A solução, como bem coloca um artigo do companheiro carioca Flavio Almeida, publicado no site da Esquerda Marxista, é ocupar as favelas com escolas, hospitais, emprego, saneamento, arte, esporte, lazer, etc. E não com pinturas novas para as casas como está fazendo o projeto do PAC a serviço eleitoreiro para o bispo Crivella. E dinheiro para tudo isso existe, entretanto, enquanto o Governo Lula estiver aliado com os capitalistas, como Crivella, Sarney, Collor, etc., o nosso dinheiro não será usado para nada disso.
Apesar da defesa que Lula faz do regime capitalista hoje é cada vez mais evidente que só o socialismo pode interromper a escalada da barbárie nesta sociedade moribunda e podre. Por isso exigimos que o PT rompa as alianças com os burgueses e atenda as reivindicações, abrindo as condições para o socialismo. Mais do que nunca está atual o que disse Rosa Luxemburgo: “Socialismo ou Barbárie!”
Construiremos o socialismo só com luta! E os trabalhadores e a juventude não param de lutar! Há os que resistem, como os companheiros das fábricas ocupadas, os sem-terra, os sem-teto e tantos outros. No Estado de SP a greve dos professores da rede estadual segue forte e mais de 60 mil pessoas pararam o trânsito da maior cidade do hemisfério sul. Em Santa Catarina, o Movimento das Fábricas Ocupadas prepara o Tribunal Popular para Julgar a Intervenção na Cipla/Interfibra, com delegações de todo o Brasil e vários países da América Latina. Em dezenas de cidades ocorrem reuniões preparatórias ao Acampamento Nacional pela Revolução, organizado pela Juventude Revolução.
Assim, lutando e nos organizando, venceremos!
Do Esquerda Marxista
Agosto 16, 2008
Site denúncia: saiu do ar por censura de Aécio Neves

Tem o dedo e todo jeito de censura do governo tucano de Aécio Neves, a retirada do ar esta semana, pela Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, do site Novo Jornal, de propriedade do jornalista Marco Aurélio Flores Carone (descendente de tradicional família mineira), com sede em Belo Horizonte (MG).
A denúncia é feita pelo próprio jornalista, e pelo Portal Imprensa ao divulgarem a retirada do site do ar, numa operação encabeçada pela Promotoria do Ministério Público Estadual (MPE-MG), em conjunto com a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.
Os agentes da polícia e do MPE mineiros que compareceram à sede do site portavam um mandado de busca e apreensão, com o qual confiscaram os computadores da redação e o servidor do site. Agora, ao acessar o Novo Jornal, o leitor encontra uma mensagem do MPE-MG, explicando que o site está sob investigação em razão de "indícios de prática de crimes".
De acordo com o MP-MG o site começou a ser investigado a partir da apresentação de uma representação criminal, na qual a página é acusada de publicar matérias ofensivas a honra de autoridades públicas.
Site combativo incomodava
O proprietário da página, o jornalista Marco Aurélio Flores Carone, no entanto, vê outras razões para a censura ao Novo Jornal. Conforme declarou ao Portal Imprensa, seu site (no ar desde 2005), sempre foi 100% combativo. "Sempre fizemos denúncias e elas não são ligadas apenas ao Poder Público e ao governo do Estado de Minas Gerais" observa ele.
Ao Portal Imprensa, Carone acrescentou, ainda, que o site conta cerca de 80 mil pageviews por dia, mantém quatro jornalistas no trabalho de atualização e não depende de recursos ou vínculos com o poder público. "Sua manutenção é paga por anúncios, sempre conquistados via licitação. Procuramos mesmo não atrelar anunciantes, sem licitação, exatamente para que não haja amarras políticas", completou.
A do site Novo Jornal não é a primeira denúncia de censura à mídia que envolve o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves. Entre os que acompanham bastidores da imprensa, o governador mineiro tem fama de controlar com mão de ferro os veículos de comunicação de seu Estado, do maior ao de menor porte, e de conduzir um trabalho permanente para que nada negativo sobre ele e sobre mazelas de seu governo, se torne, via mídia, do conhecimento público.
Do blog do Dirceu
Agosto 12, 2008
Mídia-Política : Imprensa só se interessa por denúncias contra o PT, dizem internautas
A imprensa brasileira só se interessa por denúncias que possam atingir o PT e o governo Lula. Essa é a opinião majoritária (55,5%) dos internautas que responderam à enquete do Portal do PT sobre os motivos que levaram os jornais a não dar destaque aos escândalos envolvendo os governos de São Paulo e Rio Grande do Sul. A enquete recebeu 2.524 votos. Destes, 30,7% responderam que a falta de destaque deve-se ao fato de estes Estados serem governados por tucanos (José Serra em SP e Yeda Crusius no RS). Outros 9,5% acreditam que a omissão tem outro motivo: a imprensa estaria envolvida nos esquemas denunciados.
Por fim, 4,2% disseram que não há destaque porque Serra e Yeda “são políticos inexpressivos que governam estados sem importância”.
Educação
A nova enquete já está no ar e quer saber a opinião dos internautas sobre a resistência de governos do PSDB à lei que cria o piso salarial de R$ 950 para os professores de todo Brasil. A enquete fica no lado direito desta página. Vote.
Do PT Org
Agosto 05, 2008
Mário Augusto Jakobskind: Comunicação, uma batalha de todos
Não há dúvidas que nos dias de hoje um dos grandes desafios a ser enfrentado é o do aprofundamento do processo democrático na área de comunicação. Ou seja, o acesso à informação de amplas parcelas da população mundial, sem subterfúgios e manipulações. Quando se fala em democracia, deve ser este conceito entendido na verdadeira acepção da palavra e não na base da retórica pura e simples. Só a manipulação grosseira de acontecimentos contemporâneos importantes, como acontece diariamente na mídia convencional, já valeria a mobilização em favor da democratização da mídia. Na verdade, não se trata de uma batalha a ser travada apenas por jornalistas e comunicadores de um modo geral, mas, sim, por todos formuladores ou receptores da informação. E neste caso são bilhões de seres humanos em todo o mundo.
Esta introdução se faz necessária pelo fato de que há poucos dias estiveram reunidos na Ilha de Margarita, na Venezuela, os Ministros da Comunicação e Informação do Movimento dos Países Não Alinhados, sob absoluto silêncio da mídia. Foi proposta pelo representante da República Bolivariana da Venezuela, o Ministro Andrés Izarra, da Comunicação, a criação de uma TV independente, nos moldes da Telesul, a emissora da qual participam a própria Venezuela, Argentina, Uruguai, Bolívia, Cuba, Equador e Nicarágua.
A criação de uma emissora de rádio do gênero, a Radiosul, também foi proposta. Esta seria uma das formas de se enfrentar a hegemonia midiática dos países ricos, sobretudo os Estados Unidos.
A Telesul, que está no ar desde julho de 2006, é hoje um espaço midiático fundamental para quem quer acompanhar os acontecimentos na América Latina. Quando surgiu, legisladores estadunidenses passaram a fazer ameaças contra a emissora sugerindo até impedir a propagação das imagens do canal por ser uma “ameaça à democracia”. Nada de concreto foi feito, a não ser a intensificação de uma campanha de desinformação contra a emissora, hoje vista não apenas em toda a América Latina, como parte da Europa, Estados Unidos e África.
Para se ter uma idéia do besteirol midiático, um jornalista que ocupa espaços midiáticos conservadores na América Latina chegou até a chamar a atenção para o fato de a Telesul fazer apologia do terrorismo. E sabem o que foi alegado? Pasmem, que a Telesul estava fazendo apologia do grupo terrorista ETA ao veicular uma composição de Caetano Veloso (A Luz de Tieta – da trilha sonora do filme Tieta do Agreste – que num trecho canta-se ETA ETA ETA a lua o sol a luta de Tieta”). É possível que nem o próprio Caetano saiba do ocorrido, que passou a fazer parte da antologia de besteirol, digna dos compêndios do saudoso Sérgio Porto, o Stanislau Ponte Preta.
Para desespero dos barões da mídia, sobretudo os agrupados na Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a Telesul se consolidou e tornou-se um fator de referência até para canais comerciais em termos de imagens. Sabem por que? Exatamente pelo fato de a emissora independente acompanhar de perto acontecimentos relevantes no âmbito da América Latina e cultivar a memória apresentando reportagens de fatos históricos de muitos países do continente. A Telesul mostrou na prática que um outro telejornalismo fora do padrão convencional é possível.
Como o Brasil geralmente acompanha as reuniões dos países Não Alinhados na qualidade de observador, certamente o Ministério das Relações Exteriores recebeu algum informe sobre o que se passou na ilha venezuelana de Margarita. Seria muito oportuno que o informe fosse encaminhado ao presidente Lula e ao Ministro Franklin Martins, que já poderia sugerir que a TV Brasil (não apenas o Canal Brasil Integración, que vai ao ar a partir da uma hora da manhã em TV a cabo) passasse também o noticiário da Telesul em canal aberto.
Agora, mais do que nunca, é necessária a construção de uma nova ordem informativa que possa levar à democratização da comunicação, pois sem isto a democracia na verdadeira acepção da palavra estará distante.
Por Mário Augusto Jakobskind, correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim e integra o Conselho Editorial do jornal Brasil de Fato.
Julho 23, 2008
Garibaldi arquiva pedido de impeachment contra Gilmar Mendes
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, (PMDB-RN) arquivou o pedido de impeachment de Gilamar Mendes. A justificativa foi "falta de elementos jurídicos para sua fundamentação" para dar continuidade ao processo.
O pedido de impeachment do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, foi protocolado na Casa Legislativa por manifestantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), logo após a vergonhosa decisão do ministro em conceder dois habeas corpus ao estelionatário DD e seus comparsas, em menos de 12 horas. Além desse pedido feito pela CUT, existe outro na internet organizado pelos blogueiros ativistas. Vai ser arquivado também.
Nosso Legislativo se iguala ao judiciário em termos de pouca vergonha. Por uma tapioca de 8 reais instauraram uma CPI com ampla cobertura na mídia nacional. Logo em seguida, montaram outra, agora para apurar denúncias contra Dilma Roussef, ministra da Casa Civil, de ter influenciado a venda da VarigLog para a Volo, empresa constituída pelo fundo norte-americano Matlin Patterson. No circo montado, entra no picadeiro Denise Abreu, a denunciante, com uma mala atufaiada de provas que, para decepção das lentes da Globo, dos míopes parlamentares de oposição e dos milhares de telespectadores da direta raivosa, permanece fechada.
Pronto. Tirem suas conclusões: Um ministro manda libertar o gângster que arrombou o País nas privatizações de FHC logo após ser preso, por duas vezes, e não se encontram elementos jurídicos suficientes para o pedido de impeachment do cabra, e nada de CPI. Além disso, a mídia sabuja se cala diante dos acontecimentos preferindo acusar "petistas" do que apurar e noticiar os fatos para todos nós, brasileiros, cansados de ver tantos bandidos de gravatas impunes.
Vamos que vamos, Brasil. Um dia te veremos justo.
Por Carlinhos Medeiros
O pedido de impeachment do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, foi protocolado na Casa Legislativa por manifestantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), logo após a vergonhosa decisão do ministro em conceder dois habeas corpus ao estelionatário DD e seus comparsas, em menos de 12 horas. Além desse pedido feito pela CUT, existe outro na internet organizado pelos blogueiros ativistas. Vai ser arquivado também.
Nosso Legislativo se iguala ao judiciário em termos de pouca vergonha. Por uma tapioca de 8 reais instauraram uma CPI com ampla cobertura na mídia nacional. Logo em seguida, montaram outra, agora para apurar denúncias contra Dilma Roussef, ministra da Casa Civil, de ter influenciado a venda da VarigLog para a Volo, empresa constituída pelo fundo norte-americano Matlin Patterson. No circo montado, entra no picadeiro Denise Abreu, a denunciante, com uma mala atufaiada de provas que, para decepção das lentes da Globo, dos míopes parlamentares de oposição e dos milhares de telespectadores da direta raivosa, permanece fechada.
Pronto. Tirem suas conclusões: Um ministro manda libertar o gângster que arrombou o País nas privatizações de FHC logo após ser preso, por duas vezes, e não se encontram elementos jurídicos suficientes para o pedido de impeachment do cabra, e nada de CPI. Além disso, a mídia sabuja se cala diante dos acontecimentos preferindo acusar "petistas" do que apurar e noticiar os fatos para todos nós, brasileiros, cansados de ver tantos bandidos de gravatas impunes.
Vamos que vamos, Brasil. Um dia te veremos justo.
Por Carlinhos Medeiros
Julho 19, 2008
Kennedy Alencar faz verdadeira "delação premiada" ao leitor na Folha

Se os leitores do blog (amigosdopresidentelula), tiverem amigos leitores da Folha de São Paulo, precisam avisá-los:
Na Folha de São Paulo, o colunista Kennedy Alencar, confessa que a Folha enganou os leitores desde o mensalão.
Toda aquela ladainha do "mensalão", do será que ele [Lula] sabia? Será que não sabia? Era tudo jogo de cena. A Folha de São Paulo sabia o tempo todo que o presidente Lula não estava envolvido.
O jornal sonegou essa informação dos leitores durante todo esse tempo.
Pré-julgou inocentes, assassinou reputações. Escondeu informações factuais do leitor, e fez campanha política travestida de notícia.
A Folha sabia que o "mensalão" era um problema dos partidos (como sempre disseram os governistas), e que Dantas tentou e não conseguiu chegar ao presidente da República, ao contrário do governo tucano [em azul são as palavras de Kennedy Alencar, rifando os tucanos, não sou eu que estou dizendo].
Kennedy Alencar, em sua coluna "pensata" de hoje ("O delegado, o banqueiro e o presidente") , finalmente se rende a boa parte de tudo o que nós sempre dissemos aqui, e do que disse ontem Bob Fernandes do Terra Magazine.
Por que não falou isso durante esses últimos anos todos? Por que não falou isso durante o dito "mensalão"?
É simples. A Folha foi flagrada pela PF envolvida até o pescoço no PIC (Partido da Imprensa Corrupta). A Folha é também do PIG, é demo-tucana, opera para Serra, e participou da conspiração midiática anti-democrática para derrubar o presidente Lula e não deixar ele ser reeleito em 2006.
Então Kennedy Alencar faz uma espécie de "delação premiada" junto ao leitor, agora que perdeu sua aposta manipuladora de notícias contra Lula.
Busca de uma correção de rumos, para tentar salvar a fuga de assinantes enganados.
Trechos da coluna dele em azul (em preto, são meus comentários):
A fragilidade do delegado federal Protógenes Queiroz foi a incompreensão a respeito do papel da imprensa. Misturou alhos com bugalhos. Confundiu jornalismo sério com imprensa marrom.
... A imprensa marrom está em polvorosa. [Quem diria... o que antes chamavam de liberdade de imprensa e nós chamávamos de imprensa marrom - PIG, agora ele admite existir com todas as letras, e quer jogar a pecha "nos outros". Mas vai dar trabalho mudar a imagem, muito mais do que esta coluna de Kennedy, porque a Folha continua sendo pautada pelo advogado de Dantas, Nélio Machado, e protegendo e conspirando a favor da corrupção, o que a coloca no epicentro do PIC / PIG]
Veto providencial
O banqueiro Daniel Dantas se aproximou de muita gente no PT por uma razão simples: não conseguiu chegar ao presidente da República, ao contrário do governo tucano. Isso é um fato. Em conversas reservadas recentes, Lula agradece os alertas que Luiz Gushiken lhe fez na campanha de 2002 e no primeiro mandato a respeito dos objetivos e métodos de Dantas.
Por: Zé Augusto
Julho 13, 2008
Relatório da PF cita Diogo Mainardi e Veja, como colaboradores da organização criminosa
O relatório do delegado Protógenes Queiroz, que levou ao pedido de prisão de Daniel Dantas, tem um capítulo inteiro sobre o papel da mídia no processo investigatório.Entre outras coisas diz:
... recente artigo publicado no dia 12.04.2008, edição 2054, da própria revista Veja, elaborado por um dos jornalistas colaboradores dessa organização criminosa, Diogo Mainardi, sob o título
“Entendeu, Tabatha”.
“Eles retomaram algumas das práticas mais antigas e mais imundas do jornalismo, como a chantagem, a mentira, a propaganda do poder e a matéria paga".
Ao lembrar essa assertiva ele talvez tenha revelado e audaciosamente expressado a vertente resumida de como funcionava a mídia para o grupo Opportunity, comandado por Daniel Valente Dantas, o que reforça e confirma todo o material coletado através de interceptações de dados telefônicos e telemáticos.
Em uma avaliação bem literal das condutas e comportamentos de alguns jornalistas que hoje estão no bojo do trabalhos coletados, é de se considerar como participantes da organização criminosa liderada por Daniel Valente Dantas especialmente aqueles que têm indícios de remuneração direta ou indireta de recursos originados do referido investigado ou de seus colaboradores.
No relatório de análises constou no dia 13/01/2007 que o investigado Daniel Dantas mantém diálogos com Verônica Dantas e Danielle Silbergleid afirmando textualmente da necessidade de utilizar a conexão direta entre ele e a imprensa como instrumento para plantar informações a fim de confundir a opinião de autoridades públicas nacionais e internacionais na disputa do grupo Opportunity, Citigroup, Telecom Italia pelo controle da BrT.
...
E aqui vai a indagação: a mídia é um veículo independente comprometido com a verdade imparcial. Certo? Errado. O que estamos assistindo, o desmascaramento por meio do Judiciário Federal com a atenção auspiciosa do Ministério Público Federal é repugante !!! sob o ponto de vista ético e moral do papel da imprensa.
E aqui reproduzimos ipsis literis a mensagem interceptada de conteúdo sem o mínimo escrúpulo que possa nortear regras de boa conduta e convivência social.
Assunto: Pendências
De; Cristina Caetano 18/02/2008
Para Alberto Pavi
Pavi,
Obrigado. Outro dia retomaremos a conversa com Moreira Alves. Nosso prazo para entrar com a campanha difamatória é no começo de março. E se não formos fazer com ele temos que achar outra pessoa. Nós preferimos que você redigisse. Achamos que nesse caso tem muitos fatos, seria melhor ser redigido por um civilista do que por um criminalista. Vamos focar nisso?
Beijos
Por: Zé Augusto
Julho 07, 2008
Perseguição - Internet poderosa
A internet já tem um potencial de 41,5 milhões de eleitores com idade superior a 16 anos. Esse é o número de brasileiros que acessam a web, segundo dados do Ibope/NetRatings relativos ao primeiro trimestre deste ano. As classes C (37%) e D (13%) já representam 50% do total de usuários. Mas para o candidato brasileiro chegar a esses votos não é fácil. Tem de enfrentar a legislação atual que confina a propaganda a um único site e deixa brechas para outros casos, como as redes sociais e o correio eletrônico.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que se posicionará à medida que os processos forem chegando. Os parlamentares devem se reunir nesta semana com o presidente do TSE para tentar alterar as regras. Há quem defenda a possibilidade de doações por cartão de crédito, a exemplo da campanha do candidato à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama.
A pouca familiaridade dos candidatos com novas tecnologias também preocupa os especialistas que, no entanto, apostam suas fichas no que classificam de um movimento irreversível. "A internet é uma excelente forma de atrair os jovens, mais refratários ao discurso político", diz o pesquisador Marcelo Coutinho.
Por: Helena™
Junho 27, 2008
Mídia Esgoto - Dilma rebate “tentativa de escandalizar o nada”
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que há uma “tentativa de escandalizar o nada” na divulgação de contatos que teve com o advogado Roberto Teixeira. “Se você olhar minha agenda de audiências, ela abrange uma quantidade muito grande de pessoas, empresários, setores da sociedade. Não vejo nada (de irregular), a não ser que alguém queira criminalizar o nada”, ressaltou a ministra.O advogado, que é compadre do presidente Lula, foi acusado pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, de influenciar a aprovação da venda da VarigLog ao fundo Matlin Patterson e a três sócios brasileiros, em 2006. Roberto Teixeira nega que teria conseguido algum apoio político, argumentando que o trabalho desenvolvido pelo seu escritório se deu no campo jurídico.
Dilma Rousseff disse, na última terça-feira, que foi mesmo procurada pelo advogado e sua filha Valeska. “Eles vieram tratar, basicamente, naquela época, que foi bem no início do processo, da questão relativa aos leilões da Varig. Agora eu acho que há uma escandalização do nada”, declarou, indagada sobre o assunto tratado nas audiências. “Eu participei bem pouco do processo da Varig”, completou Dilma.
A ministra reagiu com indignação à pergunta se sua agenda era uma “obra de ficção”, uma vez que as reuniões não constavam da relação de audiências concedidas pela Casa Civil. “Minha agenda não é uma ficção pública. É, em alguns momentos, uma impossibilidade. Porque eu tenho, às vezes, três encontros na mesma hora. Atendo, em média, quase doze horas por dia”, assinalou.
Sobre o fato de o presidente Lula ter se encontrado algumas vezes com Teixeira naquele ano, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, foi enfático: “É preciso deixar claro que o presidente Lula e o advogado Roberto Teixeira são compadres, amigos de longa data. É preciso ver isso com naturalidade. Agora, isso nunca interferiu numa decisão de governo”, assinalou.
Do Hora do Povo
Junho 21, 2008
"Chaves" empata com Globo e deixa SBT em 1º lugar no Ibope
O seriado infantil "Chaves" ficou em primeiro lugar na audiência nesta quinta-feira (19), na medição do Ibope da Grande São Paulo. O programa registrou nove pontos de média, com pico de dez pontos, entre 12h45 às 13h45.A atração mexicana empatou com a Globo na primeira colocação, já que a emissora carioca também teve nove pontos de média no mesmo horário, exibindo o "Globo Esporte" e o "Jornal Hoje". A Record ficou em terceiro, com oito pontos de média.
O seriado do SBT conta as aventuras do menino órfão Chaves, personagem criado e interpretado pelo ator e dramaturgo mexicano Roberto Bolaños.
O título original da série produzida na década de 70 é "El Chavo del Ocho".
Ele mora em um cortiço, onde brinca e apronta travessuras com os amigos Chiquinha (Maria Antonieta de las Nieves) e Quico (Carlos Villagrán), filhos, respectivamente, de Seu Madruga (Ramón Valdés) e de Dona Florinda (Florinda Meza).
Por: Helena™
Junho 15, 2008
A vã tentativa de esquentar o caso VARIG
A imprensa continua na tentativa vã de "esquentar" o caso VARIG, mas tudo indica que ele realmente está esgotado. A entrevista do juiz Luiz Roberto Ayoub, que dirigiu a recuperação da empresa ainda repercute - a de O Globo e as concedidas a outros jornais - bem como o depoimento no Senado da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Denise Abreu, mas tanto a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, quanto o governo, saíram do foco.
Ficou provado que foi a Justiça que, em leilão, vendeu a VARIG para a VARILOG, por sua vez vendida à Transportes Aéreos Portugues (TAP) e, depois, ao Fundo Matlin Patterson. VARILOG (carga) e VEM (manutenção) foram vendidas enquanto a VARIG era dirigida por tucanos, capitaneados pelo ex genro de FHC, David Zylberstajn.
Caiu outro mito: também não há mais sucessão de dÍvidas trabalhistas e fiscais conforme o artigo 60 da nova Lei de Recuperação de Empresas. Este fato a mídia em geral escondia para ficar batendo na tecla que a VARIG foi vendida e o Governo perdoou as dividas trabalhista e fiscais para favorecer a VARIGLOG e o Fundo. Não era verdade.
A ultima questão era a do preço da venda que agora cai por terra pelas declarações em que o juiz afirma que o preço total foi de R$ 277 milhões e não R$ 24 milhões sem falar nos investimentos que os controladores fizeram na empresa e que podem ser conferidos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso derruba o que toda a mídia repetia, em coro com a oposição, e justifica o preço pago pela GOL - aliás, outro motivo de escândalo para vários articulistas, sempre prontos a atacar o governo.
A oposição agora se apega a um factóide, à convocação do advogado Roberto Teixeira, já que depois da fracassada CPI dos Cartões não parece disposta a um novo desgaste político. Evidencia, assim, ao país que se trata de uma oposição sem causa e sem rumo.
Blog do Dirceu
Ficou provado que foi a Justiça que, em leilão, vendeu a VARIG para a VARILOG, por sua vez vendida à Transportes Aéreos Portugues (TAP) e, depois, ao Fundo Matlin Patterson. VARILOG (carga) e VEM (manutenção) foram vendidas enquanto a VARIG era dirigida por tucanos, capitaneados pelo ex genro de FHC, David Zylberstajn.
Caiu outro mito: também não há mais sucessão de dÍvidas trabalhistas e fiscais conforme o artigo 60 da nova Lei de Recuperação de Empresas. Este fato a mídia em geral escondia para ficar batendo na tecla que a VARIG foi vendida e o Governo perdoou as dividas trabalhista e fiscais para favorecer a VARIGLOG e o Fundo. Não era verdade.
A ultima questão era a do preço da venda que agora cai por terra pelas declarações em que o juiz afirma que o preço total foi de R$ 277 milhões e não R$ 24 milhões sem falar nos investimentos que os controladores fizeram na empresa e que podem ser conferidos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso derruba o que toda a mídia repetia, em coro com a oposição, e justifica o preço pago pela GOL - aliás, outro motivo de escândalo para vários articulistas, sempre prontos a atacar o governo.
A oposição agora se apega a um factóide, à convocação do advogado Roberto Teixeira, já que depois da fracassada CPI dos Cartões não parece disposta a um novo desgaste político. Evidencia, assim, ao país que se trata de uma oposição sem causa e sem rumo.
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- Dinastia Midiática -
Na imprensa brasileira mandam as dinastias estamentais. Os pais proprietários entregam a direção dos jornais, das revistas, das rádios e das televisões – das suas empresas – aos seus filhos, que repassam para os netos, perseverando todos no direito que se auto-atribuíram de decidir quem é e quem não é democrático, quem fala e quem não fala em nome da nação!
Assim tem sido ao longo de toda a história da imprensa no Brasil. No momento mais decisivo da história do século XX, em 1964, essas dinastias pregaram e apoiaram o golpe militar, assim como a instalação de uma longa ditadura, que mudou decisivamente os rumos do nosso país. Enquanto os militares intervinham nos poderes Judiciário e Legislativo, enquanto suspendiam todas as garantias constitucionais, enquanto fechavam todos órgãos de imprensa que discordaram do golpe e da ditadura, enquanto a maior repressão da nossa história recente se abatia sobre milhares de brasileiros presos, torturados, exilados e mortos, enquanto isso, as dinastias da imprensa mercantil se calaram sobre a repressão e apoiaram o regime militar!
Eram estes mesmos Mesquitas, Frias, Marinhos, Civitas, estes mesmos que transmitem por herança – como se fosse um bem privado – seu poder dinástico, transferindo-o para os seus filhos e netos. Os júlios, os otávios, os robertos, os victor, vão se sucedendo uns aos outros, a dinastia vai se perpetuando. Que se danem a democracia e o país, mas que se salvem as dinastias!
Mas, hoje, elas estão vendo seu poder se esvaindo pelos dedos. Conta-se que um desses herdeiros, rodando em torno da mesa da reunião do conselho editorial, herdada do pai, esbravejava irado: “onde foi que nós erramos? onde erramos?”. Estava desesperado porque a operação “mensalão” não conseguiu derrubar Lula elegendo o tucano, da sua preferência.
Se ele tivesse olhado os gráficos escondidos na sua sala, teria visto que, nos últimos dez anos, as tiragens dos jornais despencaram. A Folha de São Paulo, por exemplo, que é um dos de maior tiragem, perdeu em 10 anos, de 1997 a 2007, quase cinqüenta por cento dos seus leitores! Depois de quase ter atingido 600 mil leitores, vai fechar o ano de 2008 com menos de 300 mil! Uma queda ainda mais grave se considerarmos que, nesse período, houve crescimento demográfico, aumento do poder aquisitivo, maior interesse pela informação e elevação do índice de escolaridade dos brasileiros.
Os leitores deste jornal de direita estão entre os mais ricos da população. Noventa por cento dos seus menos de 300 mil exemplares são destinados aos leitores das classes A e B, as mesmas que não atingem dezoito por cento da população brasileira. Em outros termos, nove entre cada dez leitores do jornal pertencem aos setores de maior poder aquisitivo e suas condições de vida estão a léguas de distância das do nosso povo – esse povo que gosta do programa bolsa família, dos territórios de cidadania, da eletrificação rural, dos mini-créditos, do aumento real do salário mínimo, da elevação do emprego formal, etc.
A última e mais recente pesquisa sobre o apoio ao governo Lula, que a imprensa dinástica procurou esconder, realizada pela Sensus, revela que Lula é rejeitado por apenas treze por cento dos brasileiros! É essa ínfima minoria, cinco vezes menor do que aquela dos que apóiam o governo Lula, que povoa os editoriais dessa imprensa, suas colunas, seus painéis de cartas dos leitores! Esse é o índice da influência real que a mídia mercantil – juntando televisão, rádio, jornais, revistas, internets, blogs – tem! Apesar de todos os instrumentos monopólicos de que dispõem, apesar das campanhas diárias para dominar a opinião pública, não conseguem nada além desse pífio resultado dos treze por cento que representam!
As dinastias podem continuar a ter filhos, netos e bisnetos, mas é possível que já não dirijam jornais. Esta pode ser a última geração de jornalistas dinásticos que, talvez exatamente por isso, revelam diariamente o desespero da sua impotência, assumindo o mesmo papel que ocuparam nos anos prévios a 1964. É o mesmo desespero da direita diante da popularidade de um Getúlio e do governo Jango. Nos dois casos, só lhes restou apelar à intervenção das Forças Armadas e dos EUA, estes mesmos EUA que nunca fizeram autocrítica, nem desta nem de qualquer outra das suas intervenções contrárias à democracia da qual pretendem ser os arautos! Depois de terem pedido e apoiado o golpe militar, porque ainda acreditam que podem dizer quem é democrático e quem não é?
Por Emir Sader
Assim tem sido ao longo de toda a história da imprensa no Brasil. No momento mais decisivo da história do século XX, em 1964, essas dinastias pregaram e apoiaram o golpe militar, assim como a instalação de uma longa ditadura, que mudou decisivamente os rumos do nosso país. Enquanto os militares intervinham nos poderes Judiciário e Legislativo, enquanto suspendiam todas as garantias constitucionais, enquanto fechavam todos órgãos de imprensa que discordaram do golpe e da ditadura, enquanto a maior repressão da nossa história recente se abatia sobre milhares de brasileiros presos, torturados, exilados e mortos, enquanto isso, as dinastias da imprensa mercantil se calaram sobre a repressão e apoiaram o regime militar!
Eram estes mesmos Mesquitas, Frias, Marinhos, Civitas, estes mesmos que transmitem por herança – como se fosse um bem privado – seu poder dinástico, transferindo-o para os seus filhos e netos. Os júlios, os otávios, os robertos, os victor, vão se sucedendo uns aos outros, a dinastia vai se perpetuando. Que se danem a democracia e o país, mas que se salvem as dinastias!
Mas, hoje, elas estão vendo seu poder se esvaindo pelos dedos. Conta-se que um desses herdeiros, rodando em torno da mesa da reunião do conselho editorial, herdada do pai, esbravejava irado: “onde foi que nós erramos? onde erramos?”. Estava desesperado porque a operação “mensalão” não conseguiu derrubar Lula elegendo o tucano, da sua preferência.
Se ele tivesse olhado os gráficos escondidos na sua sala, teria visto que, nos últimos dez anos, as tiragens dos jornais despencaram. A Folha de São Paulo, por exemplo, que é um dos de maior tiragem, perdeu em 10 anos, de 1997 a 2007, quase cinqüenta por cento dos seus leitores! Depois de quase ter atingido 600 mil leitores, vai fechar o ano de 2008 com menos de 300 mil! Uma queda ainda mais grave se considerarmos que, nesse período, houve crescimento demográfico, aumento do poder aquisitivo, maior interesse pela informação e elevação do índice de escolaridade dos brasileiros.
Os leitores deste jornal de direita estão entre os mais ricos da população. Noventa por cento dos seus menos de 300 mil exemplares são destinados aos leitores das classes A e B, as mesmas que não atingem dezoito por cento da população brasileira. Em outros termos, nove entre cada dez leitores do jornal pertencem aos setores de maior poder aquisitivo e suas condições de vida estão a léguas de distância das do nosso povo – esse povo que gosta do programa bolsa família, dos territórios de cidadania, da eletrificação rural, dos mini-créditos, do aumento real do salário mínimo, da elevação do emprego formal, etc.
A última e mais recente pesquisa sobre o apoio ao governo Lula, que a imprensa dinástica procurou esconder, realizada pela Sensus, revela que Lula é rejeitado por apenas treze por cento dos brasileiros! É essa ínfima minoria, cinco vezes menor do que aquela dos que apóiam o governo Lula, que povoa os editoriais dessa imprensa, suas colunas, seus painéis de cartas dos leitores! Esse é o índice da influência real que a mídia mercantil – juntando televisão, rádio, jornais, revistas, internets, blogs – tem! Apesar de todos os instrumentos monopólicos de que dispõem, apesar das campanhas diárias para dominar a opinião pública, não conseguem nada além desse pífio resultado dos treze por cento que representam!
As dinastias podem continuar a ter filhos, netos e bisnetos, mas é possível que já não dirijam jornais. Esta pode ser a última geração de jornalistas dinásticos que, talvez exatamente por isso, revelam diariamente o desespero da sua impotência, assumindo o mesmo papel que ocuparam nos anos prévios a 1964. É o mesmo desespero da direita diante da popularidade de um Getúlio e do governo Jango. Nos dois casos, só lhes restou apelar à intervenção das Forças Armadas e dos EUA, estes mesmos EUA que nunca fizeram autocrítica, nem desta nem de qualquer outra das suas intervenções contrárias à democracia da qual pretendem ser os arautos! Depois de terem pedido e apoiado o golpe militar, porque ainda acreditam que podem dizer quem é democrático e quem não é?
Por Emir Sader
1964: a ditadura ainda sobrevive dentro do PIG
Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...
O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.
As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.
Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.
O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.
O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.
Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".
Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.
Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.
O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.
João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.
Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.
As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.
O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.
Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura do PIG.
By Zé Augusto
O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.
As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.
Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.
O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.
O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.
Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".
Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.
Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.
O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.
João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.
Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.
As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.
O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.
Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura do PIG.
By Zé Augusto